Juventude goleia SERC Brasil e conquista a primeira vitória no Gauchão
Na tarde deste domingo ensolarado (17), o Estádio das Castanheiras, em Farroupilha, recebeu o duelo entre as Gurias Jaconeras e as Gurias do Dragão, pela terceira rodada do Campeonato Gaúcho.
Vindo de duas derrotas, as donas da casa saíram um pouco atrás no quesito favoritismo e as Esmeraldas souberam se aproveitar disso. O placar mostrando 4×0 foi mais do que justo e correspondeu ao que foi apresentado no campo. Um Juventude que soube aproveitar os espaços e um Brasil impaciente que não conseguiu trabalhar as bolas que sobraram.

O início de jogo foi a prova de que posse de bola não ganha jogo. Enquanto o Juzão trabalhava com a pelota nos pés e tentava criar oportunidades, o Dragão se defendia, dependendo muito da destreza da goleira Gaby. A primeira boa chance veio aos 7 minutos, quando Rayane Pires subiu sozinha na área rubro-verde e cabeceou a cobrança de escanteio direto no travessão.
Aos 22’, Carol Ladaga cobrou um dos mil laterais na área e num bate e rebate, Flávia Pissaia afastou dos pés das adversárias e deixou a bola com a lateral Núbia. A camisa 26 limpou a jogada e meteu uma bucha direto no ângulo da meta do Dragão. Que golaço da minha menina, gurizada! Pegou a bola, chamou de meu bem e deixou ela com todo carinho no fundo das redes.
Mesmo dominando o jogo e sonhando com ampliar ainda no primeiro tempo, o Juventude não conseguia marcar o segundo. Como sabemos, times que invadem muito a área tem muita chance de cair na área e foi o que aconteceu. Depois da penalidade máxima marcada em favor das visitantes aos 49 minutos, minha camisa 99 ajeitou com carinho a bola na marca do pênalti. Dani Ortolan tomou distância e cobrou com força direto no canto superior da goleira Gaby. Depois disso, foi só correr pro abraço e ir para o intervalo com a vantagem de dois gols no placar.
No segundo tempo, o cenário não mudou. Muita pressão do lado jaconero, muita defesa do lado rubro-verde. Assim como na primeira parte do jogo, era claro que o gol esmeralda sairia, mas depois de muita luta. Aos 18 minutos, mais uma ótima chance perdida. Se infiltrando na área, Kamile Loirão bateu na saída de Gaby, que conseguiu voltar a tempo de deixar uma defesaça para evitar o terceiro.
Mesmo com todo o esforço da camisa 1 rubro-verde, suas jogadoras de linha continuavam sendo tiradas para dançar pelo meio jaconero. A bola era levada pelas Esmeraldas e acabava onde elas bem queriam. Dribles, paradinhas e jogadas trabalhadas levaram à construção do terceiro gol alviverde.
Em um escanteio cobrado do canto esquerdo direto na direita da área, Rayane Pires escorou com a cabeça para que Leka fizesse o mesmo jogando a bola na confusão que se criava na pequena área. A goleira Gaby socou a finalização para frente e a capitã Bruna Emília tentou acabar com a jogada. Mais uma vez, a camisa 1 do Dragão estava pronta, bem adiantada, para espalmar para o lado. Contudo, mais preparada que Gaby, estava Bella Silva para deixar a bola morrer dentro da meta. É da construção que sai o resultado e o meu Ju tem construído muito bem.

O jogo ia se encaminhando para o final e, honestamente, estava com saudade de ver minha centroavante deixando o dela. Claro que Dani já tinha marcado de pênalti, mas nada como um bom gol de bola rolando de uma futura artilheira. Em uma bola alçada na área, mais uma vez uma de minhas defensoras, agora Rayane Pires, estava lá para escorar a bola de cabeça, enganando a goleira e deixando Ortolan livre para carimbar o véu de noiva das Castanheiras. Minha camisa 99 fechou a goleada com chave de ouro aos 49 minutos do segundo tempo, mesma minutagem do primeiro gol. Que coisa mais linda, minhas amigas!
Sim, sabemos que os jogos mais difíceis sempre são os contra a dupla Gre-Nal, mesmo assim, se manter como principal time da serra é extremamente importante e isso nós estamos fazendo. Uma vitória expressiva contra o Brasil e um empate guerreiro contra o Grêmio deixam o Ju cada vez mais próximo de pensar no impensável e trabalhar para tornar o impossível possível. Vamos pelo título do interior, mas, principalmente, vamos pelo troféu do Gauchão!
Por Luiza Corrêa
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.