Coritiba tem apagão e perde de goleada para o Paysandu no Couto Pereira


Sem presença da Império Alviverde, a festa da torcida alviverde virou um enterro no Couto Pereira após apagão do elenco e lei do ex

Os jogos disputados pela Série B do Campeonato Brasileiro, principalmente os confrontos entre equipes que estão no topo e no final da tabela, não devem ser menosprezados nunca. Prova disso foi o confronto protagonizado neste sábado (19/07), entre Coritiba e Paysandu, no Couto Pereira. O placar foi surpreendente e, quem não está acostumado com os jogos da segunda divisão, jamais imaginaria que poderia acontecer: 5 a 2 para o visitante Paysandu.

Foto: JP Pacheco/Coritiba

A semana do Coritiba já começou diferente: mais de uma semana de intervalo entre um jogo e outro, Pedro Morisco no radar de times europeus e punição judicial para a torcida organizada. Ainda sim, os 24.701 torcedores que compareceram ao Couto Pereira nesta noite gelada jamais imaginariam ver um apagão alviverde dentro de campo.

O Coritiba até saiu na frente aos 16’ com Dellatorre, mas o gol foi anulado pelo VAR. Aos 25’, Josué cobrou uma falta diretamente no gol. Mal tivemos tempo de comemorar e logo aos 26’, Maurício Garcez — sim, aquele mesmo — empatou para o Papão. Em seguida, Diogo Oliveira — sim, também, ele mesmo — marcou o segundo e o terceiro do Paysandu. Na volta do intervalo, aos 10’, Josué cobrou um pênalti e diminuiu para o Coritiba. Pouco tempo depois, Marlon marcou outro gol de pênalti para o time visitante. O quinto gol veio aos 41’ e quem marcou? Garcez novamente. Lei do ex em peso neste sábado no Couto Pereira.

Fim da invencibilidade

A derrota para o Paysandu encerrou a sequência de 13 partidas invictas do Coritiba. Foi também a primeira vez que o Coxa perdeu em casa nesta Série B.

É claro que não devemos perder as esperanças, afinal, muito provavelmente não seguiríamos invictos até o final do campeonato. Porém, a forma com a qual perdemos acende uma luz de alerta. Nossa última derrota levando cinco gols em casa foi em 1953, mais de 70 anos atrás. É de tirar algumas lições. 

A partida deste sábado demonstrou que é necessário entrar em campo com os dois pés no chão, a mente blindada e o mais importante: jamais subestimar o adversário. Paysandu está na zona de rebaixamento? Sim, porém engatou uma sequência de seis vitórias consecutivas e tínhamos que ter previsto um confronto difícil e encarar o adversário com seriedade. 

Superar e reagir

Apesar da derrota, não temos tempo para sofrer. Na próxima terça-feira (22/07), o Coritiba enfrenta o Athletic em Minas Gerais. Na entrevista coletiva pós jogo, Mozart relembrou que nos seis meses que está treinando o Coritiba, já passou por alguns momentos ruins, mas que serviram de aprendizado:

 “Ao longo de uma competição com 38 rodadas, é inevitável você passar por momentos difíceis, ou um jogo atípico que sai do seu controle, que você perde de maneira difícil até de engolir”, disse. “O importante é como você reage. E a carreira de atleta e, principalmente, de treinador, o importante é como você reage. Estou aqui de peito aberto e pode ter certeza que vamos reagir, porque foi um jogo atípico. A minha equipe é extremamente sólida, os meus jogadores são extremamente comprometidos”, completou. 

Império Alviverde

Uma decisão judicial emitida pela 19ª Vara Cível de Curitiba baniu, mais uma vez, a torcida organizada Império Alviverde dos estádios pelos próximos seis meses. O motivo foi uma faixa exibida durante o primeiro Atletiba de 2025, realizado em janeiro no Couto Pereira.

Além dos materiais da bateria, os torcedores filiados à Império também estão impedidos de frequentar os estádios, mesmo que sozinhos ou sem materiais da organizada. A estimativa é que mais de 1,8 mil pessoas fiquem suspensas temporariamente.

Em nota, a Império Alviverde afirmou que irá recorrer da decisão e que: “o que se vê é uma nova investida desarrazoada contra nossa torcida, onde simplesmente não importam os argumentos ou a demonstração de ausência de culpa ou ofensividade nos fatos imputados.

Se a Império não conseguir reverter essa decisão, serão longos seis meses de partidas em casa vencidas no grito, literalmente. 

Por Raphaella Heinzen

*Esclarecemos que os textos trazidos não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.

Foto: JP Pacheco/Coritiba


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