Fim  da invencibilidade Celeste!


Cruzeiro domina, mas vacila e perde para o Ceará  no Mineirão

A tarde de domingo (27), no Mineirão, não terminou como o torcedor celeste esperava. O Cruzeiro, que estava imbatível em casa e embalado na liderança, viu sua sequência invicta terminar diante de um Ceará frio e oportunista. Placar final de 2 a 1 para o Vozão e um sentimento amargo no ar.

Era difícil imaginar esse roteiro. O Cabuloso vinha de atuações sólidas, com aproveitamento perfeito como mandante, e parecia inabalável em seus domínios, mas o futebol, com seu jeito imprevisível, tratou de lembrar que ninguém é intocável.  O time teve a bola, criou chances, pressionou, mas vacilou nos momentos decisivos e foi punido por isso.

O torcedor sentiu, mas também sabe que tropeços fazem parte da caminhada. O desafio agora é virar a chave, manter a confiança e seguir firme no campeonato. O Cruzeiro ainda tem futebol, elenco e comando para brigar lá em cima. A invencibilidade terminou, sim, mas a ambição azul segue de pé.

Foto: Gustavo Martins

Primeiro tempo: Cruzeiro larga na frente com Kaio Jorge, mas Ceará equilibra e esquenta o jogo no Mineirão

O primeiro tempo no Mineirão foi um verdadeiro turbilhão de emoções e intensidade. O Cruzeiro começou ligado no 220 e não demorou a demonstrar autoridade. Logo aos 4 minutos, após uma trama bem construída, Kaio Jorge apareceu como um raio no meio da área e estufou as redes com o pé direito, colocando o Cabuloso na frente: Cruzeiro 1 a 0 Ceará. 

Um início fulminante para incendiar a torcida. No entanto, mesmo com o gol sofrido cedo, o Ceará não se abateu. Aos poucos, o alvinegro foi ganhando terreno, apostando nas bolas paradas e nos cruzamentos. O Vozão até assustou com Antonio Galeano e Pedro Raul, mas ambos esbarraram na compacta defesa celeste, que contou com cortes providenciais e boas intervenções.

Do lado azul, Matheus Pereira e Eduardo foram os motores do time. O camisa 10 ditou o ritmo e distribuiu passes venenosos. Eduardo, por sua vez, teve boa chance de cabeça e quase ampliou após escanteio. O Cruzeiro explorava bem os lados do campo, aproveitando a velocidade de seus pontas e a movimentação de Kaio Jorge, que infernizou a zaga cearense.

Aos 17, mais uma grande chance azul, Edu finalizou de muito perto, mas mandou para fora após cobrança de escanteio. O Ceará respondeu com coragem, em uma sequência de tentativas, Marcos Victor e Galeano quase empataram aos 29, mas a muralha celeste segurou firme. As bolas paradas foram a principal arma do time visitante, mas a pontaria não ajudou.
Para infelicidade celeste, houve também um gol de Eduardo anulado. O Ceará conseguiu empatar com um gol aos 39 minutos. 

A primeira etapa foi um duelo pegado, cheio de disputas físicas e boas tramas ofensivas. O segundo tempo prometia ainda mais emoção no Gigante da Pampulha.

Foto: Gustavo Martins



Segundo tempo: Cruzeiro pressionou, mas o Ceará foi cirúrgico e garantiu a vitória

O segundo tempo começou fervendo no Mineirão. O Cruzeiro voltou ainda mais ofensivo, decidido a transformar o domínio em vantagem. A entrada de Marquinhos deu mais velocidade e verticalidade ao ataque celeste e ele quase deixou sua marca logo aos 4 minutos, em uma chegada perigosa pela direita da pequena área.

O Ceará, acuado, tentava segurar a avalanche azul com muitas faltas e linhas baixas. O jogo se transformou em ataque contra defesa. Kaio Jorge arriscou de longe aos 8, e aos 13 minutos, uma sequência insana de finalizações fez o torcedor celeste se levantar: Kaike,  Matheus Pereira e Lucas Silva bombardearam o gol, mas a muralha alvinegra bloqueou tudo.

Foi então que o futebol, com sua ironia habitual, aprontou. Aos 15 minutos, no único lampejo ofensivo até então, o Ceará encaixou um contra-ataque venenoso. A bola foi alçada com perfeição, e Antonio Galeano surgiu entre os zagueiros para cabecear com precisão e calar o Mineirão: 2 a 1 para o Vozão. O castigo pelo desperdício veio rápido e certeiro.

Mesmo com o golpe, o Cruzeiro não se entregou. Pelo contrário, aumentou ainda mais a intensidade. Matheus Pereira quase empatou na sequência, e Kaiki seguiu tentando de tudo, pela esquerda, de fora da área, em jogadas individuais, mas a pontaria seguiu como a vilã da tarde.

As substituições seguiram dos dois lados. Bolasie, Gabriel Barbosa e Matheus Henrique entraram pelo Cabuloso, enquanto o Ceará trocou quase meio time para segurar o resultado. 

O jogo foi perdendo ritmo, com lesões, cãibras e faltas cirúrgicas, com o Lourenço, Pedro Henrique, Fernandinho caíram um a um, forçando pausas longas. Estratégia ou necessidade? O fato é que o tempo jogava a favor do Vozão.

Ainda que impusesse pressão, escanteios, o Cruzeiro não conseguiu furar o ferrolho alvinegro. A melhor chance veio com Fabrício Bruno, de cabeça, mas o destino parecia selado. O apito final soou com gosto amargo para o torcedor azul. Foi mais uma partida de controle, mas sem eficácia. Já o Ceará sorriu aliviado, levando três pontos suados, quase heróicos, do coração de Minas.

Foi um segundo tempo de insistência contra resistência, de volume contra precisão e quem soube ser letal em um único lance saiu com o prêmio.

Próximo desafio 

O próximo desafio do Cabuloso será pela Copa do Brasil, nas oitavas de final. O Cruzeiro enfrentará o CRB no dia 30/07, às 19h30, no Mineirão,  palco onde o time celeste costuma se impor com força. Apesar do tropeço recente, a equipe conta com o apoio da torcida e o histórico positivo em casa para buscar uma vantagem no duelo de ida e seguir firme na briga pelo título.

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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