Clube do Remo gabarita penalidades máximas e avança para as semifinais do Parazão 2026
É, minha gente, não foi fácil. O torcedor azulino sofreu — literalmente — do início ao fim da partida contra o Águia de Marabá, na noite desta quarta-feira (18). Com o estádio Zinho Oliveira lotado de torcedores do Azulão, a máxima de que “jogar em casa o peso é maior” mostrou que não é uma regra absoluta, após empatar o confronto em 1 a 1 e vencer nas penalidades por 5 a 4.
O Remo foi escalado em um 4-4-2. Time improvisado pelo técnico Juan Carlos Osorio. E essa improvisação — que está tirando a paz do torcedor — custou caro.
O primeiro tempo foi todo dominado pelo Águia de Marabá. O plantel estava com sangue nos olhos e fez vários chutes ao gol. O jogo ficou cada vez mais apertado, deixando o Remo acuado. A insistência continuou, e o Águia abriu o placar com o camisa 9, Gustavo Vintecinco, aos 10 minutos. E esse gol teve culpa também de Léo Andrade, que não sabia o que fazer na zaga.
O Leão, que já começou a partida completamente perdido, longe de ser um time com atuação de elite, ficou “mufino”. Aí não deu outra: era chuva de passes errados, era marcação cerrada do adversário, era chute mal calibrado de Alef Manga. E, dessa forma caótica, findou a primeira etapa.
O segundo tempo começou, e a dúvida era: mexe ou não mexe, Osorio? O colombiano quis testar a paciência e deixou o jogo seguir. Percebendo que a desclassificação estava próxima, resolveu tirar Léo Andrade e Thalisson para colocar Yago Pikachu e João Lucas, substituições que foram o “pulo do gato” no time azulino. O número 22 levou velocidade e atitude para dentro das quatro linhas, e logo o time se ajustou, mas ainda não era o suficiente. O gol de empate só veio depois de a zaga atropelar Pikachu, aos 16 minutos. Ele cobrou e, pelo lado direito do goleiro Xandão, colocou a bola no fundo do gol.

O jogo continuou rolando, mas, após o empate, o Remo esfriou e lutava para evitar uma virada do time de Marabá. O segundo tempo acabou, e vieram as penalidades máximas. Das cinco oportunidades, o Águia perdeu uma. Wendell Araújo chutou rasteiro à esquerda de Marcelo Rangel, que defendeu o pênalti. Já o Remo gabaritou com João Pedro, Vitor Bueno, Pikachu, Patrick de Paula e Alef Manga, resultando no 5 a 4 para o Leão azul paraense e na classificação para as semifinais do Parazão 2026. A sensação é de “ufa, passamos” e “aff, mais um empate”.
Agora, o Clube do Remo espera o resultado da partida entre Cametá e Santa Rosa, que acontece logo mais, às 19h, para saber quem vai enfrentar na próxima etapa e se será ou não dentro de casa.
E, depois de tanta emoção com o Clube do Remo, a pergunta que fica é: qual o destino de Osorio?
Por: Tâmella Almeida
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