Cruzeiro vence o São Paulo por 2 a 1 e conquista o título da Copinha no Pacaembu
Na manhã deste domingo (25), no Mercado Livre Arena Pacaembu, o Cruzeiro venceu o São Paulo por 2 a 1 e conquistou o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026. Em uma final intensa e equilibrada, a Raposa mostrou eficiência nos momentos decisivos, resistência defensiva e maturidade coletiva para superar o adversário e levantar a taça.
O primeiro tempo foi marcado por alternância de domínio e boas oportunidades para os dois lados, com gols de William, para o Cruzeiro, e Isac, para o São Paulo, levando a partida empatada para o intervalo. Na segunda etapa, o confronto seguiu tenso, com o Tricolor pressionando e o time celeste apostando em transições rápidas, até que Gusttavinho marcou o segundo gol da equipe mineira e garantiu a vitória e o bicampeonato cruzeirense na competição.

PRIMEIRO TEMPO: PRESSÃO, RESPOSTAS E TUDO IGUAL NO PACAEMBU
O primeiro tempo entre Cruzeiro e São Paulo foi marcado por intensidade, boas oportunidades para os dois lados e um ritmo alto no Pacaembu. As equipes alternavam momentos de controle, exploravam os corredores laterais e exigiam atenção constante dos sistemas defensivos.
O Cruzeiro iniciou a partida de forma agressiva, apostando na velocidade de Rayan e Fernando pelos lados do campo. A pressão celeste se transformou em gol aos 44 minutos, quando Rayan recebeu lançamento em profundidade, invadiu a área e finalizou cruzado. E William fez o primeiro gol do Cabuloso.
Mesmo em desvantagem, o São Paulo não recuou. A equipe passou a ocupar mais o campo ofensivo, especialmente com jogadas individuais de Tetê e Nicolas, além de finalizações de média distância. Victor Lamourier foi decisivo ao realizar boas defesas e segurar a vantagem cruzeirense por alguns minutos.
Na reta final da primeira etapa, o Tricolor intensificou a pressão em bolas paradas e conseguiu o empate aos 47 minutos. Após cobrança de escanteio, a bola foi desviada e chegou até Isac, que finalizou dentro da pequena área. O lance foi revisado pelo VAR e, após confirmação, o gol foi validado, deixando tudo igual antes do intervalo.
Com o empate em 1 a 1, Cruzeiro e São Paulo foram para os vestiários após um primeiro tempo movimentado, equilibrado e repleto de chances, sinalizando um segundo tempo ainda mais disputado no Pacaembu.

SEGUNDO TEMPO: EFICIÊNCIA, RESISTÊNCIA E O GOL DO TÍTULO
O Cruzeiro voltou para o segundo tempo mantendo a proposta de equilíbrio e intensidade, alternando momentos de pressão ofensiva com uma postura sólida no sistema defensivo. Mesmo com o São Paulo tentando assumir o controle da posse de bola, a equipe celeste mostrou organização para neutralizar as investidas e explorar os espaços no contra-ataque.
A partida seguiu tensa nos minutos iniciais, com disputas fortes e poucas brechas. O São Paulo levou perigo em cruzamentos e bolas levantadas na área, mas a defesa cruzeirense se manteve atenta, com Victor Lamourier aparecendo de forma decisiva quando exigido. Do outro lado, o Cruzeiro respondeu com chegadas rápidas, principalmente em transições puxadas por Rayan e Fernando, ainda que sem conclusão efetiva em alguns lances.
O momento decisivo da final aconteceu aos 28 minutos. Gusttavinho arriscou de muito longe e acertou a trave. No rebote, a bola acabou tocando nas costas do goleiro João Pedro antes de cruzar a linha do gol, colocando o Cruzeiro em vantagem no Pacaembu e incendiando a decisão.
Após o gol, o São Paulo aumentou a pressão em busca do empate, empurrando o Cruzeiro para o campo defensivo. A Raposa, no entanto, mostrou maturidade para administrar o resultado, fechou os espaços e apostou em saídas rápidas para gastar o tempo e aliviar a pressão. Mesmo nos minutos finais e nos acréscimos, o time celeste conseguiu segurar o placar e evitar chances claras do adversário.
Com postura competitiva, eficiência no momento decisivo e força defensiva até o apito final, o Cruzeiro confirmou a vitória por 2 a 1 e garantiu o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior, coroando uma campanha marcada por equilíbrio, resiliência e protagonismo coletivo.
Por Mury Kathellen
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