Tudo normal no Água Verde


No primeiro clássico AtleTIBA do ano, deu a lógica: vitória alviverde na Arena da Baixada (ou seria salão de festas?)

Mais um clássico paranaense, mais um resultado normal. Neste sábado (17), o Coritiba foi até o bairro Água Verde, em Curitiba, enfrentar o rival Athletico, pela quarta rodada do Campeonato Paranaense. O resultado? 0 a 1 para o Coxa, com gol marcado por Lucas Ronier. É meus amigos, a paternidade segue firme e forte na capital.

JP Pacheco

Clássico sempre tem aquele gostinho diferente. Ambas as torcidas novamente encheram a Arena da Baixada, fizeram aquela festa carregada de rivalidade e provocações. Mosaicos, faixas e bexigas dos dois lados deixavam a tarde de sábado mais eletrizante.

De um lado, o time da casa estreava o seu elenco principal. Era o primeiro jogo de Odair Hellman no comando rubro-negro na temporada. Do outro, Fernando Seabra estava no banco de reservas pela segunda vez no ano, e mandou o que tinha de melhor à disposição. Clássico ninguém quer perder, mas, além disso, ambos os times precisavam testar e dar ritmo aos seus elencos, afinal, o Brasileirão está batendo na porta já já. Jogo com todos os ingredientes de série A.

O Jogo:

Jogando em casa e com o apoio da maior parte da torcida, o time da casa logo se impôs e foi para cima do adversário alviverde. O Coxa, por sua vez, tentava quebrar as linhas de marcação e estudava os comandados de Odair.

Logo aos 15’, o rival perdeu sua melhor chance com Julimar, cara a cara com o gol, mas a bola foi por cima do gol (ufa). O Athletico seguiu pressionando, mas parou na marcação alviverde.

O time da casa esfriou e o Coritiba começou a gostar do jogo. Aos 27’, Josué recebeu de Lavega e mandou uma bomba para o gol, mas a bola foi para fora. Seria um golaço do camisa 10.

O Coxa teve mais duas chances, com Pedro Rocha e Lavega, mas não conseguiu aproveitar. Fim de primeiro tempo e tudo igual na Arena.

Logo na segunda etapa, o time da casa voltou com duas mudanças para ir para cima do adversário, mas logo levaram um balde de água fria. Aos 3 minutos, Benevides falhou e Lavega roubou a bola, carregou na lateral e encontrou Lucas Ronier na área, que cabeceou e mandou para o gol de Santos, abrindo o placar. O camisa 11 com seu 1,63 de altura conseguiu marcar de cabeça o gol que selaria a vitória alviverde. 0 a 1 Coxa e festa dos mais de 4 mil presentes na Arena da Baixada – vulgo salão de festas.

E poderia ter sido mais. Lavega quase ampliou aos 7’, mas Santos defendeu. Na sequência, o Athletico tentou pressionar, Leozinho – que entrou no decorrer do segundo tempo – quase empatou, mas a bola foi para fora. Aos 36’, em uma nova falha athleticana, Ronier carregou a bola para a área e passou para Fabinho, mas ele chutou fraco. Aos 48’, novamente Ronier quase ampliou, mas o arqueiro do Cap fez nova defesa. Fim de papo e vitória do Coxa por 0 a 1. Deu a lógica mais uma vez.

Lucas Ronier virou o pesadelo de Odair Hellmann. No ano passado, o treinador falou que o atacante “tinha muita farinha ainda para comer” e “que se não baixasse a bola, seria mais uma promessa que ficaria pelo caminho”. Neste sábado, o camisa 11 mostrou para o treinador que vai incomodar muito na temporada, sendo o melhor em campo, de longe. É, Odair, seu triplex foi alugado com maestria.

Com o resultado, o Coxa assume a liderança do grupo B com sete pontos, e praticamente garante a classificação na próxima fase da competição. Fernando Seabra declarou no fim da partida sobre a atuação da sua equipe no clássico:

Representa muito, um jogo com esse grau de dificuldade, ainda mais fora de casa, e demonstrar a competitividade e capacidade de ser solidário. Existe o significado da mensagem que transmitindo do grau de colaboração e do grau competitividade da identidade desse grupo que está se formando”, disse.

Agora, o Coritiba recebe o São Joseense na quarta-feira (21), às 20h30, no Couto Pereira. Já passou da hora do time alviverde voltar a vencer em casa e diante do seu torcedor – algo que não acontece desde outubro do ano passado, pela série B.

Na contagem dos clássicos, já são oito confrontos seguidos que o time de MCP não vence. Pobre netinho…

PRA CIMA DELES, VERDÃO!

Por Viviane Mendes, Coxa doida de coração.

Esclarecemos que os textos trazidos não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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