Em uma noite de sustos, pênalti desperdiçado e muita emoção, o Cruzeiro demonstrou poder de reação, conquistou uma vitória de virada por 3 a 2 e consolidou sua posição no G3 do Campeonato Brasileiro.

Saudações Nação Azul!
Se tem uma coisa que o torcedor cruzeirense aprendeu ao longo dos anos, foi que acompanhar o Cruzeiro definitivamente não é uma atividade recomendada para quem deseja preservar a tranquilidade do coração. E, claramente, na noite desta quinta-feira (5), não poderia ter sido diferente! O Cruzeiro recebeu o Bahia no Mineirão, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, em um confronto importante para as pretensões das duas equipes na reta final da competição e venceu de virada por 3 a 2.
De um lado, o Cabuloso buscava manter a sequência positiva, consolidar sua posição entre os primeiros colocados e seguir alimentando as expectativas de terminar a temporada da melhor maneira possível. Do outro, o Bahia chegou disposto a surpreender e conquistar pontos importantes na disputa por uma vaga na Libertadores. Com o apoio da torcida celeste, a expectativa era de mais uma vitória dentro de casa. Mas, como estamos falando do Cruzeiro, é claro que os três pontos não poderiam chegar sem uma boa dose de sofrimento.
UM SUSTO, MUITA TENSÃO E O ALÍVIO ANTES DO INTERVALO
A partida começou movimentada, com o Cruzeiro tentando assumir o protagonismo e buscando espaços na defesa adversária. Entretanto, logo nos primeiros minutos, a equipe celeste sofreu um problema inesperado. Fabrício Bruno sentiu dores e precisou deixar o gramado, obrigando o técnico Artur Jorge a reorganizar a defesa com a entrada de Viña.
O Bahia não se intimidou com o Mineirão e também procurou o ataque. Aos nove minutos, Kike Olivera levou perigo ao gol celeste, mas Otávio apareceu para fazer uma importante defesa e evitar que os visitantes saíssem na frente.
O Cruzeiro tentou responder, principalmente com as movimentações de Arroyo e Kaio Jorge, mas encontrou dificuldades para transformar suas oportunidades em gols. E, como diz aquela velha história do futebol, quem não aproveita as chances acaba correndo o risco de ser castigado.
Aos 31 minutos, o castigo chegou. Kike Olivera avançou pela direita, superou a marcação de Zé Lucas e finalizou de um ângulo bastante complicado, surpreendendo Otávio e abrindo o placar para o Bahia.
Foi aquele momento em que o coração cruzeirense apertou e a paciência começou a ser colocada à prova. Afinal, perder pontos dentro de casa, justamente em uma fase tão importante do campeonato, estava longe de ser o cenário que qualquer torcedor desejava.
Mas o Cruzeiro não se entregou. A equipe aumentou a intensidade, passou a pressionar e buscou o empate ainda antes do intervalo. Fágner chegou a acertar o travessão, deixando claro que o gol celeste estava amadurecendo.
E ele finalmente saiu!
Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Kaio Jorge tabelou com Arroyo e finalizou forte. O goleiro Ronaldo não conseguiu fazer a defesa, e a bola morreu no fundo das redes.
GOOOOOOL DO CABULOSO!
O empate trouxe o alívio que a torcida tanto precisava e mudou completamente o sentimento para a segunda etapa. O Cruzeiro foi para o intervalo com o placar de 1 a 1, mas com a sensação de que poderia, e precisava, fazer muito mais.
PÊNALTI PERDIDO, VIRADA E UM GOLAÇO PARA LAVAR A ALMA!

O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com outra postura. Mais agressivo, pressionando a saída de bola adversária e buscando o ataque com maior intensidade, o Cabuloso demonstrou que não estava satisfeito com o empate. E não poderia estar mesmo! Jogando em casa e precisando dos três pontos, era necessário transformar a superioridade em resultado.
Arroyo continuou sendo uma das principais peças ofensivas, criando oportunidades e dando bastante trabalho à defesa do Bahia. O Cruzeiro passou a chegar com mais frequência, mas ainda faltava aquela finalização certeira para colocar a Raposa em vantagem.
Aos 16 minutos, depois de uma revisão do VAR, o árbitro assinalou pênalti para o Cruzeiro, após Rodrigo Nestor puxar a camisa de Viña dentro da área.
Era a oportunidade perfeita para virar a partida!
Kaio Jorge assumiu a responsabilidade da cobrança, mas o que parecia ser o momento da virada acabou se transformando em mais um daqueles episódios capazes de testar a sanidade de qualquer cruzeirense. O atacante escorregou no momento da finalização e mandou a bola muito longe do gol.
Sim, meus caros, o Cruzeiro conseguiu desperdiçar uma oportunidade de ouro! E naquele momento, confesso que parecia que o sofrimento estava apenas começando.
Mas o futebol tem dessas coisas. Em poucos minutos, a frustração deu lugar à explosão de alegria.
Aos 23 minutos, Arroyo fez uma bela jogada pela direita e acertou um cruzamento de trivela na medida para Bruno Rodrigues, que apareceu na área e, de peixinho, mandou a bola para o fundo das redes!
