Classificação culposa e medonha


Everson salva nos pênaltis e Galo chega à final pela 20ª vez seguida

Pelo visto, teremos que destruir aquele “Galo de inox” um tanto quanto pavoroso e colocar uma estátua do Everson Felipe na esplanada da Arena. Eu ainda me arrisco a dizer que já podemos trocar o famoso “Pirulito” e colocar a estátua do arqueiro no meio da Praça Sete.

Na tarde deste domingo, 1º de março, o Galo voltou a campo pela segunda partida da semifinal contra um certo coelho, no saudoso Indepa. Após mais uma partida estressante, que resultou em um empate sem gols, a decisão foi para as penalidades máximas, e aí brilhou novamente a estrela do goleiro Everson, que catou dois e ainda marcou o seu, selando nossa classificação.

Pedro Sousa / Clube Atlético Mineiro 

A estreia do “Barba” trouxe algumas alterações nada agradáveis na escalação e uma proposta diferente do time em campo, o que escancarou a ruindade, passividade e má vontade de vários atletas. Infelizmente, tivemos o retorno do Alonso entre os titulares, além da presença do Preciado e Reinier. Quando a bola rolou, ficou nítido que teríamos mais uma partida para passar raiva e ver que essa temporada tem tudo para ser longa e difícil de acompanhar — a não ser que o Domínguez faça milagres e consiga tirar leite de pedra.

Tivemos um Atlético bastante moroso dentro das quatro linhas, uma passividade que fazia parecer que o empate era nosso, que o agregado carregava uma enorme vantagem alvinegra. Além da ausência de peças importantes, temos também a ausência de inteligência e de vontade de entregar um “sangue” a mais. As péssimas tomadas de decisão chegam a ser algo tenebroso: chutam quando tem que tocar, tocam quando é para chutar e quase sempre voltam a bola no Everson, mesmo em um ataque promissor.

Nosso ataque pouco criou. No meio de campo, só salvou o grande Victor Hugo e a defesa segue sendo carregada pelo grande arqueiro — com Renan Lodi conseguindo destoar mais que o Alonso, o que é um tanto quanto preocupante. A nossa sorte é que o campeonato estadual é sempre nivelado por baixo e o time da Lanna Drummond é ruim com força. Concordo que é chato de enfrentar, mas são inimigos da bola e de finalizações no gol.

Se os primeiros 45 minutos foram ruins de se ver, a etapa final trouxe uma certa emoção e a exposição dos times que não queriam uma disputa nos pênaltis. As alterações do Barba surtiram efeito e ainda agradaram a torcida, pois ele preferiu dar chances ao Minda e ao Cassierra ao invés daquela substituição protocolar com Bernard, Igor Gomes e Cuello. Os times tentaram, os arqueiros trabalharam um pouco mais e Maycon ainda perdeu algumas chances inacreditáveis antes do juiz dar fim ao tempo normal e iniciar a cobrança dos pênaltis.

Pedro Sousa / Clube Atlético Mineiro 

Se durante todo o tempo de bola rolando ele estava sumido dentro de campo, na marca da cal o super-herói relembrou os tempos antigos e iniciou as cobranças colocando a bola no fundo das redes e abrindo nossa vantagem. Logo depois, foi a vez do “LeBron James de Belo Horizonte” aumentar nossa vantagem defendendo a cobrança do time de verde. Outro bastante criticado, mas que também fez o dever de casa, foi Renan Lodi em uma bela batida. Os donos da casa descontaram na sua segunda cobrança e aí veio Júnior Alonso, com toda sua displicência, má vontade e ruindade, para isolar nossa terceira cobrança.

O time de verde diminuiu a vantagem para 2×1, e Maycon também guardou o dele ao nosso favor antes do ídolo Everson retornar ao protagonismo da noite, defendendo mais uma cobrança adversária e fazendo o gol que selou nossa classificação. Isso nos leva à final mais uma vez, a 20ª seguida, e em busca do hepta. Foi mais uma partida abaixo do esperado e abaixo do que esse elenco pode e deve apresentar, principalmente jogando contra um time fraco. Fomos salvos mais uma vez pelo dono da 22 e pela péssima pontaria do adversário, que teve várias oportunidades na cara do gol e desperdiçou todas.

Ainda bem que mérito não manda no futebol e o que vale é a eficiência, mas temos que melhorar muito esse “futebolzinho” se quisermos almejar coisas grandes este ano. Que o Domínguez possa arrumar a bagunça e, o mais importante de tudo, que o homem possa ter tempo para trabalhar no time e respaldo para bancar quem for necessário, porque tirando Everson e Victor Hugo, todo mundo está muito abaixo do apresentado.

Aviso aos 15 torcedores que cabem em uma Kombi: podem passar anos que Coelho segue aparecendo apenas na Páscoa e o time de vocês continua sendo insignificante para Minas Gerais. Sem o apito amigo da FMF, as coisas ficam difíceis para o outro lado, e a sua casa é apenas a continuação do nosso salão de festas. 

Elenco e arbitragem até tentaram nos barrar, mas chegamos à final mais uma vez e buscaremos essa taça. Buscaremos o Hepta lá na “casa” da Minas Arena, no próximo domingo (8), às 18h, contra o time da Lagoa.

Sentimento, amor sincero ao alvinegro!

 Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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