Brabas sofrem empate no apagar das luzes e resultado culmina na saída de Piccinato

Na noite desta sexta-feira (20), na Neo Química Arena, o Sport Club Corinthians Paulista ficou no empate por 2 a 2 com o Fluminense Football Club, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Um resultado que, pelo contexto da partida, teve sabor amargo. Muito amargo.
As Brabas começaram como se a Arena estivesse lotada. Intensidade, marcação alta, pressão na saída de bola. O Corinthians foi Corinthians.
Aos sete minutos, após insistência dentro da área, Belén Aquino finalizou cruzado e abriu o placar — seu primeiro gol com a camisa alvinegra. Explosão em Itaquera.
O domínio continuou. Aos 19, em contra-ataque veloz puxado por Duda Sampaio, a bola sobrou para Jaque Ribeiro, que aproveitou o rebote de Kemelli e ampliou. 2 a 0. Controle do jogo. Confiança. Cara de noite tranquila.
Mas futebol não perdoa relaxamento.
Após a parada para hidratação, o time caiu de intensidade. E quem dá espaço, paga. Sochor percebeu Rillary adiantada e acertou um chute de rara felicidade, encobrindo a goleira e recolocando o Fluminense no jogo com um golaço.
A partida ganhou tensão. Ficou aberta, disputada, nervosa. O Corinthians ainda teve um sopro de vantagem quando Karina derrubou Belén Aquino em lance claro de gol e recebeu cartão vermelho direto. Superioridade numérica. Cenário ideal para administrar e matar o jogo.
Só que não foi o que aconteceu.
Nos minutos finais, quando a vitória parecia encaminhada, veio o golpe. Em falha defensiva, Bruna Pelé aproveitou e empatou para o Fluminense. Silêncio. Frustração. O velho roteiro do futebol: quem não faz… toma.
O empate, que já tinha gosto de derrota, ganhou peso ainda maior fora das quatro linhas. O resultado culminou na saída do técnico Lucas Piccinato do comando das Brabas. No Corinthians, a cobrança é constante. A camisa pesa. E quando vacila… a conta chega.
Agora fica a pergunta: quem assume esse elenco que já provou ser vencedor e protagonista do futebol feminino brasileiro?
Próximo jogo
Mesmo com o baque, não há tempo para lamentação. O foco já se volta para o clássico contra a Sociedade Esportiva Palmeiras, no dia 13 de março, na Arena Barueri, também pelo Brasileirão.
Clássico é resposta.
Clássico é caráter.
Clássico é a chance de mostrar se esse grupo vai sentir… ou reagir.Porque uma coisa é certa: representar o Corinthians nunca foi para qualquer um.
Por Jessica Gomes
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.