Flamengo cai na Vila e vê a liderança ameaçada
Dói. Não só pelo resultado, mas pela forma como aconteceu. O Flamengo foi à Vila Belmiro com a missão de manter a liderança e voltou para casa com um gosto amargo na boca. O 1 a 0 sofrido para o Santos, com gol de Neymar aos 39’ do segundo tempo, escancarou um problema que vem se repetindo: posse sem profundidade, domínio sem perigo.

O primeiro tempo até deu sinais de que seria possível. A bola era nossa, o jogo se desenhava do nosso jeito. Plata e Bruno Henrique buscavam pelas pontas, Arrascaeta tentava armar algumas jogadas. Mas o último passe não saía. A chance mais clara veio com Danilo, de cabeça, e parou no goleiro santista. Pouco, por muito pouco.
Na segunda etapa, parecia que ia. Logo no início, uma jogada genial de Arrascaeta deixou Plata na cara do gol. Era o lance, e de novo ele estava ali, a bola parou em Brazão. E é aquilo que todo torcedor conhece bem, quem não faz… leva! E Neymar, com um giro, dois dribles e um chute cruzado, fez o único gol da partida. 1 a 0 Peixe.
Filipe tentou. Mudou peças, trocou pontas, colocou o garoto Wallace Yan. O time seguiu insistindo, girando, tentando achar brechas em um Santos que se fechava com unhas e dentes. Mas nada. Não era noite.

Ainda teve tempo para a coletiva. E lá estava Filipe, sereno, lúcido, falando das falhas no terço final, da falta de agressividade, da dificuldade em romper uma defesa bem armada. Nenhuma desculpa. E também, nenhum comentário sobre Pedro. Assunto encerrado. Segundo ele, caberá ao “dia a dia” e a cada parte dar sua resposta dentro do clube.
Com a derrota, o Flamengo segue na liderança por um fio. Basta uma vitória do Cruzeiro ou do Bragantino… ainda que com um jogo a menos, o Rubro-Negro pode se ver longe da ponta da tabela. Domingo é dia de Fla-Flu em casa! É virar a chave rápido. Não dá para vacilar de novo.
A Nação merecia mais. A gente sabe que o time pode mais. Que essa derrota sirva de alerta, porque o campeonato se ganha nos detalhes. E dessa vez faltou capricho. Faltou aquele Flamengo que impõe respeito.
Por Rayanne Saturnino
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