Adeus, Tite


Cabuloso joga mal e se mantém na Z4

Cruzeiro e Vasco empataram neste domingo (15), pelo placar de 3 a 3. O resultado permitiu ao Maior de Minas entregar a lanterna da competição para o Internacional, mas a vizinhança continua fortalecida.

Gustavo Aleixo


Quem quiser saber como foi o esquema de jogo do Cruzeiro na era Tite, basta lembrar dos minutos finais do jogo Brasil e Croácia na Copa 2022. O time todo no ataque, trocando passes, porém sem eficiência no último chute. Enquanto isso, o sistema defensivo ficava praticamente com um ou dois marcadores. 

O jogo contra o Vasco repetiu esse script.O Cruzeiro atacou, atacou e nada produziu. O Cruzmaltino, quando resolveu ir para frente, marcou seus gols sem dificuldade. Se tivesse feito isso desde o início da partida, venceria de goleada.

O resultado colocou fim na passagem do Seo Adenor na Toca da Raposa.

Uma fase ruim é fruto de um compilado de fatores. O Cruzeiro começou a dar sinais de falência na reta final do Brasileirão 2025. Enquanto Palmeiras e Flamengo se desdobravam em duas competições e davam oportunidades para o Trem Azul se aproximar, este entregava pontos fáceis dentro e fora de casa. O Jardim se contentava com o Top 3 e pouco fez para tirar o time daquela posição.

Veio a fase final da Copa do Brasil e o Cabuloso precisava fazer um excelente resultado em casa. Não o fez e todos sabemos o que deu. Aquele penal perdido pelo Gabigol “salvou” o técnico de maiores críticas. Este, por sua vez, resolveu abandonar o barco e voltar para a terrinha.

Veio 2026 e o Cruzeiro, contra a vontade de maior parte da torcida, trouxe o ex-técnico da seleção. O time começou o Mineiro com o time reserva e perdeu de cara para o Pouso Alegre em pleno Mineirão. A estreia no Brasileirão também foi com derrota. 

Desde então, o assunto que dominou as redes “cruzeirenses” e parte da imprensa foi a demissão do técnico. A diretoria conseguiu segurá-lo até a final do Mineiro,  que encerrou um jejum de sete anos da Raposa sem título, mas a performance no Brasileirão não condiz com elenco que temos, com a história e com o peso da camisa.

Olhando de longe e só pela TV, as maiores falhas do treinador foram: o desmonte do sistema defensivo, que foi um dos melhores do último Brasileirão; a dificuldade de encaixar o Gerson nesse time; e o fim das jogadas rápidas pelas pontas.

Como a demissão já estava cogitada há um bom tempo, acredito que a diretoria já tenha algum nome pronto.

Na próxima quarta-feira (18), o Cruzeiro enfrenta o Athletico do Paraná, em Curitiba, às 18h30.  Adilson Baptista, funcionário do clube desde o início da gestão Pedrinho, deverá ser o técnico interino.

O Vasco, que ressuscitou nas mãos de Renato Gaúcho, recebe o Fluminense, no Maracanã, no mesmo dia, às 21h30.

Celeste Gonçalves

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se