Futebol, seu desgraçado, eu te amo mesmo assim


Flamengo joga pra ganhar, vence no tempo normal, mas cai nos pênaltis

Doeu. Não tem como negar. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil, nos pênaltis, após vencer por 1 a 0 no tempo normal, na noite desta quarta-feira (6), carrega aquele sabor amargo do “quase deu”. Entretanto, o sentimento que ficou entre os rubro-negros não foi só de frustração. O Flamengo caiu de pé, jogando bem, mostrando maturidade, opções e personalidade num confronto decidido em detalhes. Sempre é bom lembrar que desde o início, a competição não era prioridade do clube para a temporada 2025.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

A escolha da escalação já deu o tom: sem força máxima! Filipe Luís apostou em dinâmica, velocidade e intensidade, deixou Arrascaeta no banco e formou um quarteto ofensivo com Wallace Yan, Plata, Cebolinha e Pedro. O plano era romper a marcação homem a homem do Atlético-MG com movimentação intensa. E funcionou. Aos 21’, após linda troca de passes entre os quatro da frente, com uma baita assistência de Plata, Cebolinha deixou Natanael no chão e finalizou com categoria para abrir o placar. O único gol da partida foi um golaço!!!

O gol premiava um Flamengo que controlava o jogo, criava mais e parecia confortável na partida. Pedro teve duas boas chances, Jorginho apareceu bem, e até nas bolas paradas Cebolinha levava perigo. O Galo, por outro lado, abusava de erros e se limitava a chutes de fora da área.

Na volta do intervalo, tudo mudou. O Atlético cresceu, Scarpa acertou o travessão, Hulk quase empatou duas vezes, e Rossi fez defesas decisivas. O Flamengo, acuado, perdeu o controle, e Filipe mexeu. Entraram Arrascaeta, Samuel Lino e Saúl. A ideia era segurar mais a bola, esfriar o jogo. O impacto não foi o mesmo do primeiro tempo, mas o time se reencontrou nos minutos finais e quase matou a vaga com Wallace Yan, que teve a chance do jogo na pequena área, mas cabeceou sem direção. Não teve jeito, a decisão foi para os pênaltis.

Nas cobranças, a linha entre o céu e o inferno é fina. Arrascaeta, Jorginho e Saúl converteram. Na vez de Samuel Lino, logo após o adversário não converter, o jogador bateu fraco e a meia altura: o tipo de cobrança que levanta o rival. Wallace Yan, que já vinha sendo provocado por todo o estádio, isolou a última. Coube a Everson, goleiro, selar a classificação do Galo com a bola nos pés.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

As redes sociais correram para apontar culpados, mas o técnico Filipe Luís foi claro em sua coletiva: “As críticas fazem parte do crescimento dos jovens. Eu não tenho nenhuma dúvida de que o Wallace vai sair mais forte”. E completou: “Eu tenho orgulho dos jogadores que pegaram a bola com coragem para bater. Eu mesmo já errei. Isso é do jogo.”

O treinador também reforçou que o trabalho segue firme, com os pés no chão e sem drama desnecessário: “O Flamengo é líder do Brasileiro com um jogo a menos. Essa é a realidade. A Copa do Brasil nunca foi tratada como prioridade pela diretoria, e o planejamento foi feito com clareza.”

Caiu, mas caiu jogando e isso muda tudo. A frustração é legítima, mas a resposta que o time deu em campo, com entrega, intensidade e coragem, deixa claro que esse grupo está pronto para as batalhas que virão. No sábado (9), o foco se volta ao Brasileirão, na partida contra o Mirassol, no Maracanã, às 18h30. Depois, à Libertadores. Porque a temporada segue e o Flamengo também.

Por Rayanne Saturnino

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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