No retorno do Brasileirão o Colorado venceu o Vitória no apagar das luzes e garantiu 3 pontos importantes, que não esconderam o futebol ruim
No Beira Rio, Internacional e Vitória se enfrentaram na tarde deste sábado (12), pela 13ª rodada do Brasileirão. No retorno do campeonato nacional o Alvirrubro levou os importantes 3 pontos diretos, na briga pelo distanciamento da zona de rebaixamento, mas em uma partida com uma preguiça comovente do time de Roger Machado que segue deixando a desejar.

Nada diferente de um triunfo sobre o time do Vitória seria admissível no sábado frio de Porto Alegre. Com o retorno de peças chaves do elenco, com uma parada de cerca de 30 dias e contra um adversário de qualidade técnica abaixo do time da casa, tropeçar não era opção, o que não se esperava era um time claramente tão displicente.
O grupo teve tudo que precisava, vindo de uma sequência de jogos decisivos e complicados: “tempo”, a parada do Super Mundial caiu como um desejo do “gênio da lâmpada” para um time que vinha extenuado, a volta aos gramados mostrou, no entanto, que há algo mais que precisa ser corrigido a tempo e aqui a gente pode até levar em consideração um “primeiro jogo depois de uma pequena intertemporada”, mas até qual momento ficaremos de tropeço em tropeço se agarrando a pequenas desculpas, quando o que se vê em campo denota ausência de competitividade e até de atenção básica?
No campo Roger pôde contar com retornos na linha defensiva, Sérgio Rochet enfim voltou ao gol Alvirrubro, na zaga Victor Gabriel volta a ser opção.
Ciente de que o Internacional vem parindo bigornas a cada partida para marcar gols, o Leão precisou de poucos ajustes para formar uma linha defensiva quase intransponível para os atacantes Colorados, o arrastar da falta de comprometimento de quem deveria fazer gols custou uma irritação profunda a quem se pôs a assistir o jogo, a bola parecia inimiga dos responsáveis por marcar. Mais de uma dúzia de finalizações, mas com a efetividade de um gato filhote na busca de um brinquedo.
O adversário por sua vez pouco ofereceu perigo é verdade, mas nos espaços que encontrou tornou Rochet o personagem do jogo. O uruguaio era o responsável pelo empate e pelo ponto conquistado, enquanto Lucas Araujo do lado visitante pouco sujou o uniforme. Ainda que Anthony seja de fato um bom goleiro, ter Chino de volta sob as traves é de uma alegria imensa.
Um jogo arrastado e ruim, frio e de pouca efetividade de ambos os lados, um confronto auto explicativo sobre as posições de ambos os times na tabela, “uma briga de facão no escuro” como se diria tranquilamente numa roda de chimarrão. Um jogo daqueles em que a gente se acostuma com a ideia de que as redes não balançariam, de um lado um bom goleiro e de outro atacantes que “não pareciam estar a fim”.
De alguma maneira os deuses do futebol se apiedaram e num foguete de longe da área Bruno Tabata chutou de forma indefensável para marcar o gol da vitória Colorada, já aos 48’ da etapa complementar.

Com os três pontos na conta, o Inter se afasta de incômoda ZR e se prepara para o confronto contra o Ceará no próximo domingo (20), no Beira Rio.
Por Jéssica Salini
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.