A resposta que a Nação Azul esperava


Jogando fora de casa, Cruzeiro dá show e vence 

Neste domingo (03), em pleno Nilton Santos, no Rio de Janeiro, o Cruzeiro reencontrou sua essência, venceu o Botafogo por 2 a 0 e lavou a alma do torcedor. A partida foi válida pela 18ª rodada do Brasileirão, e o time não apenas venceu, mas convenceu. 

A torcida celeste já começava a duvidar. Depois de atuações abaixo do esperado, tropeços e um futebol que parecia ter se perdido no caminho, o sentimento de confiança deu lugar à incerteza. 

A pergunta pairava no ar, será que vinha mais uma derrota? Mas o roteiro deste domingo contou outra história, uma que fez o coração azul bater mais forte. 

Jogando fora de casa, o Cabuloso mostrou o futebol que a torcida tanto sentia falta: compacto na defesa, inteligente no meio e letal no ataque. Christian abriu o placar aos 23 minutos,  em uma jogada insistente que terminou com o chute preciso no fundo das redes. Pouco antes do intervalo, em contra-ataque rápido, Matheus Pereira apareceu livre e ampliou, com a frieza que um camisa 10 precisa ter.

Foi uma tarde de afirmação, de reencontro com o bom futebol e, acima de tudo, de resgate da confiança entre time e torcida. O Cruzeiro jogou como gigante. E o torcedor, enfim, voltou a sorrir com orgulho.

Foto: Rodrigo Ferreira/Cruzeiro

Primeiro tempo: domínio do time Celeste 

Na tarde deste domingo, o Nilton Santos estava lotado e havia uma certeza: o Cruzeiro não foi ao Rio para passeio. Foi para deixar sua marca e como deixou! 

Em um primeiro tempo de personalidade, intensidade e eficiência, o time celeste não apenas dominou o Botafogo, como abriu dois gols de vantagem com autoridade e sangue nos olhos.

Logo nos primeiros minutos, ficou claro que o Cabuloso não estava para brincadeira. A pressão alta, as trocas rápidas de passes e o encaixe entre meio e ataque ditaram o ritmo. Kaio Jorge mostrou fome de jogo aos 5 minutos, arriscando de fora. Matheus Pereira e Christian também levaram perigo com finalizações firmes.

O primeiro grito da torcida azul ecoou aos 23 minutos, quando Christian, em tarde iluminada, aproveitou o bate-rebate na área e mandou pro fundo das redes: Cruzeiro 1 a 0! Torcida foi à loucura ao ver o time se reencontrando no campeonato. Esse gol foi o prêmio por um início intenso e agressivo, com marcação sufocante no campo ofensivo.

O Botafogo até teve sua chance minutos depois, um pênalti foi marcado após lance de Artur. Mas o VAR entrou em ação e, após análise, o pênalti foi anulado, esfriando a esperança alvinegra. A resposta celeste veio como um raio no contra-ataque, aos 41, Matheus Pereira arrancou, recebeu livre no meio da área e finalizou com classe para ampliar e deixou  o time mineiro mais tranquilo. 

Antes do apito, ainda deu tempo para Kaio Jorge e Christian levarem perigo novamente, e o Cruzeiro quase transformou o placar em goleada. 

No geral, foi um primeiro tempo de gala, em que o Cruzeiro dominou todas as ações do jogo, com intensidade na marcação, velocidade nos contra-ataques e muita lucidez na criação. A estrela celeste brilhou forte no Nilton Santos, e se o ritmo fosse mantido, o segundo tempo prometia ser ainda mais azul.

Destaques do 1º tempo:

  • Christian: motor do meio, autor do primeiro gol e dono da faixa central.
  • Matheus Pereira: inteligência, assistência, gol e muita presença.
  • Defesa sólida:Romero, Kaiki e Lucas Silva anularam Arthur Cabral e companhia.
Foto: Vítor Silva/ BFR

Segundo tempo: o Cabuloso segurou, sofreu e saiu gigante do Nilton Santos

Se o primeiro tempo foi de imposição celeste, o segundo tempo teve outro roteiro, resistência, maturidade e frieza. O Cruzeiro voltou do intervalo com a missão de manter a vantagem construída antes do intervalo e conseguiu, mesmo sendo pressionado, com uma atuação sólida defensivamente e com espírito de time cascudo.

Logo nos primeiros minutos, o Botafogo tentou partir para cima, pressionando em busca de reação. Artur e Savarino tiveram boas chances, mas pararam na defesa e na falta de pontaria. A defesa celeste, com Fabrício Bruno em noite segura, resistiu como pôde às bolas alçadas e aos chutes de média distância.

O Cruzeiro, por sua vez, apostou na inteligência para esfriar o jogo. Matheus Pereira quase marcou o terceiro logo aos 7 minutos, em uma finalização perigosa dentro da área. Pouco depois, Wanderson também tentou o dele, mas parou na zaga adversária.

O relógio corria e o clima esquentava. Faltas, cartões e substituições marcaram o ritmo truncado da partida. Kaiki recebeu amarelo, e o adversário, desesperado, começou a exagerar nas entradas duras, Barboza e Corrêa também foram punidos.

A grande chance do Botafogo veio aos 24 minutos, quando Savarino acertou a trave em uma bola que fez o torcedor alvinegro levantar da cadeira e o cruzeirense prender a respiração. Foi o susto que o Cabuloso precisava para acender de novo sua concentração.

Mesmo com Christian saindo lesionado, e Cuiabano deixando o campo pelo lado do Botafogo, o Cruzeiro soube administrar a vantagem com experiência. As entradas de Marquinhos, Matheus Henrique, Eduardo e Lautaro Díaz ajudaram a manter o gás e fechar os espaços.

Nos minutos finais, o time celeste travou o jogo com inteligência. Marquinhos sofreu faltas importantes, William foi caçado na lateral e o cronômetro virou aliado.

Quando o árbitro apitou aos 50 minutos, o sentimento foi de dever cumprido. O Cruzeiro venceu fora de casa com autoridade, segurou a pressão e mostrou que tem mais do que qualidade, tem cabeça fria, defesa sólida e um elenco que sabe sofrer quando é preciso. 

Próximo desafio 

O próximo duelo será CRB x Cruzeiro, na próxima quarta-feira, 7 de agosto de 2025, às 21h00, em partida válida pelas Oitavas de Final da Copa do Brasil, no Estádio Rei Pelé, em Maceió.

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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