Cabulosas derrubam o Bragantino e chegam à semifinal inédita


Com raça e talento, Cabulosas avançam e transformam o Independência em palco de festa

O Cruzeiro escreveu um capítulo inesquecível na manhã de domingo (17), no estádio Independência. Diante de uma torcida apaixonada, as Cabulosas venceram o RB Bragantino por 2 a 0 e garantiram, pela primeira vez na história, uma vaga na semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino. Os gols, marcados por Letícia Moreno e Gisseli, transformaram a amanhã em festa azul em Belo Horizonte.

Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro

Um passo além da história

Antes, as Cabulosas já haviam esbarrado duas vezes nas quartas de final. Em 2023, caiu diante do Corinthians, com um pesado 6 a 3 no agregado. No ano seguinte, o algoz foi justamente o Palmeiras, que venceu por 4 a 3 na soma dos jogos. Desta vez, a história foi diferente: o time não apenas competiu, mas se impôs do início ao fim.

Primeiro tempo: chances e drama

Desde o apito inicial, o Cruzeiro tomou conta da partida. Foram escanteios venenosos, chutes que tiraram tinta da trave e duas bolas explodindo no travessão, além de grandes defesas da goleira Thalya Nobre, que evitou o gol celeste diversas vezes. O Bragantino até tentou responder em jogadas esporádicas, mas passou a maior parte do tempo sufocado na defesa. Apesar da pressão, o 0 a 0 permaneceu até o intervalo, deixando o clima carregado de ansiedade no Horto.

Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro

Segundo tempo: as estrelas brilharam

O gol que abriu o caminho veio cedo, aos 8 minutos. Em cruzamento na área, a goleira do Bragantino afastou mal e a bola sobrou para Letícia Moreno, que emendou um voleio perfeito e balançou as redes. O VAR confirmou, e o Independência virou caldeirão: 1 a 0 Cruzeiro.

Com a vantagem, as Cabulosas não diminuíram o ritmo. Byanca Brasil quase ampliou em pelo menos três oportunidades, mas o segundo gol só saiu aos 24 minutos. Belinha soltou uma bomba de fora da área, Thalya rebateu e Gisseli, bem posicionada, não perdoou: 2 a 0. Novamente o VAR entrou em cena, mas a festa foi confirmada.

Depois disso, o Cruzeiro mostrou maturidade de time grande. Segurou a posse, cadenciou o jogo e neutralizou qualquer tentativa de reação do Bragantino, que parou na firme defesa celeste.

Foi uma vitória construída na raça, no talento e na confiança de quem sabia que estava diante de uma chance histórica. O Cruzeiro mostrou personalidade, dominou o adversário e conquistou uma classificação inédita que ficará marcada na memória da torcida.

Classificadas e confiantes, o time agora sonha ainda mais alto: a semifinal contra o Palmeiras é a próxima página dessa história que já começa a ganhar contornos de epopeia para o futebol feminino celeste.

Próximo desafio

Agora, o desafio é ainda maior: o Palmeiras, adversário das semifinais, em duelos marcados para os dias 24 e 31 de agosto.

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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