Juventude goleia em casa e se mantém invicto no Gauchão
Na tarde deste domingo (24), as Esmeraldas mostraram a que vieram dentro do Campo do Sesi, em Caxias do Sul. Recebendo o EC Flamengo, as Jaconeras golearam as adversárias por 6×0 e conseguiram a marca de três jogos invictos no Campeonato Gaúcho. Os seis gols foram divididos entre Dani Ortolan, Rayane Pires, Karol, Eduarda e Kamile Loirão, que conseguiu anotar dois, mesmo desperdiçando um pênalti. Que tarde de domingo, viu?

O jogo, infelizmente, não teve qualquer tipo de transmissão com imagens, então precisamos ficar reféns dos comentários feitos na página do Juventude no X (antigo Twitter). A cobertura do Gauchão vem sendo um pouco escassa desde antes de seu início, quando faltando dois dias para a bola rolar pela primeira vez, a Federação Gaúcha de Futebol ainda não havia permitido que os clubes participantes transmitissem suas partidas, nem dado qualquer outra alternativa.
Antes de partir para o jogo em si, queria só refletir um pouco sobre isso. Estamos no momento onde o futebol feminino está sendo mais equalizado do que em qualquer outra época em nosso país. Mesmo assim, as entidades que regulam horários, transmissões e divulgações preferem dedicar um sábado à tarde em que a maior emissora do Brasil tinha um espacinho para mostrar a final de um mundial de base de futebol masculino do que pensar desde o ínicio em ofertar este horário às semifinais do Brasileirão A1. Mesmo decidindo o principal campeonato nacional de futebol de mulheres, São Paulo, Corinthians, Cruzeiro e Palmeiras tiveram que disputar estes jogos às 10h30 do domingo e apenas um destes jogos teve cobertura decente nos outros estados visto que apenas Minas Gerais pôde assistir ao confronto entre as Cabulosas e as Palestrinas em TV aberta.
Como me foi negada a possibilidade de assistir ao show que as Esmeraldas deram em campo contra o Flamengo, precisei me restringir a imaginar os seis lances que sacramentaram essa vitória tão importante.
Jogar em casa é sempre importante para o conforto do ataque e a confiança da defesa. Sabendo que o time das adversárias é tecnicamente inferior, as Esmeraldas começaram pressionando bastante, sem deixar as rubro-negras respirarem. Abençoada como é, Dani Ortolan estava pronta para abrir o placar. Aos 13 minutos, recebeu na área e bateu na saída da goleira Silvana para deixar o 1×0.
Sem descansar por já estar na frente, o Juzão seguiu tentando ampliar, o que quase aconteceu aos 31 minutos, quando Dani Silva deixou o dela, mas estava impedido. Já nos acréscimos, Rayane Pires subiu mais alto do que todo mundo e deixou o 2×0 aos 47 minutos. Ir para o intervalo com esses números só serviu para dar mais fome às Esmeraldas, que não descansaram até ver um placar mais elástico.
Aproveitando a posse e invadindo bastante a área, aos 8’ o Ju sofreu um pênalti. Um pouco nervosa, Kamile Loirão bateu no cantinho, mas a goleira Silvana conseguiu salvar em uma grande defesa digna da grande guarda redes que é. Para se redimir do erro, a camisa 9 anotou dois gols. Um aos 23 minutos, quando finalizou no cantinho e dessa vez estufou às redes e o outro bem no finalzinho, aos 51 do segundo tempo.

Entre os dois momentos de estrela de Loirão, ainda deu tempo para mais duas esmeraldas deixarem seu nome na partida. A meia decidiu experimentar da intermediária e marcou o gol mais bonito da tarde. Acertando no ângulo, anotou o 4×0 no placar. Para deixar o quinto, Eduarda Tosti marcou pela primeira vez defendendo as listras verticais, achando que coroaria uma vitória insana. Pode não ter sido o gol que fechou a partida, mas com certeza é um dos que mais nos lembraremos.
Com essa vitória acachapante, o Juventude atingiu os sete pontos na tabela e ultrapassou o Internacional, que amargou uma derrota humilhante por 4×1 no Gre-Nal que aconteceu no mesmo horário. Não sabemos se o resultado no clássico da capital mexerá com a cabeça das Gurias Coloradas, mas não seria de mau tom que elas viessem fragilizadas encontrar o Juventude no próximo domingo (31) no Sesc Protásio Alves.
Por Luiza Corrêa
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.