Mundial: a jornada do Botafogo chega ao fim


O Botafogo perde para o Palmeiras e se despede do mundial de clubes

Botafogo e Palmeiras se enfrentaram neste sábado (28), às 13h, no Estádio Lincoln Financial Field, em partida válida pelas oitavas de final do Mundial de Clubes da FIFA. O time carioca foi derrotado por 1 a 0 e deu adeus à competição.

Foto: Vítor Silva

O time de General Severiano entrou em campo com muitos motivos para se impor. Vindo do ‘grupo da morte’, o Botafogo ainda desfrutava do grande feito das últimas semanas: a classificação histórica.

O time alvinegro, apesar da suspensão de Gregore, contou com o elenco majoritariamente principal para a partida. Renato Paiva escalou uma equipe taticamente muito semelhante ao jogo contra o PSG. Danilo Barbosa foi a novidade em campo. Com 3 volantes, o técnico português buscou repetir a dose do confronto heroico. 

Entretanto, Renato pareceu esquecer de um detalhe: o futebol não é como uma receita de bolo. 

A partida começou e o Botafogo já sofria com a pressão do Palmeiras. As marcações altas do time paulista dificultavam as saídas de bola do Fogão e atrapalhavam as transições a partir do meio de campo. Nos primeiros minutos de jogo, a superioridade do time alviverde era perceptível.

O Palmeiras tinha muita liberdade pelas laterais e conseguia encurralar o Botafogo no próprio campo de defesa. Quando tinha a posse de bola, o Bota pouco chegava à área do adversário. Savarino, o principal criador de jogadas do time, passou boa parte da primeira etapa sem proporcionar a criatividade que é esperada dele. 

Na segunda etapa, ainda notava-se um Botafogo perdido, sem muita intensidade. O Palmeiras aproveitava os espaços deixados pelos jogadores do time carioca. Apesar da pouca qualidade nas jogadas para ambos os lados, os paulistas eram mais eficientes e chegavam com mais efetividade. 

Contando com os milagres do Santo John ( já não me atrevo a chamá-lo de nada diferente depois da partida de hoje), a postura do Botafogo seguiu a mesma pelo decorrer do jogo. Renato demorou para fazer as substituições e mesmo com a entrada do argentino Montoro – jogador esse que apresenta muita velocidade e domínio nos lances individuais – a equipe ainda se mostrava desestabilizada. 

Em um cenário totalmente previsível, a prorrogação trouxe o castigo final para o Botafogo: O Palmeiras chegou ao gol com Paulinho, durante o primeiro tempo da etapa extra, coroando assim a vitória do Alviverde e a despedida do Botafogo do Mundial de Clubes.

Acredito que hoje falo por todos os botafoguenses ao dizer que precisamos de explicações. Mas que justificativa se dá para uma escalação firmada nas suposições? As análises para cada equipe são reduzidas a resultados positivos anteriores? Como se joga contra um time ofensivo sem ser ofensivo também? 

Renato Paiva deu aula de amadorismo. Escolheu se acovardar sendo técnico de um clube que foi forjado na coragem. Hoje o Botafogo não existiu dentro de campo. Agora, é preciso entender o ponto principal: há uma temporada pela frente com muitos objetivos. Será que ainda sobra espaço para atuações como a da partida deste sábado? 

Definitivamente, existem perguntas que precisam ser respondidas. E essas respostas precisam ser dadas não só para o planejamento de 2025, como também para os torcedores.

O Botafogo volta a campo no dia 13 de julho, contra o Vasco, no estádio de São Januário, pelo Campeonato Brasileiro, em jogo válido pela 12ª rodada da competição. O horário do confronto ainda não foi divulgado!

Seguimos com o Botafogo.

Nos resta levantar a cabeça e seguir em frente para resgatar a nossa marca: a coragem!

Por Julia Aveiro 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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