Abençoada estrela colombiana !


Dentro de casa, Internacional quebra sequência de vitórias e pena para arrancar empate diante do Vasco da Gama 

Com gols de Rayan, pelo Vasco ainda na primeira etapa, e de Carbonero pelo Colorado já no segundo tempo, Internacional e Vasco ficaram no 1 a 1 em partida valida pela 17ª rodada do Brasileirão neste domingo (27). Uma tarde chuvosa, de pouco público e um futebol ainda menor  na Avenida Padre Cacique.

Vindo de três vitórias seguidas, o Inter de Roger Machado parece ter sido abandonado pelos deuses do futebol no gelado e último domingo de julho. O Colorado esqueceu como se pratica o futebol é verdade, mas sempre é bom poder culpabilizar alguém pelos centímetros que faltaram ou sobraram a cada lance.

Antes de falar dos deuses e do momento em que o Inter acordou para o jogo, o Vasco fez o que quis e o que pode dentro de campo. Com domínio do time carioca, que se postava de forma mais organizada e objetiva em campo, o Internacional pouco soube onde ficava a área de ataque e precisava se quase distribuir um gps aos jogadores para que eles encontrassem o caminho do meio de campo, enquanto o time de Fernando Diniz parecia jogar em casa, tamanha facilidade de chegar ao ataque. 

Reprodução

O Colorado pouco produziu, a tentativa de levar o Vasco ao erro com uma marcação alta e em blocos de Roger não surtiu grande efeito. O cruzmaltino soube trabalhar com a  bola no pé e cedeu a pressão Alvirrubra em poucas oportunidades, enquanto o Inter se viu perder na correria e na assertividade cada vez mais, deixando o jogo cômodo para os visitantes. 

Aos 30 minutos, o Vasco abriu o placar em um contra ataque rápido e efetivo. Rayan  colocou o Inter, que já vinha no sufoco de correr atrás na partida, para correr atrás do resultado. 
Mais uma vez o gol alheio foi “necessário”, o sacode da rede balançando após boas defesas em sequência de Sérgio Rochet sacudiu também o time da casa que finalmente, e outra vez no sufoco, pareceu acordar para a partida. Em seguida, a equipe gaúcha finalmente ofereceu perigo ao goleiro Léo Jardim, que se ainda não havia sujado o uniforme foi acionado no chute de Gustavo Prado que pouco tinha aparecido no jogo. 

 O time cresceu na partida, começou a entender e ocupar espaços que ainda não tinha encontrado no jogo, mas seguiu sofrendo com  ausência de qualidade e opções na transição ofensiva. A ausência de Vitão foi declaradamente sentida, defensiva e também ofensivamente, a qualidade e segurança do camisa 4 não é nenhum pouco facilmente recomposta pelas peças disponíveis no elenco. 


Para o segundo tempo, Roger Machado fez uma mudança importantíssima, Gustavo Prado saiu para o “cristal Colorado”. Johan Carbonero, que foi poupado no XI inicial visto a decisão pela Copa do Brasil no meio da semana, foi à campo e seja, teoria de conspiração, benção ou só algo que a gente se agarra em acreditar, o invicto 7 trouxe maiores possibilidades para o time que retornou com a postura diferente. 

É quase como “chover no molhado”, a seguida história de um Inter que mesmo dentro de casa entra preguiçoso, sonolento e desliga até que o adversário encontre o caminho do gol e veja o Colorado correr atrás do jogo. Assim, o segundo tempo foi de um time mais volumoso, ofensivo e de muitos quases e é aí que eu preciso citar a ausência de carinho dos deuses futebolísticos para com o Clube do Povo, a trave de Léo Jardim cansou de ser carimbada, todos os pequenos centímetros do campo que separam a frustração do quase para a euforia de um gol foram demarcados pelos atacantes Alvirrubros.

O que se encaminhava para uma derrota dentro de casa e um grande balde de água fria no torcedor, passou por uma decisão desinteligente do goleiro carioca. Já no apagar das luzes, Léo Jardim tomou o segundo cartão amarelo por “cera”. No entendimento do árbitro, a tentativa de gastar o tempo de jogo do arqueiro, que aos 40’ da segunda etapa pediu por atendimento custou caro a partida; com a troca no gol brilhou a estrela colombiana da camisa 7. 

Havia um pequeno espaço para a busca da felicidade e foi ali no cantinho entre Daniel Fuzato e o fundo das redes, que aos 45 minutos do segundo tempo Carbonero deixou tudo igual no placar. 
O empate quebra a sequência de vitórias Coloradas, mas ainda deixa o Internacional invicto na volta após a parada para o Mundial. Fator  importante para um time que precisa espantar qualquer “fantasma” de zona de rebaixamento e que se prepara para duas decisões importantes nas copas. 

Por Jéssica Salini 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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