Tricolor é superado por 2 a 0 fora de casa e é eliminado
É, nação tricolor… nosso sonho de seguir voando alto na Sul-Americana chegou ao fim. Na noite desta terça-feira (22), o Bahia foi derrotado por 2 a 0 pelo América de Cali, na Colômbia, e se despediu das competições internacionais em 2025. O empate sem gols na Fonte Nova acabou pesando, e agora resta a nós juntar os cacos, respirar fundo e seguir em frente com fé.

A dor da eliminação é grande, é verdade. Dói ver nosso Esquadrão fora da disputa, principalmente porque sabemos do potencial desse grupo. Mas também é impossível ignorar o que essa maratona tem causado nos nossos jogadores. O calendário é cruel, as viagens são desgastantes e o corpo cobra. Rogério Ceni tem feito o que pode para rodar o elenco e manter o time competitivo, mas há dias em que simplesmente as coisas não funcionam. E ontem foi um deles.
A partida
Desde o apito inicial, o Bahia parecia um pouco distante de si mesmo. A posse de bola foi menor do que o habitual, e o time teve dificuldades para encontrar seu jogo. Sem conseguir ameaçar o goleiro Soto, o Tricolor acabou cedendo após uma falha defensiva: um recuo errado de Mingo gerou um rebote perigoso, e Jhon Murillo, com um chute certeiro de longe, abriu o placar para os colombianos.
A partir daí, o Esquadrão esbarrou ainda mais na sólida defesa adversária. No segundo tempo, Ceni tentou mudar o panorama: colocou Willian José como referência no ataque e apostou em Iago Borduchi. O Bahia passou a ter o controle da posse — chegou a alcançar 80% — mas faltou objetividade, profundidade e finalização. Enquanto isso, o América de Cali seguia levando perigo nos contra-ataques.

A chance mais clara do Bahia surgiu apenas aos 27’ do segundo tempo, quando Kayky recebeu um belo passe de Jean Lucas, dominou, mas mandou por cima do gol. Foi de cortar o coração.
Mesmo com o dobro de passes trocados e mais posse, o Tricolor não conseguiu transformar essa superioridade em chances reais. Na reta final, o América se fechou, apostando tudo na defesa — e funcionou. O Bahia tentou pressionar, foi ao ataque com o que tinha, mas parava nas barreiras desde o meio-campo, sem conseguir criar com clareza.
Nos minutos finais, Ceni arriscou suas últimas fichas: Lucho Rodríguez entrou no lugar de Michel Araújo, buscando reforçar a presença na área e abrir pelas pontas. Mas a estratégia não surtiu o efeito esperado. E, já nos acréscimos, Yojan Garcés marcou o segundo gol do América, sacramentando o 2 a 0 e a nossa despedida.
Cabeça erguida e fé no que vem
Com o fim da participação na Sul-Americana e o desempenho anterior na Libertadores, o Tricolor acumulou R$29.151.446,00 em premiações internacionais. Um número importante, sem dúvida, mas que neste momento não consola o coração do torcedor.
A tristeza é inevitável. A frustração bate forte, mas quem ama esse clube sabe que desistir nunca foi opção. O Bahia ainda tem muito pela frente em 2025, e o Brasileirão segue firme. No domingo (27), tem mais um capítulo dessa caminhada: duelo contra o Juventude, na Fonte Nova, às 18h30. É jogo pra vencer, pra levantar a cabeça e seguir lutando. E a gente vai estar lá, cantando, empurrando, acreditando.
Por mais dolorosa que seja a queda, a gente sempre se levanta. Sempre. O Bahia é gigante. E a nossa fé nunca vai ser menor do que a nossa dor. Vamos, Bahêêa!
Por Thamires Barbosa Araújo
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo