Tricolor perde por 1 a 0 para o O’Higgins, pela Libertadores

A invencibilidade do Bahia na temporada 2026 chegou ao fim, e logo na estreia da Libertadores. O Tricolor foi derrotado por 1 a 0 pelo O’Higgins, no Estádio El Teniente, no Chile, pelo jogo de ida da segunda fase preliminar da competição.
Com esse resultado, o Bahia vai precisar reverter a desvantagem na Arena Fonte Nova, na próxima quarta-feira (25), às 19h. Um triunfo por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Já o time chileno joga pelo empate. Agora é fazer valer a nossa casa!
A partida foi marcada por arbitragem confusa e bastante questionada, foram oito cartões amarelos distribuídos. O Bahia não conseguiu se encontrar em campo e teve dificuldades durante toda a partida.
A partida
O Bahia começou com: Ronaldo, Román, Gabriel Xavier, Ramos Mingo, Luciano Juba, Acevedo, Jean Lucas, Erick, Ademir, Willian José e Kike Olivera.
O O’Higgins começou pressionando e aproveitou o fator casa. Logo aos 5’, após falha na marcação, Francisco González acertou um belo chute de fora da área e marcou um golaço, abrindo o placar para os chilenos. A torcida Tricolor reclamou de falta em Jean Lucas no lance do gol, mas o VAR não interferiu. A arbitragem do estreante Alberto Javier Feres irritou bastante, com critérios questionáveis na distribuição dos cartões. Román, por exemplo, recebeu amarelo que gerou muitas reclamações.
O Bahia teve dificuldades para entrar no jogo. A equipe errou passes, parecia desorganizada taticamente e encontrou um adversário rápido nos contra-ataques. Ainda no primeiro tempo, Rogério Ceni tentou corrigir o time e colocou Caio Alexandre no lugar de Erick, reorganizando o meio-campo.
A melhor chance do Tricolor na primeira etapa veio após lançamento de Jean Lucas. Ademir desviou de cabeça, Kike pegou o rebote, mas o goleiro travou a finalização. No geral, o Bahia terminou o primeiro tempo com mais cartões amarelos (4) do que finalizações (2). Retrato de uma noite difícil.
Na volta do intervalo, o Bahia até ensaiou uma melhora, mas o O’Higgins chegou a marcar novamente em jogada aérea. Mas o VAR anulou o gol por falta em Ademir na origem do lance. Com mais posse de bola, o Esquadrão tentou atacar pelas beiradas, mas seguia com pouca agressividade e dificuldades na criação. Ceni promoveu novas mudanças, quando entrou Gilberto, Erick Pulga e Everaldo em campo na tentativa de dar mais fôlego ao time. Mesmo assim, as chances claras foram raras. O Bahia ficava mais com a bola, mas não conseguia transformar posse em perigo real.
No fim, o placar permaneceu 1 a 0 para os chilenos. Após o apito final, ainda houve um princípio de confusão entre os jogadores, rapidamente controlado.
Não foi a atuação que a gente esperava, mas está longe de ser irreversível. A diferença é mínima e a decisão será diante da nossa torcida. Na Fonte Nova, a história é diferente. Quarta-feira é dia de lotar a casa, empurrar o time e fazer valer a força do Esquadrão. Ainda estamos vivos, e Libertadores se decide nos detalhes.

Próximo desafio
Antes do duelo decisivo pela Libertadores, o time de Rogério Ceni encara o Atlético de Alagoinhas, pelo Campeonato Baiano, no sábado (21), às 16h, em Pituaçu. O Esquadrão já está classificado para a semifinal e lidera o estadual.
Por Thamires Barbosa Araújo
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