Esquadrão perde por 3 a 0 diante da torcida, desperdiça a chance de entrar no G-4 e cai para a sétima colocação do Brasileirão
O que o Bahia apresentou na noite deste domingo (18), na Arena Fonte Nova, foi uma atuação para deixar qualquer torcedor Tricolor indignado. Sem criatividade, sem intensidade e incapaz de competir de igual para igual, o Esquadrão foi amplamente dominado pelo Flamengo e sofreu uma derrota por 3 a 0 diante de sua própria torcida.
O placar, aliás, poderia ter sido ainda mais elástico não fosse a grande atuação do goleiro Ronaldo, que evitou um vexame ainda maior, principalmente no primeiro tempo.

Em uma rodada na qual tinha a oportunidade de dar um salto importante na tabela e entrar no G4 do Campeonato Brasileiro, o Bahia entregou uma exibição muito abaixo do que se espera de uma equipe que pretende brigar pelas primeiras posições. O time de Rogério Ceni pouco produziu ofensivamente, sofreu com a pressão rubro-negra e, quando precisou reagir, demonstrou mais desorganização do que poder de fogo.
A derrota não representa apenas a perda de três pontos. O resultado escancara as dificuldades do Tricolor diante de um adversário de alto nível e aumenta a frustração de uma torcida que esperava uma postura muito mais competitiva em casa.
Com o revés, o Bahia permanece com 49 pontos, perdeu duas posições e terminou a 31ª rodada na sétima colocação, fora da zona de classificação para a Libertadores.
O jogo
O primeiro tempo foi marcado pelo amplo domínio do Flamengo, que controlou a posse de bola, ocupou o campo ofensivo e criou as principais oportunidades da partida. Diante da fragilidade defensiva e da dificuldade do Bahia para manter a bola, Ronaldo precisou trabalhar intensamente e terminou os primeiros 45 minutos como o principal destaque em campo.
O goleiro tricolor fez grandes defesas em finalizações de Carrascal, Erick Pulgar e Pedro, impedindo que o adversário transformasse sua superioridade em vantagem no placar ainda antes do intervalo. Em diversos momentos, o Flamengo encontrou espaços para finalizar, enquanto o Bahia assistia à pressão rubro-negra sem conseguir estabelecer uma resposta consistente.
Uma das intervenções mais impressionantes de Ronaldo aconteceu após um escanteio. Depois de a bola sobrar dentro da área, Erick Pulgar acertou um voleio que tinha endereço certo, mas o arqueiro tricolor reagiu rapidamente e espalmou para fora, evitando um golaço do chileno.
Do outro lado, o Bahia pouco ameaçou. A equipe tentou explorar jogadas de velocidade, com Kike Olivera participando das investidas, e apostou em bolas levantadas na área para Alejo Véliz disputar pelo alto. Pelo centro do campo, entretanto, faltaram criatividade, aproximação entre os jogadores e alternativas para superar a marcação adversária.
As poucas tentativas tricolores não foram suficientes para equilibrar o confronto. O empate sem gols no intervalo acabou sendo um resultado generoso para o Bahia, que precisou contar com a inspiração de seu goleiro para não sair em desvantagem.

A volta do intervalo não trouxe a mudança de postura que a torcida do Bahia esperava. Logo nos primeiros minutos, o Flamengo voltou a ameaçar e obrigou Ronaldo a fazer mais uma grande defesa, desta vez em finalização de Samuel Lino.
A equipe de Rogério Ceni continuava com dificuldades para construir jogadas e encontrar espaços na defesa adversária. Aos 8’, sem alternativas claras para penetrar na área, Luciano Juba arriscou de longa distância, mas mandou a bola para longe do alvo.
Aos 18’ da etapa final, a resistência tricolor chegou ao fim. Em um contra-ataque iniciado ainda no campo defensivo do Flamengo, Carrascal recebeu lançamento, avançou e driblou Marco Moreno dentro da área. O defensor do Bahia derrubou o colombiano, e a arbitragem assinalou o pênalti.
Na cobrança, Jorginho bateu com categoria, deslocou Ronaldo e abriu o placar para os visitantes. O gol premiou a superioridade rubro-negra e deixou o Bahia em uma situação ainda mais delicada na partida.
Na tentativa de mudar o cenário, Ceni promoveu alterações para aumentar o poder ofensivo da equipe. Caio Alexandre, Román Gómez e Ademir entraram nas vagas de Acevedo, Marcos Victor e Kike Olivera, respectivamente. A expectativa era de que o Tricolor conseguisse pressionar o adversário e buscar o empate. Porém, não aconteceu. Em vez de apresentar uma melhora consistente, o Bahia continuou cedendo espaços e sofrendo com a movimentação ofensiva do Flamengo.
Aos 27’, o time carioca ampliou a vantagem. Samuel Lino avançou pela esquerda e cruzou com precisão para Gonzalo Plata, que apareceu livre na área e cabeceou no canto, sem dar chances de defesa para Ronaldo. A jogada evidenciou novamente as falhas de posicionamento da defesa tricolor, incapaz de acompanhar a movimentação do atacante equatoriano.
Se o segundo gol já tornava a missão praticamente impossível, Lucas Paquetá tratou de ampliar o placar, aos 32’. O meia protagonizou uma verdadeira pintura: deu um chapéu de cabeça em Luciano Juba, avançou para dentro da área, driblou Caio Alexandre e finalizou com força e precisão para balançar as redes. Foi um golaço que coroou a atuação superior do Flamengo e escancarou a noite desastrosa do Bahia. Sem conseguir reagir, o Esquadrão viu o adversário construir um placar incontestável na Fonte Nova.
O apito final confirmou a derrota por 3 a 0 e deixou uma sensação amarga para a torcida tricolor. Mais do que o resultado, preocupa a maneira como o Bahia foi dominado, criou tão pouco e dependeu de seu goleiro para evitar um placar ainda mais duro.
Próximo desafio
O Bahia terá pouco tempo para lamentar o resultado. O próximo compromisso será no sábado (24), às 21h, contra o Santos, na Vila Belmiro, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Thamires Barbosa Araújo
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