Seleção abre 2 a 0, mas sofre 3 gols em 19 minutos e perde amistoso. Erro de titular de Ancelotti revolta nas redes e técnico aponta “falta de reação” do time.
Na manhã desta terça-feira (14), Japão e Brasil se enfrentaram em um jogo amistoso como preparação para a Copa do Mundo de 2026. A Seleção Brasileira começou na frente, com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli, porém, sofreu uma virada e acabou perdendo por 3 a 2. Erros de um jogador que é titular na equipe de Carlo Ancelotti geraram indignação nas redes sociais.

A equipe encontrou um Japão superior à Coreia, com uma organização mais eficiente e uma marcação mais contundente. Durante a primeira metade do jogo, o Brasil conseguiu explorar espaços na sólida defesa japonesa, que buscava jogadores velozes para ferir a equipe brasileira.
A paciência com a posse de bola foi crucial para o Brasil, permitindo movimentação e passes que desestabilizaram a defesa japonesa. Isso resultou nos gols. Paulo Henrique já se destaca no futebol do Brasil por sua força física. O ataque se mostrou devastador para o Japão após um excelente intercâmbio de passes entre Paquetá e Bruno Guimarães.
Desde 2012, um atleta do Vasco não balançava as redes pela seleção brasileira, sendo o último o volante Rômulo, em um jogo contra a Argentina. Paulo Henrique foi convocado de forma inesperada devido à ausência de Wesley, e seu gol intensifica ainda mais a competição pela posição. Outros candidatos a essa vaga incluem Vitinho e Vanderson.
Bruno Guimarães, novamente, teve um papel essencial. O atleta deu um passe impressionante para o gol de Estêvão contra a Coreia e repetiu essa ação com Paulo Henrique. Junto à Casemiro, o volante manteve a estrutura que foi utilizada no jogo anterior. Vini Jr também foi titular em ambos os encontros.
Parece que Ancelotti está testando suas opções enquanto garante que Casemiro e Bruno Guimarães sejam o núcleo central do time. A equipe se desorganizou completamente após a saída de Bruno Guimarães.
A resposta japonesa começou com uma jogada estranha de Fabrício Bruno. Com a bola sob controle na área, ele perdeu o equilíbrio sob a pressão japonesa e entregou a bola para Minamino, resultando em um gol fatal.
O gol de empate do Japão originou-se de um cruzamento. A bola foi lançada nas costas de Paulo Henrique, que teve que se deslocar para outro jogador no meio da área. Nakamura finalizou rapidamente. Fabrício Bruno tentou interceptar, mas a bola, que já seguia para o gol, acabou entrando no fundo da rede.
A virada aconteceu novamente em uma bola aérea. Ueda superou Beraldo ao se movimentar. A bola ainda atingiu o peito de Hugo Souza, que não conseguiu fazer a defesa. O Japão fez seu gol.
Três gols sofridos entre 6 e 25 minutos do segundo tempo. A entrada de Ito, na equipe japonesa, também contribuiu para um desempenho melhor no segundo tempo e evidenciou as dificuldades defensivas enfrentadas por Carlos Augusto, mesmo ao marcar apenas Doan.
A queda de desempenho do Brasil também se deu pela perda de influência gerada pelas substituições. Joelinton teve uma entrada fraca. Cunha e Rodrygo não ofereceram muito ao time. A substituição de Estêvão, Richarlison e Caio Henrique foi feita em um momento de desespero, após a virada, na esperança de uma mudança na performance de um time que parecia sentir o peso psicológico dos erros, tanto individuais quanto coletivos.

O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, reconheceu o colapso no segundo tempo diante do Japão. E isso custou a derrota de virada, por 3 a 2. O treinador viu o duelo como uma lição e apontou qual foi o principal problema do Brasil.
“Há coisas que precisamos aprender do jogo de hoje, sobretudo da segunda parte. Acho que temos que ter equilíbrio no pensamento do que temos que fazer. A equipe jogou muito bem contra a Coreia, foi bem na primeira parte e muito mal na segunda. O maior erro foi que a equipe não teve uma boa reação depois do primeiro erro” – disse o treinador
Essa foi a segunda derrota da seleção brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti. Desta vez, não houve altitude para impactar a atuação, como ocorreu contra a Bolívia. O Brasil retornará aos campos em novembro. A CBF está prevista para anunciar jogos amistosos contra Senegal e Tunísia, que ocorrerão em Londres e Paris.
Por Roberta Moussa
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