A estrela que brilhou foi vermelha e do Clube do Povo


Venceu o Sport Club Internacional, venceu com autoridade!

O Sport Club Internacional ofereceu, enfim, uma tarde de futebol ao seu torcedor! Na tarde chuvosa deste sábado (24), de campo pesado, céu fechado e necessidade de vencer, o Clube do Povo brilhou como uma estrela e venceu o Botafogo por 3 a 0, pela 32ª rodada do Brasileirão.

Um dia que começou chuvoso, de tempo fechado na capital gaúcha, um sábado daqueles que nos fazem duvidar um pouco se será mesmo um dia bom. Mas havia no horizonte um raio de luz, um fio daquela esperança em que a gente se agarra enquanto ainda há tempo. No horizonte, uma possibilidade: enfim, sair da zona de rebaixamento.

Foto: Ricardo Duarte/ Sport Club Internacional 

O torcedor, que vem, sim, acompanhando melhores atuações, ainda se lembra das cicatrizes recentes, de erros individuais que custam caro. Com a ausência de Anthoni, havia, sob a meta colorada, a dúvida: sob as traves, pela primeira vez como titular, um garoto de 23 anos carregava o peso da responsabilidade de nos fazer sorrir.

O Inter se fez, enfim, depois de bastante tempo como mero inquilino, proprietário da sua própria casa. Em campo, apresentou domínio do jogo desde o começo, como quem diz: seja bem-vindo, visitante, sinta-se bem, mas não esqueça que a casa é minha.

No terço defensivo do campo, já é de se lembrar de um homem que pediu para jogar. Se a meta tinha a juventude de Kauan Jesus, a zaga contou com a experiência e a entrega de Maripán, que pediu para jogar e foi fundamental. Nos lances em que não tocou na bola, ainda assim, o defensor se fez autoridade.

Do outro lado, Eduardo Baptista optou por um time com liberdade pelos lados, um meio de campo bem postado e uma defesa alinhada. Os laterais puderam avançar pelos corredores com maior tranquilidade e ocupar espaços que ora eram deixados, ora eram construídos por um Inter que tinha muita fome de vencer.

Aos 29 minutos, em resposta a um ataque do Botafogo que fez o garoto Kauan brilhar com uma boa defesa, Matheus Bahia abriu o placar, mas o impedimento foi assinalado. No ar, ficou aquele gostinho de “não podemos deixar acontecer de novo”. Se não contássemos com a insistência de Matheus Bahia, talvez… Três minutos mais tarde, ele estava lá outra vez e, agora, pode contar no placar, seu juiz! Estava aberta a contagem.

O Inter seguiu insistindo, brigando por todas as bolas com intensidade. Assim, a cada lance, a luz que brilhava no céu se tornava maior. Aos 42 minutos, Juninho viu, no meio de um bate e rebate, a oportunidade e chutou firme para ampliar o placar.

O primeiro tempo, que findou em 2 a 0, ainda teve um belo gol anulado por um erro da arbitragem. Um apito ansioso, na hora errada, invalidou o que seria um três a zero ainda na primeira etapa.

O segundo tempo começou com o Inter pressionando. Mesmo sem nenhuma troca no time, o elenco em campo demonstrou a entrega de quem havia acabado de iniciar a partida.

Atrás no placar, o Botafogo precisava correr em busca do resultado e, aqui, o menino que estreava como titular BRILHOU! Fez nossos olhos olharem com saudade para os tempos de um Celeiro de Ases formador de grandes goleiros. Kauan empilhou boas defesas com tranquilidade e fez de cada uma das vezes em que parou o ataque alvinegro um gol para o estádio inteiro comemorar. O guri se fez gigante.

Lá na frente, o Inter também seguiu insistindo. O terceiro gol, já aos vinte minutos do segundo tempo, surgiu de uma escapada em velocidade de Alerrando e se consolidou na boa decisão do atacante, que viu Bernabei livre. Na maturidade de quem joga para o time, não tentou acertar o gol, mas entregou a bola ao companheiro.

Dali em diante, com o placar construído com vantagem e autoridade, o Inter respirou, mas sem se desprender do jogo. E quem diria que não contar em campo com jogadores relapsos, descomprometidos e muito ruins como Félix Torres e Matheus Cunha seria tão recompensador?

Foto: Ricardo Duarte/ Sport Club Internacional 

O Sport Club Internacional, enfim, venceu com presença. Da vitória por 3 a 0 veio a recompensa: sair da zona de rebaixamento. Em um sábado de esperança, vencer em casa se aliou a uma vitória que veio mais tarde: a virada do Vasco, que deu ao Inter um pouco mais de fôlego e distância, num Brasil perfeito em que veremos dois rivais se classificarem à segunda divisão de 2027.

Por Jéssica Salini

Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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