Golaço, raça e classificação


Inter garante vaga para semifinal do Gauchão diante do São Luiz

A noite deste domingo (8) no Beira Rio foi de afirmação para o projeto de Paulo Pezzolano. Mesmo com um time misto, reflexo do calendário apertado, o Internacional mostrou por que foi o dono da melhor campanha do campeonato até agora. Com volume de jogo e paciência, o Colorado superou a retranca do São Luiz pelo placar de 3 a 1, e agora se prepara para enfrentar o Ypiranga na semifinal.

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

O jogo começou em uma voltagem que parecia final de campeonato. Antes mesmo que o relógio marcasse três minutos, o Inter já ocupava o terço final do campo. A estratégia era clara: usar a subida dos laterais para sufocar o São Luiz. Deu certo. Braian Aguirre, o jovem lateral-direito que vem provando ser muito mais do que um reserva de luxo, recebeu na intermediária, ajeitou para a canhota e disparou. A bola, com um efeito traiçoeiro, enganou o goleiro Gabriel Oliveira. 1 a 0 e a explosão imediata das arquibancadas.

Contudo, o futebol pune o excesso de confiança. Enquanto a torcida ainda comemorava, o São Luiz aproveitou um buraco deixado pela transição defensiva colorada. Em um contra-ataque cirúrgico, Felipe Rangel saiu nas costas da zaga e bateu cruzado. O empate aos 4 minutos trouxe um silêncio momentâneo, mas não abalou a estrutura da equipe.

Após o empate, o Internacional deu um workshop de como furar retrancas. O time da casa manteve 70% de posse de bola durante grande parte do primeiro tempo, rodando o jogo de um lado para o outro. Alerrandro teve duas chances claras, uma parando na trave e outra em defesa milagrosa de Gabriel. O São Luiz, por sua vez, abdicou de jogar, montando uma linha de cinco defensores que parecia intransponível.

Se o primeiro tempo foi de insistência, o segundo foi de inspiração. O Colorado voltou do vestiário com as linhas ainda mais altas, forçando o erro na saída de bola do time de Ijuí. Aos 16 minutos, o Beira Rio testemunhou um daqueles lances que ficam gravados na memória do torcedor.

Após uma cobrança de escanteio afastada pela zaga, a bola sobrou alta na quina da grande área. Alexandro Bernabéi, sem hesitar, preparou o corpo e desferiu um voleio de canhota. A trajetória da bola desafiou a física, descrevendo uma curva descendente que morreu no ângulo oposto. Um golaço que fez o Gigante estremecer e colocou o 2 a 1 no placar. Foi o gol da tranquilidade, o gol de quem sabe que o destino é a taça.

Com a vantagem, Pezzolano mexeu no time, colocando Vitinho para oxigenar o meio-campo. O São Luiz tentou se lançar ao ataque no “tudo ou nada”, mas esbarrou na defesa colorada. Já nos acréscimos, aos 49 minutos, o contra-ataque fatal: Alerrandro conduziu em velocidade e serviu Vitinho, que apenas teve o trabalho de deslocar o goleiro para selar o 3 a 1 definitivo.

O Internacional sai deste confronto fortalecido. Mais do que o resultado, a atuação mostrou um elenco equilibrado, onde as peças de reposição mantêm o nível de intensidade. A conexão entre a arquibancada e o time parece estar em seu ponto mais alto na “Era Pezzolano”.

O próximo compromisso do Inter, acontece na próxima quinta-feira (12) contra o Palmeiras, pela 3ª rodada do Brasileirão, às 21h30.

Por Larissa Ferreira

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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