No Estádio da Luz, o Benfica recebe o CD Nacional num jogo onde só existe um resultado possível
O Benfica volta a campo em casa, neste domingo (12), às 18h em Portugal e 14h no Brasil, para enfrentar o Nacional. E não tem muito o que discutir: é jogo onde está COMPLETAMENTE proibido empatar ou perder. Nesta fase, não existe margem: ou ganha… ou complica de vez o que já está bem complicado!

A boa notícia é o regresso de Aursnes e Barreiro, duas peças importantes que devolvem equilíbrio à equipa. Num momento em que tudo tem sido instável, qualquer reforço já muda o cenário.
A provável escalação deve ser: Trubin; Bah, António Silva, Otamendi, Samuel Dahl; Barrenechea, Richard Ríos; Lukebakio, Rafa Silva, Schjelderup; Pavlidis.
Agora… vamos falar a verdade.
Essa temporada do Benfica é frustrante. Um título só, para um clube desta dimensão, não basta. E o mais revoltante nem é só o resultado — é a sensação de desorganização, de falta de rumo. Dentro de campo a equipe oscila, fora dele parece que o foco é outro. Porque enquanto o futebol devia ser prioridade… vemos decisões que passam por construir hotel, shopping, expandir estrutura — tudo bonito no papel, mas e o futebol? Parece que ficou em segundo plano. E aí fica aquela sensação: herdaram uma Ferrari… e estão destruindo aos poucos.
E vale dizer: ter sido um grande jogador não significa ser um grande presidente. O Benfica sempre foi um clube que metia medo, que entrava em campo impondo respeito. Hoje, muitas vezes, parece o contrário. Mas claro… os 65% decidiram, né? Quando havia oportunidade de mudança, escolheram continuar. E agora a gente vive isso: uma equipe que empata quando não pode, que deixa pontos pelo caminho e que parece confortável demais com pouco.
E tem outra coisa que irrita ainda mais: não adianta estar invicto se não somamos pontos. Empate atrás de empate não ganha campeonato. Não se aproxima do topo. Só mantém a ilusão enquanto a tabela vai escapando, ah e sempre dependendo de tropeço de rival…
Se fosse para resumir essa temporada em um top 5 filmes de terror para qualquer benfiquista, tava fácil:
– A classificação
– A diretoria (especialmente o presidente)
– A equipe
– Os empates
E às vezes… o próprio Benfica

E mesmo assim, a torcida não abandona. E é aí que dói mais.
Porque, às vezes, o Benfica não merece os torcedores que tem.
O Estádio da Luz sempre cheio, cantamos até o fim, apoiamos, empurramos… mesmo depois de decepção atrás de decepção.
E domingo vai ser assim de novo. Porque o benfiquista é assim, reclama, se revolta, diz que não vai ver mais… mas quando a bola rola, tá lá.
Agora é simples: entrar em campo e jogar à Benfica. Com atitude, com vontade, com respeito pela camisola. Porque ainda dá pra salvar alguma coisa dessa temporada — mas só se começar a fazer o básico.
No fim…
A gente continua aqui.
Porque quem ama… perdoa.
Por Clara Bordignon
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.