O roteiro já virou rotina: fora de casa, o Grêmio é um time irreconhecível, e desta vez não foi diferente
O Tricolor segue sem vencer longe de seus domínios. Na noite de segunda-feira (16), na Arena Condá, em Chapecó, o Imortal ficou no empate em 1 a 1 com a Chapecoense, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Nardoni, para o Grêmio, e Walter Clar, para os donos da casa.

Luis Castro mandou a campo: Weverton; Pavón, Balbuena, Viery e Caio Paulista; Noruega, Tetê (Gabriel MEC), Monsalve (William), Nardoni e Amuzu (Enamorado); Carlos Vinícius.
O primeiro tempo já dava sinais do que viria. Pouca inspiração, pouca organização e um erro inacreditável que resultou em pênalti para a Chapecoense. Walter Clar converteu e abriu o placar.
O Grêmio até reagiu — ou melhor, sobreviveu — com o gol de empate de Nardoni nos acréscimos. Mas foi só isso.
Na segunda etapa, o cenário foi ainda pior. Um time apático, sem criatividade, sem intensidade, incapaz de construir uma única chance clara para virar o jogo. E é aí que mora o problema: não é apenas o resultado, é a postura.
É difícil aceitar que um elenco com investimento muito superior não consiga se impor diante de um adversário mais limitado. Fora de casa, o Grêmio parece outro — e um outro muito pior.
A cada rodada, a paciência do torcedor diminui, porque o que se vê em campo é um time sem identidade, sem evolução e, principalmente, sem reação. As mudanças feitas até agora não surtiram efeito, e a sensação é clara: o Grêmio está parado no tempo. Trocam-se peças, insiste-se em nomes, mas o futebol continua o mesmo — pobre, previsível e insuficiente.
O próximo compromisso é na Arena do Grêmio, onde o desempenho costuma ser diferente. Mas a pergunta que fica é inevitável: até quando?
O Grêmio volta a campo na quinta-feira (19), às 19h, contra o Vitória, pela sétima rodada do Brasileirão.
Por Marcy Dutra
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.