Na briga para se afastar da zona de rebaixamento, Coxa vence o Vitória por 2 a 0 no Couto Pereira e abre seis pontos de vantagem para o Z-4
Coritiba e Vitória se enfrentaram na tarde deste sábado (31), no estádio Couto Pereira, em partida válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em situação complicada na tabela, as equipes entraram em campo sabendo da importância dos três pontos na luta contra o rebaixamento. Depois da derrota por 1 a 0 para o Grêmio e da demissão de Fernando Seabra, o Coritiba precisava dar uma resposta. E não era apenas pelo resultado: com uma sequência difícil pela frente, vencer em casa era fundamental para ganhar fôlego na reta final do campeonato.
Quem assumiu a equipe à beira do campo foi a comissão técnica permanente, comandada por Guilherme Bossle. E a primeira surpresa veio na escalação: Breno Lopes voltou a ser titular, enquanto Lavega começou no banco, dando espaço para um meio-campo com três volantes, formado por Sebastián Gómez, Thiago Santos e Nicolás Fonseca. No papel, parecia uma escolha ousada. Na prática, funcionou.

Desde os primeiros minutos, o Coxa tomou a iniciativa e pressionou o Vitória. A equipe visitante pouco conseguiu criar e Pedro Morisco praticamente assistiu ao primeiro tempo. Do outro lado, faltou capricho para transformar o domínio em gol. Pedro Rocha chegou muito perto de abrir o placar ao acertar o travessão.
Na segunda etapa, o jogo ficou mais aberto. O Vitória voltou tentando se lançar ao ataque, mas encontrou um Coritiba disposto a não deixar escapar a oportunidade de voltar a vencer no Couto Pereira. Mesmo com as limitações técnicas que ainda existem no elenco, a equipe mostrou uma postura diferente: mais intensidade, mais vontade e, principalmente, a disposição de não desistir da partida. E foi na insistência que o gol saiu. Sebástian Gomez chuta de fora da área, Lucas Arcanjo deu o rebote, e Pedro Rocha não desperdiçou mandando a bola para o fundo das redes.
Na sequência, Guilherme Bossle promoveu mudanças na equipe: Vini Paulista, Lavega, Tissi, Moledo e Rodrigo Gelado entraram em campo. Entre os substitutos, quem ajudou a dar ainda mais intensidade ao meio-campo foi Vini Paulista. Já Lavega, que ganhou nova oportunidade, novamente não convenceu e segue devendo. Vem jogando mal.
O Coritiba continuou em cima e não demorou para ampliar. O segundo gol veio para fazer o Couto Pereira explodir. Em cobrança de escanteio de Josué, a bola desviou em Cóser e encontrou Tinga, atento dentro na área, para fazer o segundo.
O 2 a 0 trouxe algo que o torcedor alviverde não sentia há algum tempo: tranquilidade. O Vitória ainda tentou reagir, mas o Coxa soube administrar a vantagem e, desta vez, não deixou a vitória escapar. Depois de dois meses sem comemorar um triunfo, o apito final veio acompanhado daquele velho e conhecido sentimento de alívio. Mas, desta vez, não foi apenas pelo resultado, o Coxa jogou bem, foi superior em boa parte da partida e mostrou uma postura que vinha sendo cobrada pelo torcedor há algumas rodadas.
Os três pontos colocam o Alviverde seis pontos à frente do Corinthians, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. É uma vantagem importante, mas ainda não é hora de respirar completamente aliviado, pois ainda temos uma sequência nada fácil pela frente.
Na terça-feira (4), às 21h30, o desafio é fora de casa, contra o Internacional, no Beira-Rio. Outro confronto direto e mais uma oportunidade de aumentar a distância para a parte de baixo da tabela.
Se o Coritiba repetir a postura apresentada contra o Vitória, talvez a reta final do campeonato possa ser um pouco menos sofrida para quem já está acostumado a viver esses 90 minutos com o coração na mão.
Por Patrícia Moro
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