Tricolor desperdiça chances e vai decidir vaga das oitavas de final na Colômbia
Nesta terça-feira (15), o Bahia entrou em campo com uma formação bem diferente da habitual… e o resultado disso foi um empate sem gols dentro de casa. Diante da nossa torcida, o Tricolor enfrentou o América de Cali, da Colômbia, pela partida de ida dos playoffs das oitavas de final da Sul-Americana e, infelizmente, deixou a desejar, especialmente na hora de finalizar.

Mesmo com dificuldade para infiltrar na grande área, o Bahia teve o domínio da posse de bola e trabalhou bastante os toques, mas foi só: muito toque e pouca pontaria. Criamos, sim, mas desperdiçamos chance atrás de chance. Parecia que ninguém queria fazer o gol.
A Partida
Pensando na sequência puxada de jogos, Rogério Ceni resolveu poupar algumas peças e mandou a campo uma equipe mesclada: Marcos Felipe, Santi Arias, Gabriel Xavier, Ramos Mingo, Juba, Acevedo, Rodrigo Nestor, Michel Araújo, Cauly, Erick Pulga e Luciano Rodríguez.
No primeiro tempo, o domínio foi todo nosso. Tivemos mais posse, mais volume de jogo e finalizamos cinco vezes mais que o adversário: 10 finalizações contra apenas 2 do América. Mas aí entra o problema: finalização sem direção não resolve.
E logo no começo, teve aquele lance polêmico. O VAR chamou o juiz para revisar um possível pênalti pro Bahia por toque de mão claro do jogador adversário. Foram quase 4 minutos de jogo parado, e o árbitro mandou seguir. Revoltante. Mesmo assim, seguimos tentando, mas só duas finalizações foram na direção do gol, e nenhuma realmente assustou o goleiro Soto. Do outro lado, o América basicamente se defendeu o tempo todo, esperando uma chance no contra-ataque, que não veio. A defesa tricolor, além de entrosada, estava bem eficiente.

No segundo tempo, Ceni mexeu: tirou Rodrigo Nestor e colocou Kayky logo no intervalo. E, aos 13’, veio uma surpresa: tirou Lucho Rodríguez e colocou Everton Ribeiro, além de botar Ademir e Caio Alexandre nas vagas de Cauly e Acevedo. Daí o time deu uma acordada. O Bahia voltou com mais intensidade, e logo depois das mudanças, Ademir obrigou Soto a fazer uma boa defesa. Michel Araújo e Everton Ribeiro também tentaram, mas continuava faltando aquele capricho final.
Aos 24’, veio a chance mais clara: Ademir fez a jogada, Pulga cruzou, e Kayky, de frente para o gol vazio, mandou na trave. Inacreditável! Era para abrir o placar ali. Doeu na alma. O domínio continuava e o time chegava a ter 83% de posse de bola, mas faltava objetividade. A defesa do América se segurava bem e a gente esbarrava sempre na última bola.
No fim, Ceni ainda colocou Tiago no lugar de Pulga para ter um centroavante de ofício. Mas aí veio mais um balde de água fria: Everton Ribeiro foi expulso aos 44’ por uma cotovelada — totalmente desnecessária, ainda mais vindo de um jogador experiente como ele. Vai desfalcar o time no jogo da volta. Não demorou muito e o América também teve um jogador expulso já nos acréscimos, mas já era tarde. O empate sem gols se confirmou.
Agora, o Tricolor precisa vencer fora de casa. A partida de volta será na próxima terça-feira (22), no Estádio Olímpico Pascual Guerrero, em Cali. Em caso de novo empate, a decisão será nos pênaltis.
É ajustar a pontaria e entrar com o sangue nos olhos. Cabeça erguida, Nação Tricolor. E dá pra acreditar, sim! Ainda estamos vivos e com muita bola pra jogar.
Mas antes disso, o foco é o Brasileirão. No sábado (19), enfrentamos o Fortaleza, às 16h, na Arena Castelão.
Vamos avante, Esquadrão!
Por Thamires Barbosa Araújo
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.