O Jaconi vem aí!


Juventude busca primeira vitória com a ajuda do Alfredo Jaconi em um dia frio

Nesta quinta-feira (24), o Ju recebe o São Paulo embalado pela vitória sobre o Corinthians no último Majestoso. Só aí tu já entende a tônica do resto do texto. A bola rola às 19h no gramado do Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, pela 16ª rodada do Brasileirão e espera-se um clima chuvoso que não passará dos 14ºC. É lá e cá na questão da vantagem.

Foto: Fernando Alves/ECJ

É claro que é necessário acreditar na mística que envolve a casa jaconera e pensar que é possível retomar as vitórias jogando em Caxias. O time gaúcho tem vantagem tanto na questão da torcida, quanto no vento agressivo que adentra os portões e se mantém acima do gramado, assolando os atletas. Não se sabe muito bem o que acontece no Alfredo Jaconi, mas é inegável que o Juzão tem uma cadência diferente quando joga em casa. Mesmo com alguns novatos no time, o confronto contra o Sport mostrou tudo que a derrota para o Cruzeiro tentou esconder. Essa equipe tem raça. Mesmo perdendo de goleada para o líder do campeonato, eles não se escondem. Contudo, eu não sei se isso serve de consolo depois da atuação mediana para ruim mostrada no Mineirão.

A vantagem são-paulina vem do último resultado conquistado dentro do Morumbis. O São Paulo vem de um 2 a 0 chorado em cima do Corinthians. Independente de onde, o homem-clássico, Luciano, aparece e balança as redes dos principais rivais e não foi diferente contra o Timão. Com gols aos 32 e 35 minutos, a vitória foi conquistada no primeiro tempo e desenrolou um jogo morno e tomado de erros. Mesmo assim, um triunfo em clássico dá muita moral aos comandados de Hernán Crespo.

No quesito futebol, nenhuma das duas equipes atingiu seu potencial completo no Brasileirão. Pelo menos, não ainda. O futebol jogado do São Paulo tem sido decepcionante depois de um Paulistão abaixo, um início de Libertadores esforçado e uma sequência de empates que parecia interminável no Campeonato Brasileiro.

Do lado do Juventude, a derrota questionável na semi do Gauchão e a eliminação vexatória para o Maringá na Copa do Brasil deram lugar a um time que entrou bem no Brasileiro até começar a se encontrar com os peixes grandes. Desde a partida contra o Botafogo, o Papão nunca mais foi o mesmo, apanhando diversas vezes, levando goleadas de Flamengo e Fortaleza, e perdendo de virada para o rival Internacional.

Nada é animador para nenhuma das duas equipes e ambas têm motivos para acreditar numa série de coisas. Tanto em derrotas acachapantes, quanto em vitórias heroicas, ou mesmo um empate morno e sem emoção. É um jogo imprevisível, mesmo que as odds digam que o São Paulo tem mais chances de vencer. Eu concordo, mas não é como se o Tricolor Paulista não tivesse escorregado em alguns jogos simples desde o início do campeonato.

Foto: Fernando Alves/ECJ

Para somar à instabilidade do São Paulo, duas peças importantíssimas do time estão fora desta partida. O camisa 7, Lucas Moura, realizou um procedimento em seu joelho direito na última sexta-feira (18), e só voltará a atuar em agosto, enquanto o meia Oscar sofreu uma fratura nos processos transversos de três vértebras lombares e pode ficar longe por até dois meses. Além deles, o atacante Jonathan Calleri rompeu os ligamentos do joelho mais cedo este ano, em abril, e está fora pelo resto da temporada.

No Ju, a aposta deve ser de um time mais ofensivo e trabalhando as jogadas aéreas, já que se espera uma chuva intensa que pode impedir da bola rolar com facilidade. Diferentemente do jogo contra o Cruzeiro, o trio de ataque volta e o meio campo perde uma peça, e o professor Tencati precisará analisar muito bem como vai compor essa região do campo. Os meias Hudson e Mandaca — que poderia ser dúvida por conta de uma pancada na perna sofrida contra o Cabuloso e dores no adutor da coxa, respectivamente — disputam a última vaga para integrar o tripé.

Levando tudo isso em consideração, somado à boa atuação de Gabriel Veron no Mineirão, os 11 titulares que entram em campo contra o Tricolor possivelmente serão: Gustavo; Reginaldo, Wilker, Marcos Paulo e Marcelo Hermes; Caíque, Jadson e Mandaca (Hudson); Veron, Taliari e Gilberto.

Sendo bem honesta, esperar uma vitória seria um pouco presunçoso da minha parte. Mesmo assim, eu creio no Alfredo Jaconi como os tricolores creem no santo que fez do cristianismo uma religião. Cada um se apega nos amuletos que tem e na fé que faz seu coração bater mais forte. Da minha parte, o santuário jaconero é onde eu encontro a paz de espírito necessária para acreditar que a cabeça mágica de Gilberto pode fazer a minha quinta-feira terminar feliz.

Por Luiza Corrêa

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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