Castigo do Monstro: mais um jogo do Galo


Hora de seguir à risca o hino e “vencer, vencer e vencer”

Para a tristeza de muitos e alegria de poucos, o Galo volta a campo nesta quarta-feira (18), diante do São Paulo, às 20h, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro.

Pedro Souza/Clube Atlético Mineiro

Sem apresentar um verdadeiro futebol desde o dia 22/10/2024, com apenas cinco pontos ganhos e flertando com a zona de rebaixamento, o elenco comandado pelo “Barba” realiza mais um “jogo da vida” pelo Brasileirão diante da torcida. Qualquer placar é uma goleada; precisamos urgentemente desses sonhados três pontos.

Saudades de quando os pré-jogos desse time eram regados de esperanças em uma boa partida, com vários destaques a serem ressaltados e a quase certeza de um resultado positivo. O que temos agora são orações e súplicas para não sermos goleados; um empate já é digno de festa e, com os três pontos, já podemos pensar em fechar a Praça Sete.

Em uma entrevista coletiva pífia, sem respostas e sem sinais de melhoras, o senhor Paulo Bracks achou de bom tom sair falando que esse time tem seis zagueiros — que a torcida pode até não gostar, mas que essa peça não falta no elenco. Não sei se esse homem, usado de fantoche pelos Menins, entende, mas não adianta nada ter essas peças no time se, quando precisa, não dá para contar. Se juntar todos, não dá meio zagueiro que preste.

E as falas dele sobre o tão sonhado volante chegam a ser um absurdo, uma falta de respeito tremenda com a torcida. A mentirosa “reformulação” que eles insistem em falar por aí nunca existiu; basta comparar os titulares do vice na “Sula” com o time que foi derrotado pelo Vitória. Estamos cansados de promessas vazias, das mesmas respostas rasas e da ausência de quem deveria dar as caras para a torcida e explicar tudo o que está acontecendo com esse time — essa ruindade misturada com má vontade e uma passividade sem fim.

Sentindo a água bater nos “lugares baixos” e vendo que não deu muito certo tratar a torcida apenas como consumidor, o clube resolveu abaixar o preço dos ingressos de praticamente todos os setores do estádio para o valor acessível de R$ 25,00. 

No papel, essa prática é maravilhosa, um grande acerto dos donos para voltar a aproximar a torcida, voltar a ser aquele “time do povo” e deixar todo mundo frequentar o que era para ser nossa casa. Mas sabemos que o motivo não é esse: a torcida finalmente está acordando e a SAF vai amargar mais um público muito abaixo do esperado.

Nesse “farto elenco”, na visão do Bracks, nosso treinador terá algumas baixas (porque não dá para chamar de desfalques) e provavelmente terá que mexer no esquema de entrar com três zagueiros. Com as ausências de Vitor Hugo e Ruan na defesa, pode ser que tenhamos a volta de Lyanco a campo, ou seremos obrigados a presenciar 90’ de Natanael ou Preciado nas laterais.

A esperança é que o Barba abra mão de vez dos medalhões; que realmente coloque no banco quem não corre e use quem, pelo menos, vai dar um pouco de raça. Nem que para isso tenha que catar três cabeças na base; pelo menos vamos ter sangue novo. E, se for para reclamar de erros, que seja pelo menos com peças diferentes.

Como, infelizmente, ainda não é possível escalar o time por meio de uma enquete no app do Galo só para dar um norte ao Domínguez, os prováveis escolhidos devem ser: Everson; Natanael (Lyanco), Ivan Román, Junior Alonso e Renan Lodi; Alan Franco, Tomás Pérez e Gustavo Scarpa; Cassierra, Cuello e Hulk (Dudu).

É simplesmente desesperador ter que ler alguns nomes como titulares e até mesmo como opção no banco. Que o milagre e a fé possam estar do nosso lado e que o Galo venha a vencer o líder do campeonato, que ainda não sabe o que é perder no Brasileirão…

Sentimento, amor sincero ao alvinegro!

Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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