Superioridade que não virou resultado


Com um a mais e pouca eficiência, Brasil falha nos detalhes e cai diante da França

O Brasil teve contexto para vencer, mas não teve resposta para isso. Na noite desta quinta-feira (26), no Gillette Stadium, a Seleção Brasileira foi derrotada pela França por 2 a 1, no primeiro amistoso sob o comando de Carlo Ancelotti – um jogo que escancarou mais dúvidas do que certezas.

(Imagem: Michael Owens/Getty Images)

A equipe brasileira até mostrou movimentação, tentou ocupar o campo ofensivo e criou algumas oportunidades, mas pecou justamente onde o jogo se decide: na finalização. Faltou precisão, sobrou hesitação. E, em jogos grandes, isso costuma custar caro.

No primeiro tempo, o Brasil alternou bons momentos com falhas preocupantes. Vinícius Júnior, principal referência técnica, apareceu pouco e esteve abaixo do que se esperava. Raphinha e Gabriel Martinelli até deram dinâmica ao ataque, mas sem efetividade.

Do outro lado, a França foi mais objetiva. E quando teve espaço, não perdoou. Aos 31 minutos, Kylian Mbappé mostrou exatamente isso: recebeu em profundidade e finalizou com categoria por cobertura para abrir o placar. Gol de quem decide.

Na volta do intervalo, o cenário parecia favorável ao Brasil. A expulsão de Dayot Upamecano, logo aos sete minutos, deu ao time a vantagem numérica e o controle do jogo. Era o momento de transformar volume em resultado.

Mas não aconteceu.

(Imagem: Stephen Nadler/ISI Photos/ISI Photos via Getty Images)

Mesmo com um a mais, o Brasil não conseguiu manter intensidade nem clareza nas jogadas. A França, mais organizada, esperou o momento certo e encontrou. Em um contra-ataque que ignorou a desvantagem numérica, Michael Olise conduziu e serviu Hugo Ekitiké, que ampliou: 2 a 0.

O Brasil ainda diminuiu com Bremer, após jogada que passou por Casemiro e Luiz Henrique. O gol trouxe esperança, empurrou o time para frente, mas não resolveu o principal problema da noite: a dificuldade de transformar presença ofensiva em perigo real.

Nem mesmo a pressão final foi suficiente. Faltou o último passe, o último toque, a decisão correta.

No apito final, além da derrota, vieram as vaias. Mais de 66 mil torcedores acompanharam um Brasil que teve o controle em mãos, mas não soube o que fazer com ele. No futebol, ter mais bola ou mais jogadores nem sempre significa ter mais jogo. E contra seleções como a França, desperdiçar vantagem costuma ser o erro mais caro de todos.

O Brasil volta a campo na terça-feira (31), contra a Croácia, em Orlando, às 21h, para fazer o último amistoso antes da lista final da Copa.

Por Roberta Moussa

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se