Depois da queda na Libertadores, o Alvinegro responde dentro de campo com uma virada emocionante, comandada pelo novo camisa 9, Chris Ramos
No último domingo (24), o Botafogo voltou a sorrir no Brasileirão. No Alfredo Jaconi, palco onde o time não vencia há quase três décadas, o Glorioso virou para cima do Juventude por 3 a 1 e deu a resposta que a torcida esperava após a dolorosa eliminação na Libertadores. Foi mais do que três pontos, foi um recado de que o time não vai se abalar e continua vivo na temporada.

A Partida
O primeiro tempo trouxe um susto. O Juventude saiu na frente e a sensação de “mais uma noite amarga” começou a rondar o coração alvinegro. Mas esse Botafogo tem aprendido a resistir. A equipe reagiu ainda na etapa inicial, com Alex Telles convertendo um pênalti com a frieza de quem entende o peso da camisa.
No segundo tempo, o jogo parecia equilibrado até que entrou em campo a esperança que todo torcedor carrega quando vê um novo 9 vestir preto e branco. Chris Ramos, recém-chegado, não só estreou: decidiu. Com dois gols nos minutos finais, virou ídolo em 45 minutos e transformou uma noite que poderia ser de lamento em celebração histórica.
Essa vitória não foi só um resultado. Foi cura, foi respiro, foi a lembrança de que o Botafogo pode cair, mas sempre encontra uma forma de se levantar. O sofrimento existe, mas quando a rede balança do nosso lado, o coração se renova. Ontem, em Caxias, o Botafogo não ganhou só três pontos. Ganhou alma.

A Estreia de Chris Ramos
Todo torcedor sabe: o Botafogo sempre precisou de alguém que chamasse a responsabilidade lá na frente. Chris Ramos, em sua primeira aparição, mostrou faro de gol, presença de área e, principalmente, vontade. Dois gols que não valeram apenas a vitória, mas reacenderam a chama da arquibancada. É o tipo de estreia que cria conexão imediata com a torcida. O novo camisa 9 já ganhou respeito e, se depender da entrega mostrada, também ganhará amor.
O que vem pela frente
A alegria é grande, mas não há tempo para descanso. Na quarta-feira, o Botafogo encara o Vasco, em São Januário, pelas quartas da Copa do Brasil. Clássico é sempre guerra, e esse, em especial, será decisivo para medir o quanto o time conseguiu virar a chave após a Libertadores. O torcedor já entendeu: esse grupo não vai desistir, e a vitória em Caxias é o combustível perfeito para entrar com confiança no duelo.
Por Rafaela Esteves
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.