No limite do precipício 


Na estreia de Eduardo Baptista, Colorado inicia as dez rodadas finais do Brasileirão pressionado pelo Z4 e precisando transformar o Beira-Rio novamente em seu maior aliado

Nesta quarta-feira (7), o Internacional recebe o Corinthians, às 19h30, no Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em casa e diante da sua torcida, Eduardo Baptista fará sua estreia no comando colorado em um confronto direto na luta contra o rebaixamento. Não há mais margem para ensaio. A dez rodadas do fim, vencer deixou de ser apenas uma necessidade: é obrigação.

O Internacional entra nas dez últimas batalhas do Brasileirão para evitar o rebaixamento. Depois de 20 dias de pausa para os amistosos da Seleção Brasileira, o Colorado retoma a caminhada diante do Corinthians, no Beira-Rio, precisando construir um enlace que talvez seja tão importante quanto qualquer ajuste dentro das quatro linhas: conectar a novidade do comando de Eduardo Baptista a um time que já não surpreende mais ninguém e a um Beira-Rio assombrado pelo próprio passado, por tempos em que se transformava em pesadelo para os adversários, mas que hoje parece não conseguir mais se reconectar com a sua torcida.

Foto: Ricardo Duarte/ Sport Club Internacional 

Tecnicamente, é difícil imaginar que Eduardo Baptista, recém-chegado do Criciúma, consiga promover uma revolução capaz de transformar esse time em uma espécie de laranja mecânica. É quase impossível dizer isso sem flertar com a distopia. O que se espera, na verdade, é algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, muito mais urgente: que, sob o novo comando, o Inter tenha conseguido renascer dentro de si mesmo para essas dez rodadas que restam. Que tenha conseguido, enfim, retomar o fôlego.

E talvez o adversário desta quarta-feira seja exatamente o que o Colorado precisa para isso. O Corinthians carrega, diante do Inter, um histórico de embates grandes, daqueles que não permitem que ninguém entre em campo distraído. É um jogo que exige mais. E talvez seja justamente essa exigência que o Inter precise reencontrar: jogar um jogo grande contra um adversário que traz consigo uma rivalidade grande para lembrar que este time não é aquele Inter pequeno que ameaçou jogar futebol ao longo de uma temporada inteira. O Inter é um clube gigante, imenso, grandioso, um dos maiores do país. E, a dez rodadas do fim, precisa voltar a se colocar no lugar onde merece estar. No lugar ao qual pertence.

Dentro das quatro linhas, a primeira impressão de Eduardo Baptista deve aparecer já na formação inicial. O treinador deve apostar no 3-5-2, com Matheus Cunha no gol; Bruno Gomes, Gabriel Mercado e Juninho formando a linha de três; Aguirre e Bernabei ocupando os lados; Villagra e Thiago Maia no meio, com Alan Patrick mais à frente na construção; e Vitinho ao lado de Alerrandro no ataque. A escolha pelo camisa 9 é talvez a principal novidade: sem Sanabria, lesionado na panturrilha esquerda, e depois de perder espaço com Pezzolano, Alerrandro ganha uma nova oportunidade justamente na estreia do novo comandante.

Não é uma revolução. Nem poderia ser. É uma tentativa de reorganização. De encontrar, dentro de um elenco que já deu sinais demais de esgotamento ao longo da temporada, alguma combinação capaz de devolver ao Inter aquilo que mais lhe faltou até aqui: resposta.

Por Jéssica Salini 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se