Cruzeiro empata com o Santos, segue sem vencer e aumenta a preocupação da torcida em meio à crise e à expectativa por mudanças
Na tarde deste domingo (22), jogando no Mineirão, o Cruzeiro enfrentou o Santos em busca de sua primeira vitória no campeonato. Infelizmente, o resultado não veio: a partida terminou em um empate por 0 a 0, mantendo a equipe como a única que ainda não venceu na competição.
A situação é crítica. É difícil compreender como um time tão vitorioso, com um elenco caro e jogadores de qualidade, não conseguiu se encontrar este ano. É um cenário inexplicável, onde o time perdeu o entrosamento, a vontade de jogar e a eficiência, tanto na defesa quanto nas finalizações. Se continuar assim, o destino é a Série B, uma realidade triste para quem hoje ocupa a lanterna.
A esperança agora reside na pausa para a Data FIFA e na chegada de Artur Jorge. Esperamos que essa mudança marque o início de um novo capítulo de sucesso, trazendo a confiança e o futebol que o time e a torcida tanto precisam.

Primeiro tempo: Falta de criatividade
Com a presença marcante da torcida Celeste no Mineirão, o primeiro tempo entre Cruzeiro e Santos começou sob uma atmosfera de tensão. Ambas as equipes vivem situações delicadas no campeonato e iniciavam novos capítulos, o time Paulista com novo técnico e o Cabuloso esperando a chegada de Artur Jorge.
As duas equipes entraram em campo sem peças fundamentais. Pelo lado do Cabuloso, Kaio Jorge seguia em recuperação de uma lesão no pé, já o Santos não contou com Neymar nem Gabigol.
O jogo iniciou com o Cruzeiro que tinha a posse de bola. Logo aos 4 minutos, o time teve a chance de abrir o placar em uma jogada de Matheus Pereira, mas, para a tristeza da arquibancada, o lance foi anulado por impedimento e a finalização não aconteceu rumo ao gol.
A Raposa dominou as ações, tentando construir jogadas para se aproximar do gol adversário. Como o time ainda não havia vencido na competição, os três pontos eram essenciais para recuperar a confiança e tentar a saída da zona de rebaixamento.
Entretanto, o que se viu ao longo da etapa inicial foram dois times que apresentaram dificuldades técnicas. Houve muitos erros de execução e uma resistência mútua em chegar ao gol. O camisa 10, Matheus Pereira, apareceu pouco, o que prejudicou a articulação das jogadas, dada a sua importância para o esquema tático.
Aos 28 minutos, em uma boa jogada de Gerson, o Cruzeiro quase abriu o placar, mas o goleiro Gabriel Brazão realizou uma defesa importante. Foi o melhor momento do Cabuloso na primeira etapa, evidenciando a dificuldade do time em ser criativo e incomodar a defesa santista.
Aos 37 minutos, Keny Arroyo tentou finalizar, mas a bola saiu sem direção, reforçando o problema sério da equipe em ter finalizações com qualidade e eficiência.
Mesmo com os 5 minutos de acréscimo, nos quais as equipes buscaram uma última oportunidade para levar a vantagem para o intervalo, o placar não saiu do zero.
O primeiro tempo terminou com a nítida percepção de que, para a etapa final, o desafio seria a organização coletiva, exigindo mais paciência e qualidade tanto nos passes quanto nas finalizações.

Segundo tempo: Falta de entrosamento e vontade
O segundo tempo começou com o Cruzeiro retornando a campo com a mesma escalação. Não houve alterações no time, tampouco no comportamento, a postura da equipe nos minutos iniciais não apresentou a mudança que a torcida esperava.
Aos 8 minutos, o Santos assustou a defesa celeste. Por sorte, o gol não saiu, mas já era possível observar uma melhora significativa do adversário na etapa final. O Cruzeiro tentou responder aos 11 minutos e quase abriu o placar em uma boa jogada: Neyser finalizou com perigo, mas o goleiro santista fez uma defesa importante.
Quando o relógio marcava 22 minutos, o jogo parecia prender a respiração. O Cruzeiro crescia em campo, empurrado pela urgência e pelo barulho da arquibancada, enquanto o Santos resistia como podia. A pressão começou com uma faísca pela esquerda, onde Arroyo, em um raro momento de lucidez, escapou da marcação e cruzou com capricho. A defesa santista, atenta, cortou no limite para escanteio. Era a chance de incendiar o Mineirão, mas não aconteceu.
Na cobrança, Matheus Pereira levantou a bola na medida para Fabrício Bruno, que subiu mais alto que todos. Por um segundo, o estádio enxergou a rede balançando, mas o desfecho foi cruel: o desvio saiu torto, sem direção, e a bola se perdeu junto ao grito que ficou preso na garganta do torcedor. Ainda assim, a Raposa não recuou. Seguiu pressionando e empilhando bolas na área, insistindo até o destino ceder. Faltava capricho, mas sobrava vontade. Naquele momento, o sentimento era claro: o gol estava maduro, mas teimava em não sair.
Mesmo com os 7 minutos de acréscimo, o Cruzeiro não conseguiu aproveitar as chances para deixar o posto de único time sem vitórias no Brasileirão de 2026. Houve até um alívio quando o VAR e o bandeira anularam um gol do Santos, evitando um desastre maior.
A situação do time mostrou-se muito complicada. Faltou entrega, qualidade de passe e pontaria nas finalizações. A pausa para a Data FIFA tornou-se a esperança do torcedor para uma “virada de chave”.
Com a chegada de Artur Jorge, a torcida espera que o time reencontrar o futebol de qualidade e a coletividade que se perderam ao longo de 2026. A insatisfação no estádio foi evidente, representando o sentimento de toda a nação azul, que viu o time fechar esse ciclo na última colocação.
Próximo Jogo:
Após a Data FIFA, o Cruzeiro voltou a campo no dia 01/04, às 20h, no Mineirão, contra o Vitória. A partida marcou a estreia do novo técnico e o início de um novo capítulo para a equipe.
Por Mury Kathellen
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