Rainha Marta brilha mais uma vez e Brasil é Campeão na Copa América 


Após empate em 4 a 4 no tempo regular, Brasil supera a Colômbia nos pênaltis e conquista a sua 9ª Copa América Feminina

Com o brilho de Marta, a Seleção Brasileira superou a Colômbia nos pênaltis, após um empate em 4 a 4 no tempo regulamentar. A partida ocorreu no início da noite deste sábado (2), no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador, e garantiu o 9° título da Copa América Feminina ao Brasil.

(Imagem: Instagram/@selecaofemininadefutebol)

O primeiro troféu do Brasil sob o comando de Arthur Elias, que liderou a equipe nacional na conquista da prata nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, esteve ameaçado durante a maior parte da final deste sábado. A equipe esteve perto de sofrer uma derrota inédita após 11 vitórias em 14 disputas contra as colombianas.

No primeiro tempo, a seleção apresentou um desempenho apático, não conseguindo estar à frente no placar até o segundo gol de Marta, que ocorreu aos 14 minutos do primeiro tempo da prorrogação. A equipe só evitou a derrota no tempo regulamentar nos acréscimos do segundo tempo.

Brasil e Colômbia já haviam se encontrado na fase de grupos da Copa América, quando a equipe jogou a maior parte da partida com um jogador a menos, devido à expulsão de Lorena, e conseguiu segurar o empate sem gols. Para a final, o técnico brasileiro optou por manter Marta e Amanda Gutierres, a artilheira do Brasil no torneio, no banco de reservas. O ataque que começou a decisão era composto por Dudinha, Gio Garbelini e Kerolin.

A escolha em Quito começou com intensa batalha física. O Brasil enfrentava dificuldades para ultrapassar a defesa colombiana e tentava acelerar o jogo com passes imprecisos. As oponentes aproveitavam os espaços deixados pelas jogadoras brasileiras e com trocas de passes e rapidez, geraram oportunidades de ataque perigosas.

As colombianas converteram a sua superioridade e o maior controle de jogo em uma vantagem no placar aos 24 minutos. Dentro da área brasileira, a equipe colombiana trocou passes com calma enquanto as jogadoras do Brasil mantinham uma marcação a distância. A bola passou por três atletas até chegar a Caicedo, que teve espaço para chutar rasteiro no canto direito da goleira de Lorena.

O time de Arthur Elias continuava cometendo muitos erros na troca de passes e enfrentava a pressão das colombianas. O treinador não aguardou o intervalo para fazer alterações e colocou Amanda Gutierres e a defensora Isa Haas nos lugares de Dudinha e Fê Palermo, respectivamente.

O primeiro tempo culminou em tensão, e o Brasil igualou o jogo após um momento de desatenção de uma defensora colombiana. Após um confronto aéreo na área da Colômbia, onde ambas as jogadoras caíram, Carabali acertou uma cabeçada em Gio Garbelini, quando a bola já seguia em direção ao ataque colombiano. O VAR interveio, resultando na marcação de um pênalti. Angelina cobrou de maneira eficaz, sem dar chance à goleira Tapia, já aos 53 minutos.

O Brasil começou a segunda metade do jogo mostrando energia. Depois que Tapia defendeu um chute distante de Kerolin, Gio bateu na trave. A equipe brasileira elevou seu nível, começou a controlar a partida e criava oportunidades para mudar o resultado. A Colômbia reassumiu a liderança no placar em uma jogada estranha causada por uma falha na comunicação aos 23 minutos. Em uma ação que não oferecia risco, a defensora Tarciane fez um passe recuado sem verificar a posição da goleira Lorena, que se aproximava para controlar a situação. A bola entrou devagar no canto esquerdo.

Quando o Brasil se preparava para fazer a entrada de Marta, o time igualou o placar aos 34 minutos. Após um cruzamento alto de Gio, Amanda Gutierres controlou a bola com o peito e finalizou com o pé esquerdo, direcionalmente para o canto esquerdo de Tapia. Esse foi o sexto gol da atacante brasileira, que se igualou a Claudia Martínez, do Paraguai, liderando assim a artilharia da Copa América.

Marta substituiu Gio Garbelini e logo arriscou um chute da entrada da área. O Brasil desfrutava de um bom momento na partida, mas deixou a defesa vulnerável. Em um rápido contra-ataque, Linda Caicedo progrediu pelo meio, atraindo a marcação de Isa Haas, e passou para Mayra Ramírez, que, desmarcada pela direita, conseguiu marcar na saída de Lorena.

Nos acréscimos, aos 50 minutos, Marta mostrou porque é considerada uma das maiores jogadoras da história. Com 39 anos, de fora da área, ela disparou um forte chute com a perna esquerda. Tapia tocou na bola, mas não conseguiu impedir o gol que igualou a partida e levou a um tempo extra.

(Imagem: Instagram/@selecaofemininadefutebol)

Com mais confiança, o Brasil começou a prorrogação atacando, mas novamente deixou espaços que a Colômbia aproveitava para criar jogadas. O alívio aconteceu aos 14 minutos do primeiro tempo da prorrogação. A camisa 10 canarinho, desmarcada no coração da defesa colombiana, tentou de cabeça, mas acabou finalizando com o pé direito, anotando o quarto gol do Brasil.

A Colômbia mostrou determinação ao igualar o jogo com uma batida de falta impecável de Leicy Santos, que foi direcionado ao canto direito de Lorena. 
Já nós pênaltis, a Colômbia contava muito com a goleira Tapia. A atleta do Palmeiras se destacou na conquista do terceiro título paulista da equipe em 2024, ao defender três dos quatro pênaltis do Corinthians (também houve um chute que acertou a trave). Tapia conseguiu parar duas cobranças do Brasil, feitas por Angelina e Marta, mas isso não foi suficiente para garantir à Colômbia um título inédito.

Por Roberta Moussa

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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