Com um a menos na maior parte do tempo, Coritiba vence o Red Bull Bragantino e respira na competição

Foi na raça e no grito. Após perder um jogador por expulsão logo no início da partida, o Coritiba venceu na base de “sangue nos olhos” o Red Bull Bragantino neste domingo (9), por 2×1, em casa e com o apoio incondicional da torcida, que foi dessa vez o décimo primeiro jogador.
Com a vitória, o Coxa se mantém fora da ZR, na 15ª colocação, com 34 pontos – quatro a mais que o Cuiabá, time que abre a zona. Não faltou raça e entrega e a energia entre time e torcida novamente gritou mais alto. Seguimos na luta!
O JOGO
Para este duelo, a equipe estreou o uniforme número 3, na cor azul, em alusão à conquista da Fita Azul em 1972. Em campo, Guto Ferreira colocou a mesma equipe que entrou contra o Palmeiras. Mal o árbitro apitou o início do jogo e veio o balde de água fria: aos 2 minutos, em uma entrada do atacante Warley em Sorriso, o VAR foi acionado e o jogador alviverde acabou sendo expulso, deixando o Coxa com um jogador a menos.
Era a hora de time e torcida entrarem em sintonia, e deu certo. Aos 11 minutos, Fabrício Daniel lançou a bola da defesa para Alef Manga, que dominou, driblou o marcador e tocou por cima, sem chances para Cleiton. Que lance e que gol, meus amigos. 1×0 Coxa, e o estádio Couto Pereira indo à loucura.
Claro que o torcedor alviverde não tem paz. Em maior número em campo, o Braga não se deu por vencido e pressionou a equipe alviverde até o gol de empate sair. E ele veio: Popó se livrou da marcação e bateu no cantinho, sem chances para Gabriel. Tudo igual, 1×1. Era hora de gritar mais alto e as orações começaram a ecoar nas arquibancadas.
O Bragantino seguia pressionando e chegou a marcar com Artur, mas o árbitro assinalou impedimento (ufa). Já na segunda etapa, o time paulista insistia em ir atrás da vitória, mas quem acabou chegando ao gol foi o Coxa: aos 13′, o volante Bruno Gomes conseguiu se livrar da marcação e mandar para o fundo das redes, marcando o seu primeiro gol válido com a camisa alviverde. 2×1 Coxa.

Foram mais de 30 minutos de sofrimento e de gritos na bancada. A torcida abraçou o time e apoiou, cantou e vibrou a cada interceptação e a cada finalização. Quanta unha roída, quanta reza, até quem é ateu se apegou à força divina. Eram 10×11, ataque contra defesa, afinal, mesmo sem muita eficácia, o Bragantino queria pontuar a todo custo. Mas deu o resultado que tinha que dar: sob o apoio da sua torcida, não poderia ser diferente. Pode somar mais três pontos e respirar aliviado, nação alviverde. Foi na raça, mais uma batalha vencida. Deu tudo certo.
Destaques para Chancellor, Natanael e Alef Manga, que foram monstros e jogaram por um a mais. O goleiro Gabriel também foi novamente um dos destaques, salvando o time. Ao fim da partida, Gabriel declarou:
“Eu não sei o que tem de especial aqui no Couto Pereira, mas algo tem, porque não é possível a energia que vocês (torcedores) transmitem, a energia que a gente sente dentro de campo, uma coisa maravilhosa“, declarou, impressionado com o poder da torcida.

Agora, mais uma semana intensa de trabalho para se preparar para um dos jogos mais importantes do ano: o clássico AthleTIBA, válido pela 32ª rodada, no domingo (16), às 19h, na Arena da Baixada. Mais uma final em busca da permanência e dessa vez com aquele clima de rivalidade, que faz com que a torcida se empolgue e implore por uma vitória. Agora é manter a cabeça no lugar e torcer para que seja a primeira fora de casa e que seja contra o rival!
Seguimos! PRA CIMA DELES, COXA!
Por Viviane Mendes, Coxa doida de coração.
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo