118 anos de histórias e glórias, muito mais que um time, o Galo é nossa vida
O dia 25 de março nunca é uma data comum em Belo Horizonte, especialmente para nós, atleticanos, que carregamos as cores preto e branco no coração. Confesso que me sinto mais emocionada no aniversário do meu time do que na celebração do meu próprio nascimento.
O Atlético e Belo Horizonte cresceram juntos. Com apenas 11 anos de diferença entre a fundação da cidade e a do clube, o Galo se consolida como o time mais tradicional e intrínseco à história da capital.

Na série ‘Todo Mundo é Atleticano’, eu poderia listar diversas personalidades mineiras, mas sinto que seria injusta com quem realmente fundou e viveu o Galo desde o princípio. Aquele grupo de estudantes no coreto do Parque Municipal certamente não imaginava que o sonho deles se tornaria o grande amor de tantos outros, inclusive o meu.
Dona Alice Neves, todas nós torcedoras atleticanas, sabemos da importância da senhora na nossa história, afinal foi ela a responsável pela primeira torcida feminina do Atlético e responsável também pela criação dos uniformes e bandeiras, além de ser mãe de um dos fundadores do clube. Se hoje podemos fazer parte da massa atleticana, foi graças aos seus passos lá atrás. Ainda falta muito, mas caminharemos para chegar no topo.
A gente nasce e cresce aprendendo que o significado da palavra amor quer dizer: ”sentimento intenso de afeição, carinho e cuidado, manifestado tanto por emoções quanto por ações práticas de dedicação e respeito mútuo.”
Todavia, para o atleticano, a palavra amor tem um significado diferente. O nosso amor é alvinegro e tem uma crista. Como pode eu amar um time de futebol, que o mascote é um galo?

Tem certas coisas na vida, que não tem explicação, e ainda bem que não existe explicação e muito menos definição para amor. Mas, nem só de amor é feito o Galo, quantas e quantas vezes eu jurei que iria deixar o futebol de lado? No entanto, bastou uma noite de sono para tudo mudar.
Desde de mais nova, eu aprendi que a gente pode mudar de tudo, menos de time. Nossas cores são mais que apenas um pano de camisa, são a nossa pele. Nosso escudo não é apenas um desenho, é o nosso peito. Agradecemos a cada jogador que honrou essa camisa e a cada torcedor que nunca deixou a voz falhar, independentemente do placar. O Galo, nunca luta sozinho, independente de fase.
Parabéns, Clube Atlético Mineiro, tenho um orgulho imenso de carregar o sangue alvinegro nas minhas veias.
Por Elluh Ferreira
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.