Pelo menos nós ainda temos o Hulk


No rotineiro “venceu, mas não convenceu”, Galo conquista uma boa vantagem nos playoffs da Sula

Nesta quinta-feira (17), o elenco Alvinegro viajou até a Colômbia para o jogo de ida diante do Bucaramanga, pelos playoffs da Copa Sul-Americana, e venceu pelo placar mínimo de 1×0. Agora, o Galo decide uma vaga nas oitavas de final na nossa casa.

Clube Atlético Mineiro/Pedro Souza

Até gostaria de falar sobre a partida do clube sem ter que citar a diretoria e os donos da SAF, mas fica extremamente impossível quando se vê dentro das quatro linhas um elenco apático, sem raça e sem alma, igualzinho às pessoas que tomaram posse do nosso Atlético.

Com desfalques por lesão de quem acabou de voltar do DM como o Cuello, por um simples resfriado como o Júnior Santos que custou aproximadamente 500 milhões, e a do jovem Rubens, que infelizmente será vendido, o técnico de vocês precisou mexer na escalação inicial e mandou a campo o que parece ser a base do nosso time titular, que no papel não é tão ruim como na prática.

Quando a bola rolou, ficou notório que esse time faz de tudo no CT de Vespasiano, menos treinamento com a bola. Praticam de tudo, menos o famoso futebol. É uma coisa pavorosa acompanhar o Everson tentar uma bola longa para o Rony tentar ganhar no alto com os defensores adversários. É inadmissível você realizar cera contra um time inferior que o seu, é inadmissível o Galo apresentar o “futebol” que vem demonstrando desde o fim do Campeonato Mineiro.

Entendo que até poucas horas antes do jogo os atletas estavam com salários atrasados, entendo que as milhares de promessas feitas por essa gestão não foram cumpridas, mas a torcida não tem nada haver com isso e o respeito e raça com essa camisa tem que ser acima de qualquer coisa.

Com vários erros infantis no primeiro tempo, os donos da casa só não saíram na frente por conta das grandes defesas do Everson, além de uma bola salva em cima da linha pelo Lyanco.

Das poucas vezes que chegamos no ataque, as chances foram desperdiçadas, principalmente com Dudu e Gabriel Menino.

No segundo tempo, o elenco atleticano até começou a apresentar uma coisa similar ao futebol, até que aos 7’, Alan Franco achou de bom tom entrar de forma desproporcional no adversário e acabou sendo expulso pelo segundo cartão amarelo. 

Por incrível que pareça, o time não sentiu essa expulsão e aos 18’ veio aquele apito sonoro que tem um lugar guardado no coração de todo torcedor: a penalidade máxima.

A grande jogada começou com Igor Gomes – ou o Kaká do segundo tempo para os mais íntimos – terminou com Hulk na cobrança e gol atleticano, um gol salvador, mas que não esconde a baixa atuação do time.

Ainda quase levamos o empate, mas graças ao universo, a noite estava reservada para a felicidade dos atleticanos. A vantagem para o jogo de volta, mesmo que mínima, está nas nossas mãos.

Como já é rotineiro nas competições da Conmebol e nunca teve uma punição severa, ainda no intervalo da partida o atleta Caio Paulista foi vítima de racismo por um torcedor do Bucaramanga. Simplesmente inadmissível e cansativo bater na mesma tecla em praticamente todos os jogos, e ver que a competição não faz nada, a não ser soltar uma nota fuleira que não resolve nada. 

Pessoas criminosas desse tipo estão se sentindo cada vez mais à vontade de serem racistas por aí. Que a justiça seja feita, seja a dos tribunais ou a das ruas.

Antes da partida de volta, a meia dúzia de Gato pingado que resta nesse elenco enfrenta o Palmeiras neste domingo (20), às 17h30, lá na casa deles.

Sentimento, amor sincero ao alvinegro!

 Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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