Bahêêêa: quantas histórias cabem em 2025?


Todo torcedor do Bahêa começa o ano com uma comemoração dupla. No exato dia em que o mundo celebra a virada, o Tricolor da Boa Terra celebra também o seu aniversário. E assim, entre os desejos de saúde, paz, amor e prosperidade, nasce sempre mais um pedido: que o ano do nosso Esquadrão seja cheio de mudanças positivas, de crescimento e, claro, de conquistas. Em 2025, não foi diferente e quanta coisa coube nesse ano.

Foto: Rafael Rodrigues | ECBahia

Um ano de glórias, desafios e afirmação Tricolor

A temporada ficará marcada como uma das mais intensas da história recente do Bahia. Sob o comando de Rogério Ceni, o time principal encarou um calendário pesado, disputas nacionais e internacionais, além de decisões locais e regionais que reacenderam a chama do torcedor. E, como sempre, o Bahia entregou emoção.

No futebol masculino, o Bahia fez o que o torcedor espera, e o que a sua história exige. Conquistou o Campeonato Baiano, alcançando o 51º título estadual, reafirmando sua soberania no estado. Não parou por aí: na Copa do Nordeste, o Esquadrão escreveu mais um capítulo inesquecível. Em uma final emblemática, com atuação dominante e triunfo maiúsculo, o Bahia conquistou seu 5º título do Nordestão, tornando-se pentacampeão e, mais uma vez, confirmando aquilo que a torcida sabe desde sempre: o maior do Nordeste.

Na Copa do Brasil, o Esquadrão fez uma campanha de respeito. Avançou até as quartas de final, encarando um calendário pesado e partidas de alta exigência. A eliminação doeu, como sempre dói, mas o desempenho mostrou um Bahia competitivo, capaz de encarar qualquer adversário de igual para igual.

Convocações históricas

Depois de mais de três décadas, o torcedor pode comemorar algo raro e simbólico: dois jogadores do Bahia foram convocados para a Seleção Brasileira na mesma temporada: Jean Lucas e Luciano Juba. Essa conquista extrapola campo, tabela e estatísticas, é identidade, reconhecimento e orgulho. É o nome do Bahia voltando a ocupar o lugar que lhe pertence no futebol nacional.

Brasileirão de afirmação

No Brasileirão, o Tricolor terminou em 7º lugar, consolidando uma campanha consistente e competitiva. O triunfo por 2 a 0 sobre o Sport, na Fonte Nova, na 37ª rodada, foi um dos momentos marcantes da temporada: aquele jogo em que o torcedor saiu do estádio com o peito inflado, sentindo o gostinho de que a vaga na Libertadores estava logo ali, batendo na porta. Terminamos o ano garantindo a disputa do segundo ano consecutivo de Libertadores, algo que não acontecia há cerca de 36 anos.

Este ano marcou o retorno do Bahia às competições continentais com força. Na Copa Libertadores, o Tricolor chegou à fase de grupos, mostrando competitividade, embora não tenha avançado ao mata-mata. Posteriormente, disputou a Copa SulAmericana, onde foi eliminado nos playoffs. Mesmo sem classificação histórica, o Esquadrão acumulou experiência, visibilidade e, importante para o projeto SAF, uma premiação financeira relevante, reforçando que o caminho da reconstrução está sendo pavimentado com solidez.

Para um clube que passou pelas dores recentes da reconstrução, isso tem peso histórico. É um aviso aos adversários e um afago ao coração da torcida: o Esquadrão voltou a pensar grande. Somando todas as competições, disputamos mais de 60 partidas na temporada, uma carga enorme para qualquer elenco. E, mesmo assim, foi o clube do Nordeste com mais triunfos no ano.

Foto: Letícia Martins | ECBahia

Mulheres de Aço: o brilho do futebol feminino em 2025

Se o torcedor do masculino teve motivos para sorrir, o do feminino teve ainda mais. Sob o comando do técnico Felipe Freitas, o Bahia protagonizou uma temporada memorável. As Mulheres de Aço conquistaram o hexacampeonato do Campeonato Baiano Feminino, mantendo com autoridade a hegemonia estadual.

Na Copa do Brasil Feminina, o Bahia chamou atenção do país: eliminou o Atlético Mineiro com triunfo por 1 a 0, gol da iluminada Wendy Carballo, e avançou até as semifinais, caindo apenas para a tradicional Ferroviária.

O grande feito veio fora das quatro linhas: no novo ranking nacional da CBF, o Bahia foi listado como o 8º melhor clube do futebol feminino no Brasil. Isso é gigante. É fruto de projeto, investimento, estrutura e muita entrega dentro de campo. Foram 36 jogos, 22 triunfos, 4 empates e 10 derrotas, números de uma equipe competitiva, consistente e em plena ascensão.

Foto: Letícia Martins | ECBahia

Pivetes de Aço: a base vem forte!

A base do Bahia viveu também um ano de ouro em 2025. Foram títulos em praticamente todas as categorias, do Sub-9 ao Sub-20, consolidando um dos projetos de formação mais sólidos do Nordeste.

O Sub-20 levantou o Campeonato Baiano. O Sub-15 foi campeão da Copa SP-Nordeste. Sub-14, Sub-13, Sub-12, Sub-11, Sub-10 e Sub-9 também somaram títulos expressivos em torneios regionais e nacionais. É a base funcionando, produzindo talentos, alimentando o sonho do torcedor e garantindo que o futuro seja tão promissor quanto o presente.

Bahia fora das quatro linhas: compromisso com a sociedade

Além do desempenho em campo, 2025 também foi marcado pelas ações sociais do Esquadrão, reforçando o papel do clube como agente transformador. Foram campanhas de doação de alimentos, projetos de inclusão, ações voltadas à educação, iniciativas de combate à fome e atividades de integração com comunidades carentes.

O Bahia seguiu promovendo pautas de diversidade, responsabilidade social e combate a preconceitos, marcas históricas da instituição. Esse compromisso extrapola o futebol e mostra, mais uma vez, que o Bahia é time de povo, para o povo e pelo povo.

2025: um ano para guardar no peito. Para quem ama o Bahia, 2025 foi daqueles anos que marcam, foi raça, foi reconstrução, foi orgulho. Foi o sentimento de que o Tricolor está novamente onde sempre deveria estar: no topo do Nordeste e crescendo no cenário nacional.

Tivemos tropeços? Tivemos. Libertadores e Sul-Americana ficaram aquém do sonho. A Copa do Brasil deixou cicatriz. Alguns jogos fora de casa arrancaram suspiros nervosos. Mas foi essa mistura de glória e luta que deu o tempero perfeito ao ano: cara de Bahia, cheiro de superação, alma de time gigante.

E agora? 2026 vem aí. Com estrutura, investimento, elenco competitivo, base forte e torcida apaixonada, o Bahia chega ao novo ano com um tamanho que não cabe em estatísticas. Que venham os próximos capítulos, e que a camisa Tricolor siga honrada, dentro e fora dos gramados.

BB2MP3. Sempre. Ninguém nos vence em vibração!

Thamires Barbosa, setorista do Bahia no Portal Mulheres em Campo


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