GOOOOOOOOOOL! ERA A VIRADA DO CABULOSO!
O Mineirão explodiu! O Cruzeiro finalmente conseguiu transformar sua pressão em vantagem, e a torcida, que havia passado por momentos de apreensão, pôde comemorar um gol que representava muito mais do que a mudança no placar.
Com a virada, o Bahia tentou reagir e passou a buscar espaços para chegar ao empate. O Cruzeiro, por sua vez, procurou administrar a vantagem sem abrir mão das oportunidades de ampliar o resultado.
E foi justamente quando a partida se aproximava dos minutos finais que Kaio Jorge resolveu transformar sua noite em uma verdadeira história de superação.
Aos 40 minutos, o atacante recebeu a bola pela direita da área, aplicou uma caneta desconcertante em Marcos Victor e finalizou com categoria, sem dar chances ao goleiro Ronaldo.
QUE GOLAÇO, MEUS AMIGOS!
Se antes Kaio Jorge havia provocado desespero ao desperdiçar o pênalti, naquele momento fez o torcedor esquecer, pelo menos por alguns instantes, toda a indignação. O camisa 19 marcou seu segundo gol na partida e colocou o Cruzeiro em vantagem por 3 a 1.
Parecia que finalmente teríamos alguns minutos de tranquilidade. Parecia!
Porque, claramente, o Cruzeiro não poderia encerrar aquela noite sem proporcionar mais alguns sustos à sua torcida.
Já nos acréscimos, após cobrança de falta de Luciano Juba, Alejo Véliz apareceu na área e cabeceou para diminuir a diferença, fazendo 3 a 2 e trazendo novamente aquela sensação de que o coração cruzeirense precisaria trabalhar até o último segundo.
O Bahia ainda tentou pressionar, mas o Cruzeiro conseguiu segurar o resultado até o apito final.
E QUE ALÍVIO!
Depois de uma partida marcada por erros, oportunidades desperdiçadas, belos gols e muita emoção, o Cabuloso conquistou uma vitória importantíssima diante de sua torcida.
EXPECTATIVA POR UM FINAL DE TEMPORADA POSITIVO
Com a vitória por 3 a 2, o Cruzeiro chegou aos 60 pontos, permaneceu na terceira colocação do Campeonato Brasileiro e conquistou sua quarta vitória consecutiva. Além disso, ampliou para nove partidas sua sequência de invencibilidade dentro de casa, mostrando que o Mineirão continuou sendo um aliado importante nesta reta final de temporada.
A vitória também trouxe motivos para reconhecer o poder de reação da equipe. Mesmo depois de sair atrás no placar e desperdiçar um pênalti, o Cruzeiro não deixou de buscar o resultado e conseguiu construir uma virada importante. Mas também não podemos fechar os olhos para os problemas apresentados. A equipe sofreu defensivamente em alguns momentos, desperdiçou oportunidades e voltou a permitir que o adversário crescesse nos minutos finais. São situações que precisam ser corrigidas, principalmente diante dos desafios que ainda restam no campeonato.
Por outro lado, foi impossível não destacar a atuação de Arroyo, fundamental na construção das jogadas ofensivas, de Bruno Rodrigues, responsável pelo gol da virada, e, principalmente, de Kaio Jorge, que conseguiu superar a frustração do pênalti perdido e terminou a noite como protagonista da vitória celeste.
O resultado reforçou a confiança em uma equipe que, apesar das dificuldades, demonstrou capacidade de reação e vontade de continuar brigando na parte de cima da tabela. E, para nós, torcedores, ficou aquele sentimento que mistura alívio, orgulho e esperança.
Porque depois de tantos momentos difíceis que vivemos nos últimos anos, ver o Cruzeiro novamente ocupando as primeiras posições do Campeonato Brasileiro teve um significado especial. Não se tratou apenas de conquistar mais três pontos, mas de continuar alimentando a expectativa de que o clube pudesse encerrar a temporada entre os protagonistas do futebol brasileiro.
Ainda havia muito a melhorar, mas também existiam motivos de sobra para acreditar.
E se para conquistar cada vitória fosse necessário passar por todos esses testes cardíacos, que pelo menos o resultado continuasse sendo favorável ao nosso Cabuloso!
Seguimos juntos, Nação Azul! Porque torcer pelo Cruzeiro nunca foi sobre ter uma vida tranquila, mas sobre carregar um amor que resiste a qualquer sofrimento.
PRÓXIMO JOGO
Depois da pausa para a Data Fifa, o Cruzeiro voltou suas atenções para o confronto diante do Palmeiras, marcado para quarta-feira, 18 de novembro, às 20h30, no Mineirão, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo representaria mais uma oportunidade de manter a sequência positiva, fortalecer a posição no G3 e mostrar que a equipe tinha condições de encerrar a temporada em alto nível.
VAMOS, CRUZEIRO! AINDA TEM MUITA HISTÓRIA PARA ESCREVER!
Por Mury Kathellen
Por Camila Souza
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo