Depois de um período de folga, Coringão volta a campo pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro e acaba derrotado por 2 a 0 pelo Coritiba, em plena Neo Química Arena
O que se viu na Neo Química Arena foi simplesmente lamentável. O Corinthians até teve posse de bola, tentou rodar o jogo, mas de que adianta ter a bola e não finalizar com perigo? Faltou objetividade, faltou intensidade e, principalmente, faltou aquele algo a mais que a Fiel tanto cobra.
Com o técnico Dorival Júnior suspenso, quem comandou a equipe foi Lucas Silvestre. Ele até tentou mexer no time, fez mudanças previsíveis, buscou alternativas, mas não foi suficiente para superar o Coritiba, que acabou quebrando um tabu e venceu o Timão dentro da casa corinthiana. QUE VERGONHA!!!.

A partida começou com sinais de que o Corinthians tentaria dominar as ações — afinal, jogava em casa, diante da Fiel. E perder na Neo Química Arena deveria ser inadmissível. Mas, infelizmente, não foi isso que aconteceu.
Logo aos cinco minutos, o Corinthians levou perigo. André recebeu passe de Matheus Bidu e finalizou por cima do gol. Antes disso, a equipe trocou bons passes e inverteu jogadas, dando a impressão de que o gol poderia sair a qualquer momento.
Só que o velho problema voltou a aparecer: a dificuldade na finalização.
Enquanto o Corinthians insistia em não transformar posse de bola em chances claras, o Coritiba foi entrando no jogo, e na primeira oportunidade real, chegou a balançar as redes: Pedro Rocha aproveitou um vacilo da zaga, saiu cara a cara com Hugo Souza, driblou o goleiro e marcou. Para alívio da Fiel, o lance foi anulado por impedimento.
A torcida respirou aliviada… mas o suspiro durou pouco.
No lance seguinte de perigo, o Coritiba abriu o placar em uma bola parada. Josué cobrou escanteio pela esquerda, e o zagueiro Jacy subiu mais alto que todo mundo para cabecear no canto esquerdo. Gol do Coritiba, sem chances para Hugo Souza.
Na volta do intervalo, o Corinthians tentou reagir. Rodrigo Garro arriscou uma bicicleta na entrada da área, mas a finalização saiu fraca, sem assustar o goleiro Pedro Rangel.
Já o Coritiba foi mais eficiente e, aos sete minutos do segundo tempo, ampliou o placar. A jogada começou em uma cobrança de lateral pela esquerda. Josué encontrou o companheiro livre pela direita. Matheus Bidu, mal posicionado, não conseguiu afastar. Hugo Souza até tentou sair para abafar, mas Lucas Ronier tocou de cabeça para o fundo da rede.
Com o placar completamente desfavorável, Lucas Silvestre promoveu quatro mudanças no Corinthians. Allan, Breno Bidon, Rodrigo Garro e Gui Negão deram lugar a Carrillo, Dieguinho, Vitinho e Pedro Raul. As alterações, porém, não surtiram efeito. O Timão seguiu com enormes dificuldades na criação.
A melhor chance na reta final veio novamente com André, que recebeu de Vitinho e finalizou por cima do gol. Mais uma oportunidade desperdiçada.
Além da atuação pífia do Corinthians, a partida marcou a estreia do marroquino Zakaria Aboukhlal, amigo de Memphis Depay. A participação do reforço, no entanto, foi discreta. Pouco acionado, entrou quando o jogo já estava 2 a 0 para o Coritiba.
E aí fica o sentimento que a Fiel conhece bem: frustração.
Esse elenco ainda deixa muito a desejar. Dorival tenta, muitas vezes, tirar água de pedra, mas também comete erros. No fim das contas, quem sofre somos nós — os torcedores que carregam o Corinthians no coração.
Ser Corinthians não é apenas vestir a camisa.
É jogar com raça, com vontade, em todos os jogos e em todas as competições.
O próximo desafio será contra o Santos Futebol Clube, no dia 15, domingo, na Vila Belmiro, pela 6ª rodada do Brasileirão. Um clássico alvinegro que pode — e deve — ser o momento de resposta.
Porque essa torcida gigantesca merece ver dentro de campo um time à altura do manto sagrado.
Seguimos.
Vai, Corinthians.
Por Jessica Gomes
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