Na altitude e com uma atuação desastrosa, o Palmeiras perde e se complica na Liberta
Nesta quinta-feira (23), o Palmeiras enfrentou a LDU, em Quito, no Equador, pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores. Com uma escalação diferente e uma atuação que deixou a desejar desde o primeiro minuto, o Verdão acabou derrotado por 3 a 0. Agora, a missão da equipe é dura para o jogo de volta no Allianz Parque, precisa vencer por, no mínimo, três gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis. O grande problema é que o Alviverde não reverte um placar em mata-mata dentro de casa, em competições, sem contar com o Paulista, há dez anos. A última vez que virou o placar foi em 2015, pela Copa do Brasil.

O primeiro tempo,assim como o segundo, foi de domínio completo dos equatorianos. O Alviverde teve muita dificuldade para construir jogadas e praticamente não viu a cor da bola. A LDU tentou desde o início e abriu o placar aos 15 minutos. Leonel Quiñónez disparou e, dentro da pequena área, tocou para Villamíl finalizar e vencer Carlos Miguel, marcando o primeiro gol da equipe no jogo.
Aos 24, a bola tocou em Andreas Pereira e o árbitro assinalou pênalti em campo, sem sequer ser chamado para revisão. A meu ver, e a olho nu, a bola bate primeiro no ombro e depois na mão esquerda do atleta, que estava colada ao corpo. Alzugaray cobrou, e por mais que Carlos Miguel tenha acertado o canto, não conseguiu evitar o segundo gol da LDU.
O Palmeiras só teve uma boa chance aos 41 minutos, quando Raphael Veiga achou Vitor Roque nas costas da zaga. De frente para o gol, o atacante chutou em cima de Alexander Domínguez, goleiro da equipe equatoriana.
No momento em que o Verdão parecia que ia se encontrar na partida, a LDU marcou mais um. Aos 46, Ramírez venceu Murilo e tocou rasteiro para Villamíl, que finalizou de primeira. A bola desviou levemente em Khellven e morreu no fundo da rede, sacramentando o terceiro gol da equipe e o segundo do camisa 15.
Na segunda etapa, Abel tentou mudar a postura do time, realizando substituições que alteraram o esquema tático. O Palmeiras passou a sofrer menos, quase nada, mas seguiu não conseguindo ser eficiente no ataque.
A primeira chance veio logo aos dois minutos, após Flaco López brigar pela bola e, desequilibrado, chutar em cima do goleiro, que defendeu com tranquilidade. Aos 37, saiu a melhor oportunidade do Alviverde no jogo. Ramón Sosa recebeu e, cara a cara com o gol, finalizou forte, mas Alexander defendeu — na minha opinião, essa foi a bola que poderia mudar o cenário do jogo de volta.
Sem tempo para reagir, o Palmeiras conheceu sua primeira derrota nesta edição do torneio. Vale lembrar que, desde a chegada de Abel Ferreira, a equipe nunca havia perdido por um placar tão elástico na Libertadores.
Para conquistar a sonhada vaga na final, o Verdão precisará jogar como nunca, desde o primeiro minuto, para, assim, sair com o resultado positivo e a classificação. Será necessário que os 11 atletas escolhidos entrem focados, já que a LDU deve jogar recuada, em busca de uma bola. A sintonia do time precisa estar no máximo, ou seja, essa partida precisa ser a melhor da vida de todo os atletas da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Foi uma noite desastrosa, mas agora é o momento de alinhar e virar a chave, primeiro, focar no duelo contra o Cruzeiro, no próximo domingo (26), pelo Campeonato Brasileiro. E depois disso voltar pensar nas melhores estratégias para reverter o confronto diante da LDU, na próxima quinta-feira (30).