O baile azul! Cruzeiro domina e goleia em casa 


Cruzeiro atropela, transforma vantagem em massacre e garante vantagem na liderança 

Na tarde deste domingo (20), o Cruzeiro venceu mais uma e manteve a invencibilidade em casa com estilo: uma goleada por 4 a 0 sobre o Juventude, na Toca 3, o nosso Mineirão. Em mais uma atuação dominante diante da torcida, o Cabuloso mostrou que ninguém segura esse time no Gigante da Pampulha. 

A presença em massa da Nação Azul foi o combustível necessário para fazer a estrela celeste brilhar ainda mais forte  e deixar claro que estamos prontos para brigar pelo título e manter a liderança com autoridade.

Mesmo com um time mais alternativo, por conta do desgaste de alguns titulares e da estratégia de rodar o elenco, Leonardo Jardim acertou mais uma vez na escalação. A rotação funcionou, e o Cruzeiro sobrou em campo do início ao fim.

Em uma noite estrelada no céu azul da capital mineira, Gabigol foi o dono do espetáculo, marcando duas vezes com categoria. Christian e Eduardo também deixaram suas marcas, completando o baile celeste. E mesmo sem balançar as redes, Kaio Jorge foi decisivo, com assistência, pênalti sofrido e muita movimentação. Um verdadeiro pesadelo para a defesa adversária.

Com mais uma atuação de respeito, o Cruzeiro mostrou que está voltando a ser o terror dos adversários. Mais do que os três pontos, a vitória representa a confiança e a identidade que o clube levou anos para reconstruir após 2019 e que agora aparece a cada rodada com mais força, paixão e ambição.

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Primeiro tempo: Volume de jogo e justiça no placar

O primeiro tempo no duelo entre Cruzeiro e Juventude foi um verdadeiro mosaico de intensidade, choques físicos e boas tramas ofensivas, onde o domínio cruzeirense falou mais alto e se traduziu no placar.

O apito inicial mal havia soado e o Cruzeiro já mostrava sua proposta, empurrar o Juventude contra a parede com volume e velocidade. Marquinhos era o mais acionado no início, sofrendo faltas e testando o goleiro com finalizações perigosas, como aos 17 minutos, quando obrigou uma defesa firme no canto esquerdo.

O duelo, porém, não foi só bola rolando, o jogo foi bastante  truncado como já era de se esperar pela proposta imposta pelo adversário. Apresentou  entradas duras e cartões amarelos saindo do bolso do árbitro com certa frequência. Caíque e Marcos Paulo foram advertidos por jogadas ríspidas, o que representou a dificuldade do adversário em conter o ímpeto Cabuloso.

O Cruzeiro teve uma sequência de escanteios e finalizações bloqueadas ou defendidas, sempre rondando o gol. Marquinhos de cabeça, William de fora da área, Gabriel Barbosa e Kaio Jorge em finalizações travadas, o que foi só uma questão de tempo e paciência para abrir o placar. 

Aos 39 minutos, depois de muita insistência, saiu o prêmio. Kaio Jorge bateu, a zaga rebateu, mas Christian, oportunista e preciso, apareceu no rebote para estufar a rede. Um gol que fez justiça ao volume e à organização tática do time Celeste.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Cruzeiro seguiu martelando, com mais chances nos acréscimos. Kaio Jorge e Gabi quase ampliaram, mas pararam no goleiro. O Juventude, por sua vez, se limitou a algumas tentativas em bolas paradas e viu seu jogo ofensivo ser anulado pela boa compactação azul.

Um primeiro tempo de imposição celeste, que merecia até mais no placar e que deixou claro que, se o Juventude quiser reagir, terá que mudar muito na etapa final.

Segundo tempo: Ritmo de goleada

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Se o primeiro tempo já havia mostrado um Cruzeiro dominante, o segundo foi uma aula de imposição, maturidade e repertório ofensivo. O Cabuloso voltou do intervalo com sangue nos olhos e transformou o que era controle em goleada em casa.

Logo aos 6 minutos, o trem celeste já dava resultado. Após ótima jogada de Kaio Jorge, Gabi apareceu livre no meio da área e finalizou com categoria marcando o segundo gol e a sensação de que viria mais por aí.

E veio. Aos 14 minutos, o VAR entrou em cena após Kaio Jorge sofrer falta dentro da área. Pênalti marcado. Na cobrança, Gabi mostrou frieza e ampliou com um chute certeiro no canto esquerdo fazendo o segundo dele e terceiro do Cabuloso, depois de muito tempo sem marcar foi possível ver mais gols da contratação de maior destaque deste elenco: Gabigol e a torcida foi à loucura e  já cantava vitória.

Mesmo com várias mudanças em campo, a entrada de  Matheus Pereira, Wanderson, Lucas Silva e depois Bolasie entraram com energia, o ritmo não caiu. Pelo contrário. A cada escanteio, o Juventude se encolhia e o Cruzeiro mostrou porque é gigante e permanece  na liderança da competição. Aos 47, Eduardo subiu mais alto que todo mundo e, de cabeça, fechou a conta com estilo: 4 a 0, para lavar a alma e reafirmar a força do time mineiro.

Entre um gol e outro, o Cruzeiro ainda empilhou chances: Marquinhos, Villalba, Bolasie, todos passaram perto. Mas fica uma preocupação para equipe e torcida, Lucas Silva saiu machucado.

Do lado do Juventude, só restaram as tentativas em escanteios, uma ou outra finalização isolada e o desânimo diante de uma atuação impecável da equipe celeste.

Com intensidade do início ao fim, o Cruzeiro fez o que se espera de um time grande: foi dominante, agressivo, inteligente  e mortal.

Próximo desafio

Após a grande vitória por 4 a 0 diante do Juventude, o Cruzeiro já volta suas atenções para o próximo compromisso no Campeonato Brasileiro. O time celeste entra em campo na próxima quarta-feira, dia 23 de julho, às 19h30, para enfrentar o Corinthians, na Neo Química Arena, em São Paulo, pela 16ª rodada da competição.

A partida promete ser um teste importante para a equipe comandada por Leo Jardim, que busca manter a boa fase e seguir subindo na tabela. Jogando fora de casa, o Cruzeiro terá o desafio de enfrentar a pressão da torcida adversária, em um estádio conhecido por ser palco de jogos intensos. 

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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