Colorado recebe o rival em casa para a disputa do GreNAL 449
Neste domingo (25), o Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre, abre as suas portas para receber o clássico de maior rivalidade do país. Internacional e Grêmio – atual menor time da cidade – vão a campo pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho, em uma reedição do primeiro jogo da final de 2025. A bola rola às 20h.
A expectativa é de casa cheia dos dois lados e, sobre a partida em si, trabalhamos com duas possibilidades: ou será o jogo mais disputado e melhor executado do campeonato ou a pelota vai sofrer mais do que CLT quando descobre que o feriado é no domingo. Não existe meio termo, como nada nesse estado.

Clássico que é clássico começa polêmico muito antes dos portões do estádio serem abertos e, com o maior de todos, não foi diferente. O GreNAL 449 estava marcado inicialmente para ser disputado no dia 24 de janeiro, sábado, às 18h30 – que já era uma escolha horrorosa, visto que um jogo desses de parar a cidade deveria sempre priorizar o período da tarde. Então, por conta da partida entre Guarany e GFBPA, que aconteceu em Bagé na quarta-feira (21), o Tricolor pediu que o jogo acontecesse um dia depois e mais tarde, alegando que a viagem de volta seria desgastante.
O motivo até é válido, também porque sabemos que as estrelas do futebol gaúcho têm se mostrado ser de vidro já há algumas temporadas, contudo, é irreal para mim pensar que a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) já não havia calculado o tempo de viagem, descanso e treino entre as duas partidas e achado o período entre elas satisfatório. Além disso, o próprio Colorado não havia concordado com a mudança, defendendo que um jogo no sábado à tarde era muito mais benéfico para o comparecimento de ambas as torcidas, facilitando a viagem de quem vem de outras cidades.
O que eu espero é que a Federação entenda que uma mudança dessas abre margem para que outros times aleguem as mesmas coisas e, se acontecer, tais pedidos precisam ser acatados, pela isonomia do campeonato – mesmo que afete logística e/ou calendário.
Até porque, segundo o regulamento, “qualquer jogo do GAUCHÃO SUPERBET 2026 poderá ser remanejado do dia ou alterado seu horário por solicitação das empresas detentoras dos direitos de transmissão/televisionamento ou pela direção executiva da FGF, quando assim entender para o bom andamento da competição”. Que eu saiba, o rival não é uma empresa detentora dos direitos de transmissão, mas talvez eles tenham algo a ver com a direção executiva da Federação. Vai saber…
De qualquer maneira, a FGF acatou o pedido e cá estamos nós nos preparando para um clássico desse porte ocorrendo às 20h de um domingo. Quem se importa se os torcedores, colorados e tricolores, precisam acordar cedo no outro dia ou mesmo voltar para casa usando a BR-116 após as 23h, né? Logística é tudo gurizada!
Para esta partida, o time titular já teve um teste bastante sólido no Clássico dos Xarás – como Natália Lara apelidou o embate entre Sport Club Internacional e Esporte Clube Internacional de Santa Maria. Pezzolano testou a saída de bola com três jogadores de defesa, avançando Bernabei quase como se fosse um ponta, e o ataque, ainda centralizado em Borré, porém com Carbonero um pouco mais aproximado dele, podendo tabelar e servir.
Contra os Diabos Rubros também tivemos a estreia de Paulinho Paula, que teve uma atuação até que apagada, mas nada diferente do esperado para uma primeira vez, e de Félix Torres que em um jogo igualou o número de gols que marcou em 80 partidas disputadas pelo Corinthians: um.
A maior novidade da semana talvez seja o fato de que o meio-campista Rodrigo Villagra – ex-CSKA Moscou – finalmente bidou e está à disposição do Papa para, quem sabe, impedir que tenhamos que assistir a Ronaldo apanhando da bola por 90 minutos. Por ser recente, possivelmente sua entrada não seja promovida no clássico, mas já me conforta saber que temos mais opções na volância.

Diante das novidades e – infelizmente – da boa saúde e vontade de alguns pernas de pau, os prováveis 11 nomes a iniciarem o GreNAL 449 são: Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Victor Gabriel (Félix Torres) e Bernabei; Ronaldo, Paulinho, Vitinho, Alan Patrick e Carbonero; Borré.
Esta semana, o novo diretor de futebol colorado, Fabinho Soldado, promoveu a ida de Paulinho, Félix e Villagra até o museu do Inter. Em um post no Instagram, Soldado disse que chegar no Internacional não é chegar em qualquer lugar, mencionando nossa história e nossos títulos como coisas a serem admiradas por nossos atletas. Jogar no Internacional, independente da fase, é um privilégio, e ele vai seguir passando esse pensamento à frente fazendo questão que todo jogador que tenha a honra de vestir a nossa Camisa Vermelha, conheça a nossa história e era exatamente isso que eu precisava saber durante uma semana de clássico.
Mesmo que ainda não consigamos confiar 100% no grupo e mesmo que a gente ainda não conheça bem todos os nomes, a métrica é e sempre vai ser apenas uma: GreNAL não se joga, se GANHA! Qualquer coisa diferente disso, é fracasso. Qualquer coisa que não seja a vitória, não serve.
Então, jogadores, joguem por mim, joguem por vocês, pelas famílias que vibram com os seus gols e pelos desconhecidos que se abraçam no momento da emoção. Joguem pela camiseta, pelo Rio Grande, pelo nosso amor, pela cantoria, pela briga, pelo trago, por Bodinho, Dom Elias e também Falcão. Joguem pelas nossas cores, pela nossa história, pela hegemonia absoluta em clássicos que é nossa e sempre vai ser. Joguem por tudo isso, mas com apenas um objetivo: a vitória!
Aos que já estavam com a gente: vocês sabem exatamente o que fazer e o que não fazer. Já ganhamos esse jogo 165 vezes, a gente sabe como se faz. Aos novatos: sim, tem muita pressão, vão se acostumando, mas, ao mesmo tempo, aproveitem porque vocês estão prestes a passar por uma experiência única na vida de vocês. O primeiro GreNAL a gente nunca esquece!
Portanto, domingo é dia de guerra, não nas ruas de Porto Alegre, mas no solo mais sagrado do estado.
Domingo é dia de lembrar que essa torcida que embala o teu trabalho, jogador, daria a vida por um campeonato. E daria a vida sabendo que não vai para o céu de jeito nenhum, afinal, SE O CÉU É azul, O INFERNO É O MEU DESTINO!
Por Luiza Corrêa
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo