O gol foi deles, mas a esperança é nossa


Com estreia promissora de Samuel Lino, Flamengo perde para o Atlético-MG, mas deixa a sensação de que a virada é possível

Do alto da arquibancada, entre bandeiras, bateria e vozes que não se calaram nem por um minuto, é difícil acreditar que o placar da noite desta quinta-feira (31) tenha sido favorável ao Galo. A sensação é que o placar de 1 a 0 para o Atlético-MG foi um detalhe solto, uma distorção de um jogo onde o Flamengo teve volume, criou chances e, principalmente, reacendeu esperanças.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Foi uma partida daquelas que o resultado não conta toda a história. Com mudanças na escalação e a ausência de nomes como Arrascaeta e Jorginho, o primeiro tempo foi de tentativa e adaptação. Evertton Araújo acertou o travessão, Pedro incomodou a defesa, e a sensação era de que o gol rubro-negro estava próximo. Do outro lado, o Galo pouco criava e suas melhores investidas vinham em contra-ataques isolados.

Na segunda metade da partida, um deslize aos 20’ custou caro. Com uma saída de bola arriscada, Léo Pereira tentou acionar Léo Ortiz dentro da área, mas Cuello interceptou o passe, finalizou no canto de Rossi e abriu a vantagem para o adversário. Um erro, um castigo. 1x 0 eles.

Com a desvantagem, Filipe, que já tinha entrado com Samuel Lino na vaga de Matheus Gonçalves, decidiu colocar em campo os outros dois reforços: Emerson Royal e Saúl. O Flamengo, então, cresceu, dominou as ações ofensivas e parecia mais perto de empatar do que o Atlético de ampliar.

Samuel, em especial, justificou o investimento alto com apenas 38 minutos em campo. Mostrou dribles curtos, visão de jogo, velocidade e ainda marcou um gol, que para tristeza de todos, estava em posição de impedimento. Foi, sem dúvida, o melhor em campo. Royal, por sua vez, acertou o travessão e ainda deu assistência para o gol anulado. Saúl, mais discreto, mostrou categoria em dois lances que quase resultaram em gol. 

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Filipe Luís chamou a responsabilidade, defendeu a ideia da construção e reforçou que a eliminatória segue aberta. E quem viveu o jogo acredita nisso! Porque o Flamengo jogou, criou, lutou, e com os reforços engrenando, a sensação é de que a virada não é sonho, é projeto em andamento.

A derrota dói, claro. No entanto, após o apito final, o sentimento que ficou não foi de frustração, foi de esperança. O que se viu no Maracanã foi um time com qualidade, intensidade e novas peças que já começaram a mostrar a que vieram. A eliminatória está viva. E se o campo falou, a torcida entendeu: quarta-feira tem mais. Em Belo Horizonte, nos espera uma verdadeira batalha, mas com esse elenco e os reforços se encaixando, a virada é só questão de tempo.

Por Rayanne Saturnino 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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