Sem Alan Patrick e Anthoni, Colorado tem confronto direto na luta contra o rebaixamento, precisando transformar a pressão em resultado positivo
Pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Internacional entra em campo na noite desta sexta-feira (16), no interior paulista, para enfrentar o Mirassol, no Estádio Maião, às 20h. Sem Alan Patrick, vetado pelo departamento médico, e Anthoni, o Colorado tem pela frente mais um confronto direto na luta contra o rebaixamento. No campeonato de pontos corridos, três pontos podem valer seis, e o Inter não pode desperdiçar a oportunidade de mudar sua situação na tabela.
O empate no clássico greNAL ainda está atravessado na garganta. E não é para menos. Deixar a vitória escapar daquele jeito é o tipo de coisa que faz o torcedor repassar os lances na cabeça, tentando entender como o Inter deixou pelo caminho aquilo que parecia estar nas mãos. Só que o campeonato não vai esperar a nossa raiva passar. Também precisamos reconhecer os quatro pontos conquistados nesta retomada do Brasileirão, quando, durante boa parte da era Pezzolano, pontuar em sequência parecia uma tarefa complicada demais. Não é motivo para soltar foguetes, mas é um sinal de que ainda há caminho para reagir.
Isso não significa esquecer os erros do clássico e fingir que está tudo bem. Pelo contrário. O gosto amargo precisa ficar para que as mesmas desatenções não voltem a custar tão caro. O problema é quando a frustração fica só na reclamação e não vira atitude dentro de campo. Em Mirassol, o Inter precisa entrar ligado, organizado e disposto a fazer o necessário para voltar para casa com os pontos.
E, como se a conta já não estivesse complicada o suficiente, Eduardo Baptista ainda precisa lidar com a ausência de Alan Patrick. O camisa 10 vinha voltando a ser peça importante para o time, e perdê-lo justamente agora não é pouca coisa. Calebe aparece como a opção mais natural para recompor o setor de criação. Mais do que preencher uma vaga, precisará ajudar a conectar o meio-campo ao ataque e evitar que o Colorado fique refém de uma construção previsível.
O que realmente tempera esse jogo é a tabela. O Mirassol ocupa a 15ª colocação, com 33 pontos, enquanto o Internacional aparece em 17º, com 32, dentro da zona de rebaixamento. É apenas um ponto de diferença, e restam oito rodadas para o fim do campeonato. Não dá para continuar desperdiçando oportunidades e esperar que a situação se resolva sozinha.
É por isso que este é um jogo de seis pontos. Se vencer, o Inter chega aos 35 pontos e ultrapassa o Mirassol. Se perder, permite que um concorrente direto abra vantagem justamente quando o campeonato aperta. Não basta jogar para não perder: o Colorado precisa saber o que fazer com a bola, ter atenção na marcação e parar de entregar pontos que podem fazer falta lá na frente.
PROVÁVEL COLORADO
Para o confronto no Maião, Eduardo Baptista deve mandar a campo Matheus Cunha; Bruno Gomes, Gabriel Mercado e Juninho; Braian Aguirre, Rodrigo Villagra, Thiago Maia e Bernabei; Vitinho, Calebe e Alerrandro.
Com Alan Patrick fora, a criação passa a ser uma das principais preocupações da equipe. Bernabei também aparece como alternativa para atuar mais adiantado, com Matheus Bahia podendo assumir a lateral esquerda.
A verdade é que ninguém está pedindo milagre. O torcedor quer ver um time que entenda a situação em que se meteu e dispute cada bola como se ela realmente importasse. São oito rodadas, cada ponto pesa e não dá para chegar ao fim do campeonato lamentando aquilo que poderia ter sido feito agora.
O empate no greNAL ainda incomoda, os desfalques preocupam e a tabela não dá trégua. Mas o Inter tem a oportunidade de dar uma resposta dentro de campo. Os quatro pontos conquistados na retomada precisam ganhar continuidade, e a esperança colorada precisa encontrar respaldo no futebol. Porque acreditar até o fim faz parte de ser colorado, mas voltar de Mirassol com os três pontos seria muito melhor do que passar mais uma semana fazendo contas e remoendo o que poderia ter sido.
Por Jéssica Salini
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