Botafogo tem falhas defensivas e empata com o Internacional em Brasília
O Botafogo enfrentou o Internacional neste sábado (25), no estádio Mané Garrincha, às 18h30, em partida válida pela décima terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo terminou empatado em 2 a 2 e os gols alvinegros foram marcados por Danilo e Cristian Medina.

Geralmente, ditados populares me auxiliam bastante na busca pela materialização dos sentimentos em situações como a que me encontro agora: tentando entender. O que escolhi para hoje vem exatamente com essa finalidade: “Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.”
Não que esse empate tenha sido bem-vindo. Aliás, tenho algumas coisas para pontuar ao decorrer desse texto. Porém, na atual conjuntura, estou escolhendo olhar para o lado cheio do copo como se fosse o único ponto existente ao redor, para me resgatar do passo que falta para a loucura. Estamos sobrevivendo. Ou melhor, eu estou. Eu acho!
DE OLHO NA PARTIDA
A partida começou e os objetivos das duas equipes estavam muito bem traçados. O Botafogo buscava investir nas transições mais rápidas para neutralizar o Inter. Já a equipe gaúcha apostava em uma marcação mais forte e, assim, lutar pela bola que os faria sair em contra-ataque.
Apesar das estratégias bem delimitadas, os dois times pecaram na finalização das jogadas. Muitos erros de passe para cá, muitos erros de passe para lá. As falhas nas definições das jogadas ajudaram a esfriar o jogo. O Botafogo não conseguia chutar a gol e nem o Internacional.
O Glorioso até teve uma chance de sair na frente no placar, ainda no primeiro tempo, com Junior Santos, mas o camisa 7 furou, demonstrando a falta de precisão na conclusão dos passes.
Já no segundo tempo, as duas equipes pareciam ter entrado no jogo, definitivamente. O Botafogo explorava os espaços mais efetivamente. Os contra-ataques agora eram rápidos e as inversões de jogo melhor elaboradas.
Como um resultado direto da melhor postura, Mateo Ponte fez boa jogada pela direita e Danilo recebeu a bola no pé, com velocidade para ajeitar e mandar no ângulo, abrindo o placar na capital federal. Botafogo 1, Internacional 0.
No começo desse texto, eu deixei claro que vocês, por muitas vezes, esbarrariam na minha insatisfação com o sistema defensivo do Botafogo. E eu vou começar a te contar como isso aconteceu com uma frase muito bem usada por um amigo desta que vos fala: “Não adianta ter 10 Danilos e 1 Neto.”
A alegria do gol, que parecia ter aberto caminhos para ampliarmos o placar, foi substituída pela agonia, mais uma vez. Após falha do goleiro Neto, Carbonero deixou tudo igual depois de receber em velocidade e bater rasteiro. Uma bola, talvez, muito defensável. Botafogo 1, Internacional 1.
O jogo já havia se transformado a essa altura. As jogadas eram mais disputadas e a partida ficou mais veloz. Fora de campo, os técnicos tentavam jogar uma espécie de jogo de xadrez. Se Franclim mexia, Pezzolano fazia o mesmo. Em meio às estratégias, Edenilson sai em velocidade pela direita, lança a bola na área e acha Matheus Martins, que chuta na trave. No rebote, Medina acerta o gol colorado e coloca o Botafogo em vantagem de novo. Botafogo 2, Internacional 1.
O duelo que parecia controlado, apesar de ainda em alta intensidade, não contava com o que ainda viria, antes mesmo dos 30 minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio para o Internacional, Bernabei ficou com o rebote e deixou tudo igual mais uma vez. Botafogo 2, Internacional 2.
Apesar de disputada até os minutos finais, a partida ficou por isso mesmo. Empate com sabor amargo e consequência da falta de atenção do Botafogo. Tem dia que é complicado!
COLOCANDO A PRATOS LIMPOS
É preciso colocar a cabeça no lugar agora. Um empate como esse é, sim, um banho de água fria. Quando se sabe que era tudo muito possível, acho que a situação piora. Por isso, vou evitar frisar essa parte.
O que vimos ontem foi uma equipe que ainda tem dificuldades pontuais, principalmente na parte defensiva. Um time que, mesmo com muita qualidade técnica, ainda peca para controlar o jogo.
Evito ser uma torcedora corneta à essa altura, porque sabemos que o extracampo tem muito mais peso na nossa temporada do que o que acontece dentro das 4 linhas. O que fazemos aqui, até agora, é além das nossas circunstâncias. Mas se estamos aqui, é preciso continuar. São 8 jogos invictos, com 5 vitórias e 3 empates. Já provamos que podemos, por muitos motivos.
Edenilson segue mostrando que a expressão “bom e velho” o descreve perfeitamente. Arthur Cabral faz um campeonato, até aqui, com o nível que esperávamos dele quando chegou. Danilo, um craque absurdo! Matheus Martins segue sendo uma grata surpresa.
Se o externo parece ruim, o coletivo se fortalece internamente. Mas não podemos nos acomodar! É preciso observar os erros e atuar para resolvê-los. É importante continuar remando contra a maré. É preciso unir forças e fazer diferente. Do nosso jeito, chegaremos. Aqui é Botafogo, é diferente!
PRÓXIMO JOGO
O Botafogo vai enfrentar o Independiente Petrolero nesta terça-feira (28), no estádio Nilton Santos, às 19h, em partida válida pela terceira rodada da fase de grupos da copa Conmebol Sul-Americana.
Com a força da nossa gente, vamos juntos! Pelo maior ideal de todos: o Botafogo de Futebol e Regatas.
Por Julia Aveiro
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.