Com erro na publicação e silêncio na arquibancada, o Chelsea aprende, da melhor forma, quem é quem no futebol sul-americano
20 de junho de 2025. Lincoln Financial Field, Filadélfia. Foi ali que o Flamengo escreveu mais um capítulo inesquecível da sua história. Com um futebol dominante, uma virada emocionante e um cenário de pura entrega, dentro e fora de campo, o Rubro-Negro venceu o Chelsea por 3 a 1 e deu um passo gigante rumo à classificação no Mundial de Clubes.
Com raça, amor, paixão e os gols de Bruno Henrique, Danilo e do jovem Wallace Yan, o coração de cada rubro-negro pulsou mais forte. O detalhe que fez dessa vitória algo ainda maior? A grande virada!! Depois de sair atrás, o Flamengo respondeu como um gigante. Não se abalou, não recuou. Cresceu, acreditou, venceu e convenceu.

O jogo começou com o Flamengo em cima, com chegadas de Luiz Araújo, Arrascaeta e até um quase gol de Plata, enquanto a Nação fazia sua parte: levar para a terra do Tio Sam o clima e a festa que a gente faz no Maracanã. Só que, aos 13’, uma atrapalhada de Wesley resultou em um gol de Pedro Neto, que saiu livre e abriu o placar para os ingleses. O Chelsea, mesmo com a vantagem, parecia menos à vontade do que o Flamengo. A pressão rubro-negra era clara, e só não resultou no empate porque Colwill salvou um cabeceio de Gerson em cima da linha, no apagar das luzes do primeiro tempo.
A superioridade flamenguista nos números não refletia no placar, e a sensação era de total injustiça. Mas, no intervalo, nada mudou no tom da torcida, pelo contrário… Os rubro-negros, que cruzaram o oceano por amor, seguiram cantando como se estivessem ganhando.
E foi ali, no contraste gritante com a torcida do Chelsea, fria, quase calada, que o jogo começou a virar muito antes da bola entrar. Porque, mesmo atrás no placar, a torcida do Flamengo não parava de entoar “Vamo virar mengo”. Aquele, que nasceu num dos momentos mais dolorosos da nossa história, e se transformou em símbolo de resistência e fé. O gol ainda não tinha saído, mas já existia no espírito de quem acreditava.
Bruno Henrique entrou. Seis minutos depois, aos 16’ do segundo tempo, aproveitou a casquinha de Plata e mandou para a rede. O empate não foi só um gol, foi um grito de libertação. E, antes que o Chelsea conseguisse respirar, veio a virada: BH, de novo ele, serviu de garçom para Danilo virar o jogo aos 19’. O Lincoln Financial Field virou um caldeirão. Era o Flamengo atropelando mais um, embalado por um mar vermelho e preto que não se calava nem por um segundo.
O Chelsea, acuado e descontrolado, viu Nicolas Jackson ser expulso três minutos depois de entrar em campo, em uma entrada criminosa em Ayrton Lucas. Era o reflexo de um time que já havia sido derrotado. Porque ali, o Flamengo já era mais que futebol. Era gente jogando com a sua gente. Era time e torcida sendo um só.

Aos 37’, logo após mais uma substituição, veio o desfecho poético: Gonzalo Plata tentou o chute, a bola sobrou e Wallace Yan, joia da base, empurrou para o gol com a calma de um veterano. O garoto que se emocionou na entrevista, que lembrou da sua trajetória difícil, deixou seu nome na história do Mundial. E os rubro-negros, que já estavam em festa, deram o recado com o tradicional “olé”.
No apito final, a emoção tomou conta. Wallace Yan chorou. Jorginho exaltou o grupo. Filipe Luís foi enaltecido até pela imprensa europeia. E os jornais espanhóis e ingleses, mesmo com o tom amargo, reconheceram: o Flamengo deu uma aula. “Lição do futebol brasileiro”, “colapso do Chelsea”, “América do Sul em grande estilo”, TODOS se renderam.
E se algum desavisado ainda se confunde e chama o Flamengo de “América do México”, hoje teve a resposta. Somos gigantes!!!!
Com seis pontos em dois jogos e 100% de aproveitamento, o Flamengo lidera o Grupo D à frente do Chelsea, que soma três, enquanto LAFC e Espérance ainda não pontuaram e se enfrentam nesta sexta-feira. Caso empatem, o Rubro-Negro já garante a vaga nas oitavas como primeiro colocado. Se houver um vencedor, o time de Filipe Luís decidirá a liderança na próxima terça-feira (24), às 22h, contra o LAFC, em Orlando. No mesmo, Chelsea e Espérance se enfrentam na Filadélfia. A conta é simples: o Flamengo avança em primeiro com uma vitória, um empate ou até uma derrota por até dois gols, desde que o Chelsea vença.
Por Rayanne Saturnino
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo