Apagão Tricolor


Bahia leva virada e perde para o Cruzeiro na Arena Fonte Nova

Neste sábado (9), mais uma vez, o Tricolor decepcionou sua torcida. Diante de mais de 30 mil torcedores na Arena Fonte Nova, o Esquadrão até saiu na frente, mas caiu de produção, levou a virada e foi derrotado por 2 a 1 pelo Cruzeiro. O tropeço ampliou a sequência de resultados negativos na temporada.

Como torcedora é impossível não sair frustrada. Não apenas pelo resultado, mas principalmente pela postura da equipe. Falta intensidade, falta concentração e, em momentos decisivos, parece faltar reação.

O Bahia tem elenco, tem qualidade e tem um projeto sólido, mas dentro de campo isso precisa aparecer com mais consistência. A torcida faz sua parte, empurra, lota estádio, acredita. O mínimo que se espera é entrega.

Com o resultado, o Tricolor estacionou nos 22 pontos em 14 jogos disputados, segue na sexta colocação, mas ainda pode ser ultrapassado pelo RedBull Bragantino no complemento da rodada.

Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

O jogo

A partida começou com as duas equipes conscientes da importância do resultado positivo, cada uma buscando seus objetivos na competição. Nos primeiros minutos, Bahia e Cruzeiro criaram oportunidades, mas sem grande perigo.

A estratégia de Rogério Ceni era acelerar o jogo pelo lado direito com Erick Pulga, enquanto Sanabria ocupava o lado esquerdo. Foi justamente pela direita que saiu o gol. Aos 23’, Pulga fez grande jogada individual, passou pela marcação e cruzou para a área. Willian José tentou finalizar, mas foi derrubado. Na cobrança do pênalti, Juba converteu e abriu o placar para o Esquadrão.

No entanto, o lance trouxe preocupação. Willian José levou a pior na dividida com Fabrício Bruno, que pegou no tornozelo. Dez minutos depois, o atacante caiu no gramado com dores e precisou ser substituído, virando preocupação para a sequência da temporada.

O empate do Cruzeiro saiu aos 41’, justamente pelo mesmo setor do campo. Kauã Moraes, que havia sido driblado por Pulga no lance do pênalti, apareceu livre na área e finalizou na saída de Léo Vieira para deixar tudo igual. Antes do intervalo, Léo Vieira ainda evitou a virada em uma grande defesa após chute de longa distância de Lucas Romero.

Na volta para o segundo tempo, Ceni mexeu no ataque: Ademir entrou no lugar de Sanabria, Pulga foi deslocado para a esquerda e Everaldo assumiu o comando ofensivo, mas o panorama não mudou. O Bahia encontrou dificuldades para criar pelo meio e dependia das jogadas pelas pontas. Aos 21’, Ademir arriscou de fora da área e obrigou Otávio a fazer grande defesa.

Enquanto o Tricolor pouco produzia, o Cruzeiro levava mais perigo em jogadas pelos lados e nas bolas aéreas. Aos 34’, Everaldo ainda teve uma boa chance após sobra na área, mas finalizou para fora. Pouco depois, Kike Olivera arriscou de longe e exigiu boa defesa do goleiro cruzeirense.

Quando o empate parecia se consolidar, veio o golpe final. Aos 40’, Kaique dominou na área, driblou a marcação e bateu colocado para decretar a virada e a derrota do Bahia dentro de casa.
Mais uma noite amarga na Fonte Nova. O sentimento que fica é de tristeza e decepção. Não somente derrota, porque perder faz parte do futebol, mas pela sensação de que o time poderia entregar muito mais do que vem mostrando.

Próximo desafio

Agora, as atenções se voltam para a Copa do Brasil. O Bahia encara o Remo nesta quarta-feira (13), no Mangueirão, precisando reverter a desvantagem de 3 a 1 no confronto eliminatório.

Por Thamires Barbosa Araújo

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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