Diante de um velho conhecido, o Galo busca o título inédito da Sul-Americana
A final da Copa Sul-Americana será decidida neste sábado (22), em jogo único, às 17h, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai. A transmissão da partida ficará sob a responsabilidade do SBT (canal aberto), ESPN e Disney +, no canal fechado.
Em campo teremos uma das maiores rivalidades futebolísticas do mundo. Pelo Brasil temos o Clube Atlético Mineiro e do lado da Argentina temos o Lanús, um velho conhecido do time alvinegro.
No retrospecto, temos: em 4 oportunidades oficiais foram 3 vitórias do Galo e 1 empate. O duelo mais recente aconteceu em 2014, pela final da Recopa. No jogo de ida, o Atlético venceu pelo placar de 1 a 0 e na volta o time mineiro venceu pelo placar de 4 a 3, garantindo a taça.
Para chegar até a final, o Galo trilhou um longo caminho. O time mineiro terminou a fase de grupos em segundo lugar com 9 pontos. Assim, passou pelo playoffs diante do Bucaramanga-COL. Na ocasião, a equipe avançou após disputa de pênaltis, onde a estrela do goleiro Everson brilhou. Após isso, o Alvinegro deixou para trás: Godoy Cruz-ARG, Bolívar-BOL e Independiente del Valle-EQU.

Na tarde desta segunda-feira (17), o Atlético iniciou a preparação para a finalíssima. O elenco profissional se reapresentou após a derrota para o Bragantino no último domingo, pelo jogo antecipado da 37ª rodada do Brasileirão.
Como é de praxe, os atletas que atuaram na última partida fizeram trabalhos regenerativos na academia e os demais fizeram treino físico/técnico em campo. Já na quarta-feira (19), o time realizou mais uma atividade antes do embarque, visando assim a grande conquista.
A preparação foi finalizada em solos paraguaios, o time realizou mais dois treinos (quinta e sexta) no estádio do Libertad. Tudo pronto! É hora de escrever a história e colocar o nome do Atlético, mais uma vez, no topo.
O treinador argentino Jorge Sampaoli busca com a equipe atleticana o seu segundo título da Sul-Americana, o mesmo foi campeão com a equipe da Universidad de Chile no ano de 2011.
“É uma possibilidade de concretizar algo importante para o clube. Para mim, sempre, o clube vem primeiro que nós (funcionários), que fazemos parte dele. É uma oportunidade que o futebol nos dá para hierarquizar o clube.”
Os desfalques certos desta partida são os seguintes jogadores: Caio Maia (joelho direito), Cuello (tornozelo esquerdo), Júnior Santos (coxa direita), o zagueiro Lyanco (lesão no tendão de Aquiles) e Patrick (coxa direita), que estão no departamento médico.
Alan Franco também é dúvida, pois sentiu um incômodo na região do quadril no amistoso da seleção do Equador. O jogador já iniciou o tratamento. Com isso, esperamos que o meia possa estar em campo e ajudar os demais.
Mesmo lesionados, os jogadores foram relacionados e estarão juntamente no Paraguai com o restante da equipe, em forma de união e confiança, mostrando mais uma vez que o Galo nunca luta sozinho.
Diante de tudo isso, a provável escalação atleticana será a seguinte: Everson; Ruan Tressoldi (Renzo Saravia), Vitor Hugo e Junior Alonso; Fausto Vera, Alexsander (Igor Gomes), Guilherme Arana e Rony (Gustavo Scarpa); Bernard, Dudu e Hulk.
O atacante Hulk, que vive a expectativa de ganhar seu primeiro título internacional com a camisa alvinegra, falou sobre a o desafio e projetou como será a grande decisão:
“A gente tem a oportunidade de continuar escrevendo lindas histórias e conquistas, tanto coletivas, quanto individuais. É sempre especial. Principalmente quando é um episódio inédito. É como se fosse uma série, que tem várias temporadas. Quando você tem um título especial, é uma temporada especial”, disse Hulk.

Como torcedora que ama o seu time, posso dizer que essa semana que antecedeu a decisão não foi fácil dormir e muito menos controlar a ansiedade. Ser torcedora, e uma eterna apaixonada por futebol, não é fácil, sofremos muitas vezes, mais do que gostaríamos, temos o coração calejado de tanto sofrimento.
Ganhar esse título vale e muito para o Atlético, é garantir o retorno à Libertadores e, além disso, será um bálsamo em um ano tão difícil para o torcedor. Portanto, acredita que é Galo, que é possível escrever a história mais uma vez. No ano passado, as lágrimas foram de tristeza por ter perdido aquele título. Todavia, este ano iremos chorar, mas serão lágrimas de alegria e vitória. Como o cantor Belchior dizia: “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro.” O futebol é feito de momentos bons e outros ruins, o importante é nunca abandonar.
#PorUnaCopaMás
Por Elluh Ferreira
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo