Bahia e Fortaleza ficam no empate e seguem com realidades distintas na competição
Mais uma vez, o coração do torcedor Tricolor foi testado. Na tarde deste sábado (19), o Bahia foi até a Arena Castelão encarar o Fortaleza pela 15ª rodada do Brasileirão. Tivemos mais posse, criamos mais chances, mas acabamos ficando no empate por 1 a 1.
Com esse resultado, o Esquadrão começou a rodada ainda no G4, em quarto lugar, com 25 pontos. Mas agora é torcer pra que Palmeiras e Botafogo não passem por cima. A tabela tá embolada, e qualquer vacilo custa caro.

A partida
Tivemos mais posse de bola, sim. Mas, mesmo assim, quem levou mais perigo foi o Fortaleza. Vieram com uma pegada diferente, pressionando nas pontas — e o tal do Marinho estava “endiabrado” pelo lado direito. E quando é contra o Bahia, parece que ele joga ainda mais. Foi por ele que o Leão do Pici abriu o marcador aos 29 minutos, após cobrança de escanteio: nosso goleiro Marcos Felipe espalmou, a bola sobrou para Marinho, que pegou de primeira e marcou um golaço.
Enquanto isso, o Bahia tentava aquela velha troca de passes pelo meio, mas não saía nada. O jogo só fluía pelas laterais. E a nossa melhor chance veio num erro deles. A zaga recuou mal, Pulga foi mais rápido, deu um toquinho na bola e Magrão defendeu. No rebote, Lucho Rodríguez, sozinho, com o gol escancarado, conseguiu errar. De novo. É para acabar com a paciência de qualquer um!
Antes do intervalo, o Fortaleza ainda acertou uma bola na trave com Breno Lopes. E o Bahia? Mais uma chance perdida com Lucho. Sim, ele de novo.

Para o segundo tempo, o Bahia voltou com Cauly no lugar do Lucho, que não vem rendendo há tempos. Ele está numa fase terrível, erra tudo, não acerta nem passe simples, e já são 20 jogos sem marcar.
Logo aos 5’, Ademir balançou a rede, mas o impedimento foi marcado. Em seguida, Juba perdeu um gol feito, na cara do goleiro. E aí veio Everton Ribeiro com um chutaço que explodiu no travessão. Era pressão o tempo inteiro.
A partida continuou bastante truncada, o VAR apareceu e anulou dois gols, um para cada lado. O nosso, com Everton Ribeiro, por uma falta no início da jogada. E o Fortaleza por impedimento aos 12’, em jogada de Breno Lopes.
Aos 34’, finalmente saiu o grito entalado: Rodrigo Nestor cobrou a falta, a bola bateu na barreira, voltou para ele, que chutou de novo. A bola desviou na zaga (não foi em David Duarte, que estava impedido) e foi parar no fundo do gol. Depois de muita análise do VAR, o gol foi validado. Graças a Deus. Empate merecido!
Nos minutos finais, o jogo pegou fogo. O Fortaleza até marcou outro, mas o gol foi anulado por toque de mão claríssimo. E o pior? O jogador nem levou cartão. Cadê o critério, dona arbitragem?
Para fechar com chave de ouro, Cauly foi derrubado na área, e o VAR fingiu que não era com ele. Ninguém chamou, ninguém viu. Um absurdo atrás do outro. A arbitragem brasileira consegue se superar a cada rodada. É inacreditável. E a partida encerrou com um empate em 1 a 1.
Próximo desafio: tudo ou nada na Sula!
Agora é virar a chave. Terça-feira (22), o Bahia encara o América de Cali, na Colômbia, pelo jogo de volta da Sul-Americana.
Por Thamires Barbosa Araújo
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